CBF pode proibir gramados sintéticos; Flamengo apoia mudança
Nubank Parque em jogo do Palmeiras. Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Alamy
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende discutir a possibilidade de limitar ou até proibir os gramados sintéticos nas competições nacionais. O assunto estará entre os principais temas da próxima reunião com os clubes sobre a formação da Liga e a melhoria da infraestrutura do futebol brasileiro.
Segundo o jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN, a entidade avaliará propostas relacionadas às condições dos campos utilizados no país. O encontro estava previsto para terça-feira (3), mas foi adiado devido à participação dos clubes em uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação das casas de apostas.
CBF discutirá proibição de gramados sintéticos
A próxima reunião entre a CBF e os clubes terá a infraestrutura como tema central. Entre os assuntos previstos está a regulamentação das superfícies utilizadas nos estádios brasileiros.
Uma das possibilidades é estabelecer limites para a utilização de gramados artificiais. Entretanto, também existe a expectativa de que a entidade discuta uma eventual proibição desse tipo de piso nas competições nacionais.
Por enquanto, nenhuma decisão foi anunciada. A discussão ainda dependerá das propostas apresentadas e do posicionamento dos clubes, que possuem interesses diferentes sobre o assunto.
A questão envolve investimentos em estádios, manutenção dos campos e condições de jogo. Além disso, uma eventual mudança exigiria definir prazos e critérios para a adaptação das equipes que atualmente utilizam gramados sintéticos. O encontro ainda não tem uma nova data confirmada.
Flamengo defende fim dos gramados sintéticos no futebol brasileiro
O Flamengo é um dos clubes que se posicionam contra a utilização de gramados artificiais. A diretoria rubro-negra considera que esse tipo de superfície pode aumentar o desgaste físico dos jogadores, especialmente em uma temporada com muitos compromissos.
De acordo com informações do jornalista Venê Casagrande, a preocupação do clube está relacionada ao tempo de recuperação dos atletas após partidas disputadas nesses campos.
Mesmo com bons resultados recentes em estádios que utilizam grama sintética, o Flamengo não pretende mudar sua posição.
A vitória por 4 a 1 sobre o Vasco, no Nilton Santos, ampliou a sequência de invencibilidade rubro-negra nesse tipo de superfície para seis partidas, com cinco vitórias e um empate.
Entretanto, o desempenho esportivo não altera o entendimento da diretoria sobre os possíveis impactos físicos ao longo da temporada.
O Flamengo já apresentou à CBF propostas para melhorar a qualidade dos gramados brasileiros. Entre as alternativas defendidas está a adoção de superfícies naturais híbridas nas principais divisões do futebol nacional.
De La Cruz é exemplo da preocupação do Flamengo
O tratamento dado a Nicolás De La Cruz ajuda a explicar a posição do Flamengo. O meio-campista uruguaio convive com problemas físicos no joelho direito e costuma ser preservado de partidas realizadas em gramados sintéticos.
No clássico contra o Vasco, disputado no Nilton Santos, De La Cruz ficou fora da relação de jogadores justamente por causa da superfície do estádio.
A comissão técnica e o departamento médico procuram evitar situações que possam aumentar o desconforto ou comprometer a recuperação do atleta. Apesar disso, os possíveis efeitos dos gramados artificiais sobre lesões e desgaste físico ainda são objeto de debate.
Maracanã terá gramado natural híbrido em 2027
Enquanto defende mudanças nas competições nacionais, o Flamengo também prepara melhorias para o Maracanã. O planejamento para 2027 prevê a utilização da variedade Celebration Hybrid, uma solução de grama natural híbrida desenvolvida para oferecer maior resistência ao desgaste provocado pela sequência de partidas.
A proposta busca melhorar a qualidade do campo e preservar as características da grama natural, mesmo com o calendário intenso do estádio. Assim, o Flamengo pretende manter o Maracanã com uma superfície natural, sem recorrer à instalação de um gramado totalmente sintético. A discussão na CBF poderá definir novos parâmetros para os estádios brasileiros.
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