A democracia é uma responsabilidade popular e exige resistência contínua, diz Cármen Lúcia – Em Dia ES
A ministra do Supremo Tribunal Federalista (STF), Cármen Lúcia, declarou nesta quinta-feira (23), em Paraty (RJ), que a manutenção do sistema democrático brasiliano é responsabilidade da população, e não se restringe a repartições governamentais e palácios. A enunciação aconteceu durante a 24ª Sarau Literária Internacional de Paraty (Flip), na apresentação de seu livro “De mãos dadas com o povo: voto e democracia no Brasil”. A obra, coescrita com a investigador política Heloisa Starling e organizada pela historiadora Nayara Henriques Pinto, procura refletir sobre a história da democracia no país por meio da construção da cidadania e das eleições.
“A democracia está nas nossas mãos, não está nos palácios, não está nos escritórios”, declarou o ministro aos presentes. Faltando pouco mais de dois meses para a realização de novas eleições, Cármen Lúcia defendeu a valorização dos direitos já conquistados pelos brasileiros, porquê o votação universal, mas alertou para a urgência de ações constantes. Segundo ela, votar não é a única forma de trenar a cidadania.
“Nem imaginem que o único dia em que nós, porquê sociedade, somos soberanos porquê povo, é o dia das eleições. Todos os dias podemos fazer alguma coisa. observado.
A segurança das urnas e o processo eleitoral
Durante a conferência de prensa, o Ministro foi questionado sobre os recentes desafios relacionados com a adequação das urnas electrónicas. Em resposta, destacou que as equipes são submetidas a auditorias constantes e reforçou que nunca houve indícios de erros ou equívocos no sistema.
“Não acredito mais que alguém em sã consciência tenha dúvidas sobre as urnas.” disse Carmem Lúcia. A juíza relembrou em duas ocasiões sua experiência anterior porquê presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prometer a fidedignidade do processo. “Sou cidadão brasiliano, servidor público brasiliano e, supra de tudo, voto. Portanto, tenho absoluta certeza da segurança, da saúde e da transparência do processo eleitoral com urnas eletrônicas”.
A mobilização popular porquê motor de mudança
O ministro analisou o atual cenário global, apontando um período de prostração democrático que exige atenção estável da sociedade social. “Sempre há quem não goste da democracia e não goste da liberdade dos outros. É por isso que temos realmente um movimento permanente de resistência à democracia”, engrandecido.
Para exemplificar o poder transformador das uniões civis, Cármen Lúcia citou a aprovação da Lei Complementar 135/2010, popularmente conhecida porquê Lei da Ficha Limpa. Ele lembrou que a legislação surgiu de uma mobilização direta da população, que coletou assinaturas nas ruas para enviar o projeto ao Congresso Vernáculo, mudando um cenário político da dezena de 1990 onde candidatos condenados podiam ser eleitos e governar.
“As pessoas não querem um pouco, elas mudam. É preciso coragem para fazer isso. E é necessário, portanto, que tenhamos um espírito democrático, que não desanimemos civilmente.” engrandecido.
A relação histórica entre recta e literatura.
Ao abordar o tema do festival literário, o ministro estabeleceu paralelos entre o campo jurídico e as artes, afirmando que a vocábulo é o instrumento médio de ambos e que a literatura e o recta sempre “foram casados”. Ele citou obras clássicas porquê “O Julgamento”, de Franz Kafka; textos de Fiódor Dostoiévski; e “The Mauritius Trial”, de Jakob Wassermann, porquê fontes recorrentes de explicação do sistema judicial.
Cármen Lúcia revelou que o livro que mais a acompanha nas suas viagens é “Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles. Segundo o ministro, os versos sobre a Inconfidência Mineira de 1789 fazem o leitor pensar mais profundamente sobre o papel dos juízes e das sentenças do que muitos registros históricos oficiais.
Utilizando a parábola da construção de uma vivenda, definiu o povo porquê sustentáculo estrutural do país e a arte porquê termómetro importante da liberdade. “Sem arte e cultura não há democracia. Não construímos uma vivenda pelo telhado, construímos-a desde os alicerces. E o que dá base à democracia brasileira é o povo”, afirmou. argumento.
A juíza concluiu o seu exposição associando a liberdade artística ao Estado de recta. “É por isso que os ditadores não gostam de arte, não gostam de arte que não se submete a eles. “Eles querem uma cultura subordinada e a cultura é transgressora”, finalizado.
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