Da coragem de Teotônio Vilela à pobreza política dos dias atuais
Um alagoano “porreta” que começou sua trajetória política em partido conservador, mas que espalhava a voz da democracia por todos os cantos do país.
Teotônio Vilela foi governador do estado das Alagoas, deputado estadual e senador da república.
Era uma ilha democrática cercada por militares por todos os lados.
Me lembro muito bem das minhas conversas com gente da minha idade, meninos e meninas, com 16/17/18 anos, quando surgia a pergunta: “Se pudéssemos votar para presidente, em quem você votaria?”
A resposta da grande maioria era Teotônio Vilela, e depois se espalhava por vários; tinha jovens que até diziam Paulo Maluf.
Quando se iniciou a Democracia Corinthiana, em 1982, o seu nome girava muito entre nós, nas reuniões e nas mesas de bares, tomando cerveja.
Teotônio Vilela não temia a morte nem a perseguição e saía por aí gritando e espalhando o nome mais temido da ditadura militar: DEMOCRACIA.
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