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Análise: Neymar decide, e Santos reage contra o Flamengo

Análise: Neymar decide, e Santos reage contra o Flamengo

O Santos mostrou que sua evolução no Campeonato Brasileiro vai além dos resultados. No empate por 2 a 2 com o Flamengo, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada, o Peixe encontrou forças para reagir depois de sofrer dois gols no primeiro tempo e contou com Neymar, decisivo em seu retorno, para evitar a derrota.

A atuação reforçou uma característica muito importante: a capacidade de superar adversidades sem perder a confiança, mesmo diante de um adversário de alto nível.

Santos mostra personalidade

O principal mérito do Santos foi a maneira como reagiu à desvantagem. A equipe não havia feito um primeiro tempo ruim, conseguiu equilibrar as ações em determinados momentos e criou oportunidades para marcar, especialmente com Gabigol. No entanto, faltou eficiência para transformar as chances em gols.

O Flamengo, por outro lado, aproveitou melhor suas oportunidades e construiu uma vantagem de dois gols na reta final da primeira etapa. O cenário era desfavorável, mas não foi suficiente para desestabilizar o Peixe.

A postura santista chamou atenção principalmente pelo contraste com outros momentos da temporada, quando a equipe encontrava dificuldades para responder após sofrer gols. Agora, o time demonstra mais confiança e consegue manter a competitividade mesmo quando o resultado não é favorável.

Essa evolução já havia aparecido nas vitórias sobre Remo e São Paulo, partidas em que o Santos também precisou buscar o resultado. Contra o Flamengo, a equipe voltou a mostrar que não se entrega facilmente, sustentando uma sequência de oito jogos sem perder.

Neymar muda o cenário e dá confiança ao ataque

A entrada de Neymar no intervalo foi fundamental para a reação. Depois de mais de um mês afastado por lesão, o camisa 10 substituiu Philippe Coutinho e voltou a ser uma referência técnica para os companheiros.

Cuca também colocou Rony no lugar de Barreal, buscando acrescentar velocidade ao ataque. As mudanças deram novas alternativas ofensivas ao Santos, que passou a encontrar melhores condições para ameaçar a defesa flamenguista.

Mesmo antes de diminuir a desvantagem, o Peixe já demonstrava disposição para buscar o resultado. Bontempo acertou o travessão após passe de Rodinei, em uma das melhores oportunidades santistas na segunda etapa.

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O primeiro pênalti, marcado após revisão quase interminável do VAR por toque de braço de Jorginho, mudou ainda mais o panorama da partida. O meio-campista foi expulso, e o Santos passou a atuar com superioridade numérica, aumentando sua presença no campo ofensivo.

Neymar assumiu a responsabilidade nas duas cobranças e converteu ambas. Além dos gols, sua presença deu confiança ao time em um momento de pressão. A reação, porém, não pode ser atribuída exclusivamente ao atacante: também passou pela postura coletiva e pela insistência da equipe em buscar o empate.

Reação anima, mas Santos ainda precisa corrigir falhas

Apesar da recuperação, a atuação deixou alertas. O Santos voltou a sofrer gols e pagou caro pela falta de eficiência no primeiro tempo. Contra um adversário com a qualidade do Flamengo, as oportunidades desperdiçadas e as desatenções defensivas tiveram consequências imediatas.

O gol de Lucas Paquetá, após uma cobrança ensaiada de escanteio, evidenciou uma dificuldade na organização defensiva. Além disso, a expulsão de Jorginho contribuiu diretamente para o domínio santista na reta final, circunstância que também precisa ser considerada na avaliação do desempenho.

Ainda assim, o empate teve valor pelo contexto. O Santos enfrentou o líder do Brasileirão, superou uma desvantagem de dois gols e ampliou sua invencibilidade para oito partidas, com seis vitórias e dois empates.

A reação diante do Flamengo reforça a confiança de uma equipe que deixou para trás a preocupação imediata com o rebaixamento e agora mira uma vaga na Libertadores. Para o confronto com o Atlético-MG, no domingo, o desafio será manter essa personalidade, mas com maior eficiência e segurança defensiva.

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