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Brasileiro de Vela de Oceano 2026 entra na fase decisiva com 48 barcos

Brasileiro de Vela de Oceano 2026 entra na fase decisiva com 48 barcos

Brasileiro de Vela de Oceano 2026 entra na fase decisiva com 48 barcos

O Rio de Janeiro recebe, a partir desta sexta-feira (30), a etapa decisiva do Campeonato Brasileiro de Oceano 2026. O 57º Circuito Rio reunirá 48 veleiros inscritos nas classes ORC, Bra-RGS, RGS-Cruiser e Clássicos, com regatas até segunda-feira (2 de novembro), no Iate Clube do Rio de Janeiro. A abertura será com a regata de percurso médio Victor Demaison, às 11h, dando sequência ao campeonato iniciado em 22 de outubro, com a 76ª Regata Santos–Rio.

A competição reúne nomes da vela olímpica e equipes de diferentes regiões do país. Entre os participantes estão os bicampeões olímpicos Torben Grael, Martine Grael e Marcelo Ferreira, integrantes da tripulação do Magia IV, além do atleta olímpico Samuel Albrecht, do Crioula 52.

A Santos–Rio abriu a classificação nacional com uma travessia marcada por vento forte, mudanças nas condições de navegação e períodos de calmaria na aproximação à chegada.

O Crioula 52 foi o primeiro a cruzar a linha e lidera provisoriamente a classificação geral da ORC e a divisão Performance. “Optamos por fazer uma passagem por dentro de Ilhabela esse ano, procurando preservar o barco e dar melhores condições para a equipe descansar e se reorganizar a bordo. Eu acho que foi uma decisão bem acertada, tivemos uma boa passagem pelo canal de São Sebastião”, contou Samuel Albrecht, tático do Crioula 52.

O Ventaneiro 3 aparece em primeiro na Cruiser/Racer, o Avohai lidera a Bra-RGS e o Kameha Meha–Brancante está à frente entre os Clássicos.

No Circuito Rio, as equipes enfrentarão regatas de percurso e barla-sota, disputadas entre boias posicionadas em relação à direção do vento. Diferentemente da travessia, essas provas exigem sequências de manobras e decisões táticas em distâncias menores.

A principal novidade do Brasileiro de 2026 está na pontuação. A Santos–Rio teve peso 1, não poderá ser descartada e será o primeiro critério de desempate. As sete regatas seguintes terão pesos progressivos de 1,1 a 1,7, aumentando a influência dos resultados na reta final.

“A Santos–Rio abriu o Brasileiro com o desafio da travessia, e agora o Circuito Rio vai exigir das tripulações precisão nas manobras e nas decisões a cada regata. Essa combinação valoriza diferentes habilidades dos velejadores e faz do campeonato uma grande oportunidade de encontro da vela oceânica brasileira.

Para a ABVO, organizar essa disputa ao lado dos clubes é uma forma de fortalecer a modalidade e reunir equipes de diferentes perfis em torno de um título nacional”, afirma Bayard Umbuzeiro Neto, comodoro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO).

Entre os participantes está o Onda Phytoervas, que estreia no Circuito Rio pela equipe Phytoervas 4Z, com copatrocínio da Galápagos Capital. O projeto venceu a edição de 2025 e busca o bicampeonato com a embarcação recém-incorporada.

O Onda foi o terceiro veleiro a cruzar a chegada da Santos–Rio. A tripulação comandada por Marcelo Bellotti ainda trabalha na adaptação ao equipamento, adquirido de Eduardo Souza Ramos e vencedor do Super 40 na Semana Internacional de Vela de Ilhabela de 2026.

“Estamos com um equipamento muito bom e ainda nos acostumando ao novo barco. Fizemos uma boa Santos-Rio e agora vamos brigar pelo bicampeonato do Circuito Rio. A base dos adversários é a mesma do ano passado, quando vencemos, mas sabemos que teremos uma disputa muito dura. O Crioula tem um barco muito rápido e uma ótima equipe, enquanto o Bravo e o Duma também velejaram muito bem na travessia”, afirma Marcelo Bellotti, do Phytoervas Galapagos Capital.

Outro barco na disputa é o Inaê Soto40 Transbrasa, comandado por Bayard Umbuzeiro Neto e apoiado pelo Porto de Santos, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A equipe foi a quinta a cruzar a linha de chegada da Santos–Rio e ocupa provisoriamente o sexto lugar geral da ORC e da divisão Performance pelo tempo corrigido.

“A Santos-Rio exigiu muito da equipe, e conseguimos executar o que havíamos planejado. Agora começa outra fase do Brasileiro. Queremos aproveitar esse entrosamento, acertar as manobras e manter o barco rápido em cada regata. Vamos buscar um resultado expressivo no Circuito Rio, com atenção a cada oportunidade de ganhar posições”, afirma Bayard Umbuzeiro Neto, comandante do Inaê.

O Brasileiro de Oceano é organizado pela ABVO em conjunto com o Iate Clube de Santos e o Iate Clube do Rio de Janeiro, com apoio institucional da Confederação Brasileira de Vela (CBVela).

Na sexta-feira (30), a regata Victor Demaison começa às 11h. No sábado (31) e no domingo (1º), as regatas estão previstas para as 12h. A premiação da 76ª Santos–Rio acontecerá no sábado, às 19h.

Na segunda-feira (2), as últimas provas estão programadas para as 12h, com a premiação do Circuito Rio e do Campeonato Brasileiro de Oceano prevista para as 17h.







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