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Benedito Ruy Barbosa, responsável de grandes sucessos da TV brasileira, morre aos 95 anos

Benedito Ruy Barbosa, autor de grandes sucessos da TV brasileira, morre aos 95 anos

Benedito Ruy Barbosa, responsável de grandes sucessos da TV brasileira, morre aos 95 anos

O dramaturgo e responsável de telenovelas Benedito Ruy Barbosa morreu na manhã desta terça-feira (7), aos 95 anos, na cidade de São Paulo. Ele estava internado no Hospital HCor e não resistiu a complicações decorrentes de uma insuficiência renal crônica (IRC), doença médica com a qual convivia há tapume de três anos. O óbito foi confirmado por meio de boletim médico divulgado pela unidade de saúde e ratificado por sua assessoria de prensa.

As últimas homenagens ao responsável ocorrem ainda nesta terça-feira, no espaço Funeral Home, localizado na região da Avenida Paulista, também na capital paulista. A cerimônia de velório contará com uma janela ensejo ao público, que poderá se despedir do redactor entre 15h e 16h.

Origens no interno e primórdio no jornalismo
O mais velho entre cinco irmãos, Benedito nasceu em 17 de abril de 1931, no município de Gália, no interno paulista. Ele cresceu na cidade vizinha de Vera Cruz, uma dimensão de cafezais marcada pela potente presença de imigrantes italianos e japoneses, envolvente que serviria de base para grande segmento de sua obra televisiva. Aos 11 anos, o menino perdeu o pai, Otávio Barbosa, que havia fundado e dirigido o jornal A Voz de Vera Cruz.

Para ajudar a mãe, Aurora Medeiros Barbosa, no sustento da família, ele começou a trabalhar cedo porquê facilitar de guarda-livros em uma firma mercantil. Sem perspectiva de prolongamento no interno, mudou-se sozinho para a capital do estado, onde estudava no período noturno e trabalhava durante o dia. Em seguida inferir firmeza financeira, levou a família para São Paulo, onde passaram a morar em um cortiço no bairro do Bom Retiro.

Para complementar a renda, Benedito trabalhou porquê vendedor de verduras em feiras livres e atuou porquê faxineiro em um banco. Com seus conhecimentos de contabilidade, conseguiu uma vaga no Banco de Boston e, posteriormente, voltou a trabalhar em uma firma mercantil em um escritório na cidade de Maringá, no Paraná.

O caminho profissional começou a mudar em 1954, quando foi legalizado em um concurso do jornal Estado de S. Paulo e contratado porquê revisor. No jornalismo, atuou porquê repórter de esportes no periódico Última Hora, trabalhou na Jornal Esportiva e atuou porquê redator da Radial Propaganda.

A transição para a ficção e as sagas rurais
A ingressão definitiva na dramaturgia aconteceu depois a temporada na zona rústico do Paraná, onde escreveu seu primeiro romance, intitulado Queimação Insensível. Em 1959, a invitação de Oduvaldo Viana Fruto e com direção de Augusto Boal, a obra foi adaptada para o Teatro de Estádio e venceu o prêmio principal da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). O sucesso de bilheteria rendeu um invitação da dependência J. W. Thompson para que Benedito assumisse os roteiros das novelas patrocinadas pela Colgate-Palmolive.

A estreia solene porquê responsável de novelas ocorreu em 1966 com Somos Todos Irmãos, uma adaptação da obra A Vingança do Judeu para a TV Tupi. A partir dali, acumulou passagens por emissoras porquê Excelsior, Record, Band e Manchete. Em 1971, entrou na TV Cultura porquê assessor privativo e assinou Meu Pedacinho de Soalho, produzida em parceria com a Orbe. O contrato fixo com a TV Orbe viria em 1976 para a romance O Feijoeiro e o Sonho, consolidando sua trajetória no horário das 18h.

O responsável mudou o paradigma da televisão vernáculo ao inserir o varão do campo, o regionalismo, as questões políticas e a valorização da natureza no meio de suas narrativas. Esse protótipo chegou ao vértice em 1990 com Pantanal, na extinta TV Manchete. A produção rompeu a preponderância de audiência da concorrência no horário superior ao apostar em longas cenas contemplativas no centro-oeste brasílico, transformando personagens porquê Juma Marruá e o Velho do Rio em símbolos do país.

O sucesso estratosférico o levou de volta à Orbe para fabricar tramas que marcaram as décadas seguintes. Em 1993, lançou Renascer, retratando o interno baiano. Em 1996, mobilizou o país com a rivalidade de gerações em O Rei do Rebanho e, em 1999, resgatou o tema da imigração italiana com a saga Terreno Nostra.

Entre outras produções de destaque estão Cabocla (1979), Paraíso (1982), Voltei pra Você (1983), Sinhá Moça (1986) e Velho Chico (2016). Sobre a liberdade criativa de reescrever obras do pretérito, o responsável detalhou a experiência durante o lançamento da novidade versão de Meu Pedacinho de Soalho, em 2014. “Essa romance não tem zero da outra, só os nomes dos personagens e das localidades. Foi uma oportunidade de expor as coisas que a repreensão não deixava. E pude estrear a falar de política, de saúde, de instrução”, declarou na era.

Legado familiar na teledramaturgia
Benedito Ruy Barbosa passou os últimos anos viúvo de Marilene Leonor Barbosa, atriz com quem foi casado por mais de 50 anos e que faleceu vítima de cancro em 2014. Juntos, tiveram quatro filhos: Edmara, Edilene, Ruy e Marcelo.

O talento para as novelas perpetuou-se na família, formando um clã de roteiristas. As filhas Edmara e Edilene atuaram porquê autoras e adaptadoras de diversas obras do pai ao longo dos anos, colaborando ativamente na televisão.

O legado chegou à terceira geração por meio dos netos. Bruno Luperi, rebento de Edmara, assumiu as adaptações recentes dos maiores clássicos do avô, assinando os remakes de Pantanal (2022) e Renascer (2024), trabalho sobre o qual Benedito rejeitava comparações e definia o talento do neto com brevidade: “Confio muito”. Marcos Barbosa, rebento de Edilene, também seguiu o caminho dos roteiros, enquanto a neta Paula Barbosa investiu na curso de atriz, integrando o elenco da novidade versão de Pantanal no papel da personagem Zefa.

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