A mensagem de Emma Navarro: não normalizemos ambientes insalubres
Emma, no entanto, ficava doente com mais frequência e começou a ter tonturas e dores de cabeça com mais frequência. Seu post também menciona alguma dificuldade pra lembrar de certas coisas. Por outro lado, os resultados dentro de quadra seguiam vindo, e a entrada top 10, em 2024, parecia ser um indício de que a jovem vinha fazendo as coisas certas. Ou, pelo menos, as coisas necessárias para ter sucesso no exigente circuito mundial.
Até que um dia, durante o Australian Open de 2025, Emma começou a chorar na academia depois de um treino. Os resultados foram deixando de vir. Em setembro, durante a Billie Jean King Cup, mais lágrimas. Até que em novembro a tenista decidiu buscar a ajuda de nutricionistas e especialistas. Foi quando chegaram à conclusão clínica de que a americana vinha ingerindo menos energia do que precisava há três anos (!). Seu corpo gritava por ajuda, mas Emma ignorava.
Depois disto, a americana mudou sua dieta, aumentou a ingestão de energia, tratou o hipotireoidismo e foi melhorando aos poucos. Passou a comer em quantidades maiores, de acordo com o que seu corpo precisava. Passou a dormir melhor, as tonturas pararam, e as dores de cabeça ficaram menos frequentes. As emoções estabilizaram.
Emma termina o post escrevendo que “sim, ganhei peso este ano. Mas também ganhei minha vida de volta. Tenho energia suficiente para todos os dias, para competir e viver uma vida fora do tênis.” E aprendeu que não existe um número de peso na balança que seja mais valioso do que sua saúde ou seu bem-estar.
Um relato corajoso, bonito e emocionante. Parabéns e obrigado, Emma.
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