Diego Souza diz que é vítima e acusa Mancuso de má-fé por licenças falsas
O registro do treinador indicava autorização para trabalhar a partir de 27 de agosto. Ele estreou no comando do Joinville no fim de agosto, mas a CBF retirou seu nome do BID depois que o caso veio à tona.
Diego afirma que recebeu a documentação em 2023, quando ainda jogava pelo Grêmio. Ele relata que Mancuso se apresentou como “diretor internacional da ATFA” (Associação de Técnicos de Futebol da Argentina) e prometeu que a licença permitiria trabalhar como técnico sem passar pelos processos tradicionais.
O treinador diz que acreditou na proposta por causa do histórico e das conexões de Mancuso no futebol. “Você vê quantas pessoas foram vítimas do Mancuso. Na época eu estava me sentindo privilegiado em ter uma licença terminando de jogar futebol… A gente sabe que ele fez de má-fé, é um estelionatário”, afirmou.
Diego diz que avisou a CBF e que vai se defender na Justiça. “Eu mesmo mandei um e-mail para a CBF dizendo tudo o que aconteceu agora, pedindo para que tirassem a minha licença deste registro, pois poderia ter alguma fraude… vou processar civilmente, criminalmente e vou sem dúvida nenhuma me defender do que possa vir”, completou.
A ATFA negou ter emitido os documentos e afirmou que Mancuso nunca fez parte da entidade. Após receber uma lista de nomes citados por Mancuso, a associação disse que os nomes consultados não constavam em seus registros.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou um pente fino para identificar treinadores que atuam no país usando apenas licença argentina e checar a regularidade dos registros.
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