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Fim de carreira? Lucas Moura fala sobre futuro após lesão

Fim de carreira? Lucas Moura fala sobre futuro após lesão

Fim de carreira? Lucas Moura fala sobre futuro após lesão

O atacante Lucas Moura chegou a cogitar o fim da carreira após sofrer uma grave lesão no tendão de Aquiles direito, em maio deste ano. Em entrevista ao ge, o camisa 7 do São Paulo revelou que o diagnóstico da ruptura total, recebido ainda no vestiário do estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, fez com que pensasse na possibilidade de não voltar a jogar profissionalmente.

Aos 34 anos, o jogador também precisou lidar com a proximidade do encerramento de seu contrato com o Tricolor, válido até dezembro de 2026. A previsão inicial de recuperação, que poderia chegar a um ano, aumentou a preocupação sobre a continuidade da carreira.

– Na emoção do momento, quando cheguei ao vestiário, confesso que passou pela minha cabeça. Porque, quando confirmou ali, os relatos que ouvimos sobre o tendão de Aquiles são de que demora de dez meses a um ano para voltar. Pensei: “Meu contrato acaba em dezembro. Vou estar onde? Vou estar sem clube?”. Vem aquela dúvida – contou.

A cirurgia foi realizada no dia seguinte à lesão. Durante a recuperação, Lucas recebeu uma previsão médica de aproximadamente seis meses para voltar aos gramados. O apoio da esposa, Larissa, também foi importante para que o atacante conseguisse lidar com o período afastado do futebol.

– Ela disse: “Amor, imagina quantas pessoas chegam ao hospital e não sabem se vão sair amanhã. Você está com uma lesão que, em seis meses, está recuperado”. Isso foi um tapa para mim. Vamos sair mais fortes. Aí virou a chave para mim. Vamos trabalhar, fazer tudo o que preciso fazer – relembrou.

O retorno aconteceu em outubro, após cinco meses de recuperação. Mesmo sem poder atuar, Lucas procurou permanecer próximo do elenco e assumiu uma participação ainda maior na liderança do grupo durante uma temporada turbulenta para o São Paulo.

Lucas cita Rogério Ceni como referência de liderança

Para exercer esse papel, o camisa 7 buscou inspiração em Rogério Ceni, com quem conviveu no início da carreira, em 2010. O ex-goleiro é apontado pelo atacante como sua principal referência de liderança no futebol.

– Longe de ser o Rogério Ceni. Ele é o maior exemplo de liderança que já tive. Procurei aprender um pouco com ele. Nunca fui capitão nos outros times, mas, pela minha experiência e idade também, exerço essa função aqui no São Paulo – afirmou.

Lucas explicou que precisou encontrar outras maneiras de contribuir com o time enquanto estava fora das partidas. Discursos, reuniões e cobranças internas fizeram parte de sua rotina durante a recuperação.

O jogador também destacou a participação de Rafinha, que passou a exercer uma função na diretoria de futebol do clube. Segundo Lucas, o ex-lateral teve papel importante na comunicação entre os atletas e os dirigentes, especialmente diante dos problemas enfrentados pelo Tricolor.

Atacante comenta crise do São Paulo e indefinição contratual

A temporada do São Paulo foi marcada por instabilidade política, dificuldades financeiras, mudanças no comando técnico e resultados abaixo das expectativas. Lucas reconheceu que o cenário extracampo teve influência no desempenho da equipe, mas evitou atribuir toda a responsabilidade aos problemas administrativos.

Para o atacante, os jogadores também precisam reconhecer os próprios erros e melhorar o rendimento dentro das quatro linhas.

Enquanto isso, o futuro do camisa 7 permanece indefinido. Com contrato até dezembro, Lucas ainda não iniciou uma definição sobre sua permanência em 2027. A eleição presidencial do São Paulo, prevista para o fim do ano, também pode interferir nas conversas sobre uma possível renovação.

– Sendo sincero, bem honesto, eu não parei para pensar no que vai ser no ano que vem. Meu foco maior era retornar de lesão, ajudar o São Paulo nessa reta final – explicou.

Apesar das incertezas, o jogador deixou claro que mantém uma forte identificação com o clube e não descarta a possibilidade de continuar no Morumbis. Uma eventual negociação, porém, dependerá também do interesse da próxima diretoria.

– O São Paulo é o clube que amo, minha casa, tenho uma identificação grande. Então, vamos ver o que vai acontecer nos próximos capítulos. Tem eleição em dezembro, mudança na diretoria… Se tiverem interesse, vamos sentar, conversar e negociar. Se não tiverem interesse, é pensar no que vai aparecer. Enfim, não dá para falar nada agora. É agir com a razão, ter a cabeça fria – concluiu.







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