Djokovic vê título como resposta: “Posso jogar no mais alto nível”
Pequim (China) – Novak Djokovic conquistou nesta terça-feira seu 102º título da carreira e demonstrou confiança para a reta final da temporada. Depois de levantar pela sétima vez o troféu do ATP 500 de Pequim, o sérvio destacou a importância da campanha para mostrar que ainda pode competir entre os melhores.
“Estou muito orgulhoso do que consegui aqui. Veio no melhor momento possível, como um impulso de confiança e como prova de que ainda posso jogar no mais alto nível. Vencer três jogadores do top 10 em três dias consecutivos é uma grande conquista”, afirmou Djokovic, que superou o australiano Alex de Minaur na final após o rival abandonar no início do segundo set.
O atleta de 39 anos admitiu que chegou ao torneio com dúvidas depois de passar por meses complicados. Ele desembarcou em Pequim com mais de dez dias de antecedência para preparar o corpo e buscar melhores condições antes de entrar em ação.
A heartbreaking end 💔
Novak Djokovic claims his 7th Beijing title after Alex de Minaur retires whilst down 6-7 1-0, due to injury 😔
#ChinaOpen
— Tennis TV (@TennisTV) October 6, 2026
“Foi um ano cheio de dificuldades e desafios, sem muitos grandes resultados depois da final do Aberto da Austrália. Não sabia como me sentiria porque o verão norte-americano foi terrível em termos de sensações em quadra, saúde e condição física”, comentou o ex-número 1.
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Djokovic enfrentou dificuldades físicas durante a temporada e chegou a Pequim ainda sem saber como o corpo responderia. Nas primeiras rodadas do torneio, ele recebeu atendimento médico e abordou o assunto. “Em algumas partidas aqui também sofri, mas consegui seguir em frente, buscar forças e virar alguns jogos”, explicou.
Djokovic enaltece garra e dedicação
Questionado sobre como ainda consegue superar momentos de pressão depois de mais de duas décadas no circuito, Djokovic afirmou que a capacidade de resistir foi desenvolvida ao longo da carreira.
“A garra não é algo com que você nasce. É algo que realmente precisa ser construído e desenvolvido. Isso acontece nas semanas e nos dias em que ninguém está olhando”, explicou o sérvio. “O tênis exige 100% de comprometimento e dedicação, não apenas nos treinamentos, mas em todo o estilo de vida”, assegurou.
O tenista de Belgrado também falou sobre as dificuldades de competir em um esporte individual. “Se você não está se sentindo bem em um dia, está fora. Não pode sentar no banco e alguém entrar para substituí-lo. É um esporte bastante cruel porque funciona no sistema eliminatório. Se você perde na primeira rodada porque não dormiu bem, teve uma intoxicação alimentar ou qualquer outra coisa, perdeu e está fora”, ponderou.
O sérvio ainda reforçou que mantém a mesma disposição do auge. “É realmente essa garra, dedicação e esse espírito de nunca morrer que estão sempre comigo. Quando estou em quadra, independentemente de quem esteja do outro lado da rede, não entrego nada. Tento me levar ao limite”, garantiu o ex-líder da ATP.
Futuro ainda indefinido
Sem saber o que é perder no evento chinês, com 34 triunfos, Djokovic também foi questionado sobre a possibilidade de retornar em 2027 para defender o título. Ele disse que pretende voltar a Pequim, mas não sabe se será novamente como jogador.
“I’m very proud” 🏆
@DjokerNole reflects on his run to the Beijing title 👏
#ChinaOpen
— Tennis TV (@TennisTV) October 6, 2026
“Voltarei a Pequim, com certeza. Em qual papel e de que maneira, ainda não sei. Não estou fazendo planos com tanta antecedência neste momento. Estou acompanhando mais como me sinto, como estou jogando e quanto tempo preciso para me recuperar. Minha programação varia bastante e já não é tão definida como foi durante 20 anos”, explanou.
O próximo compromisso, porém, já está definido. Djokovic está inscrito no Masters 1000 de Xangai, que começa nesta quarta-feira. Na condição de cabeça de chave 10, ele sai avançado e estreia diretamente na segunda rodada contra quem passar do duelo entre o polonês Hubert Hurkacz e o australiano James Duckworth.
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