São Paulo quita dívida, mas segue com transfer ban da Fifa; entenda
O São Paulo quitou uma dívida de R$ 700 mil com o São José-RS pela contratação do atacante Matheus Menezes, de 19 anos, e evitou uma nova punição que poderia impedir o clube de registrar jogadores no futebol brasileiro. Apesar da regularização do débito, o Tricolor Paulista continua com um transfer ban imposto pela Fifa por causa de outra pendência financeira, relacionada à contratação do meia argentino Giuliano Galoppo, em 2022.
A dívida com o clube gaúcho foi referente à compra definitiva dos direitos econômicos de Matheus Menezes, que chegou ao São Paulo inicialmente por empréstimo. Após a passagem pelo clube, a diretoria decidiu exercer a opção de compra prevista em contrato e acertou a permanência do atacante, que assinou vínculo até 2029.
O pagamento ocorreu após uma notificação da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), órgão ligado à estrutura de fiscalização do fair play financeiro da CBF. O São Paulo havia recebido um prazo de 45 dias para quitar o débito, sob risco de sofrer novas sanções. Com a regularização, o clube evitou um novo bloqueio de registros no âmbito nacional.
Dívida com Galoppo mantém punição da Fifa
Mesmo após resolver a pendência com o São José-RS, o São Paulo continua impedido de registrar novos jogadores por causa de uma dívida com um agente envolvido na contratação de Giuliano Galoppo.
O valor do débito é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, equivalente a US$ 350 mil, segundo informações divulgadas sobre o caso. A punição da Fifa foi aplicada no início de outubro e representa o segundo transfer ban sofrido pelo clube na temporada de 2026.
Galoppo foi contratado pelo São Paulo em julho de 2022, junto ao Banfield, da Argentina. O meia defendeu o Tricolor até 2025, quando deixou o clube e seguiu para o futebol argentino. Atualmente, o jogador atua pelo Atlanta United, dos Estados Unidos.
A pendência financeira com os representantes do atleta é independente da dívida quitada com o São José-RS. Por isso, o pagamento de R$ 700 mil não foi suficiente para retirar o nome do São Paulo da lista de clubes impedidos de registrar reforços divulgada pela entidade máxima do futebol.
São Paulo tem prazo para resolver o bloqueio
O clube paulista precisa quitar o débito relacionado a Galoppo para solicitar à Fifa a retirada da punição. De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, o prazo para regularizar a dívida termina no início de dezembro de 2026.
Caso não cumpra a determinação dentro do período estabelecido, o São Paulo poderá sofrer uma sanção adicional, com a possibilidade de perda de seis pontos no Campeonato Brasileiro. A penalidade não é automática apenas pela existência do transfer ban, mas está prevista na decisão relacionada ao débito.
A situação financeira exige planejamento da diretoria, que também trabalha para regularizar compromissos com jogadores e funcionários. Entre as prioridades estão os pagamentos de salários e direitos de imagem, que registraram atrasos ao longo da temporada.
A gestão precisa equilibrar essas obrigações com os débitos que podem resultar em novas sanções esportivas. A manutenção do bloqueio da Fifa também interfere no planejamento para a próxima janela de transferências, prevista para janeiro de 2027.
Próxima janela preocupa o planejamento do Tricolor
Com a abertura da próxima janela de transferências prevista para o início de 2027, a resolução da pendência internacional será importante para que o São Paulo possa registrar eventuais reforços. Enquanto a punição estiver ativa, o clube não poderá inscrever novos jogadores, mesmo que consiga negociar contratações.
A quitação da dívida com o São José-RS representa uma pendência a menos para a diretoria, mas não resolve integralmente os problemas financeiros que afetam o planejamento do futebol. O foco agora está na regularização do débito ligado a Galoppo e no cumprimento dos compromissos assumidos com o elenco.
Até que a Fifa confirme a retirada do bloqueio, o São Paulo permanece impedido de registrar atletas. A situação torna os próximos meses importantes para a organização financeira do clube e para a definição dos movimentos no mercado de transferências.

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