Durante podcast em Portugal, Franclim Carvalho fala sobre período como treinador do Botafogo
O português Franclim Carvalho, que teve passagem como auxiliar de Artur Jorge e, mais recentemente, como técnico do Botafogo, falou durante o podcast de seu país chamado “Linha Lateral” sobre o período que passou em General Severiano. Falou sobre as dificuldades que teve, ter que se adaptar a um elenco que tinha, o trabalho com os jogadores da base e a montagem do elenco.
O português falou que, quando chegou, a janela já tinha se fechado; com isso, ele não tinha jogador que pudesse atuar dos lados que tivesse as características exigidas por ele. Com isso, ele foi obrigado a procurar dentro do próprio elenco e, ao olhar para a base, puxou um jogador do sub-20, colocando Matheus Martins mais aberto no lado do campo.
“Sou muito teimoso. Não me interessa se estou em um gramado sintético ou natural, se jogo às 11h da manhã no Brasil ou se vou ao Internacional e está chovendo e frio em Porto Alegre, ou em Caxias do Sul contra o Juventude que está muito frio. No Brasil, parece que são cinco países lá dentro. O que nós tentamos dentro desse 4-4-2 foi implementar essa ideia.”
“Tivemos a dificuldade de que, quando chegamos, o mercado estava fechado e não tínhamos um “extremo” com as características que falei. Depois, tentamos ajustar às características dos jogadores. Não é abdicar, mas precisamos ter essa elasticidade. Chegamos com o mercado fechado e com uma equipe que não fomos nós que montamos – disse o treinador.” – completou Franclim.
Além disso, o treinador também fez uma análise sobre as categorias de base, a distância que tem entre os garotos e o time principal. Na sua visão, desde a chegada da SAF, o clube evoluiu nesse sentido, dando exemplo das mudanças que ocorrem nesses últimos anos.
“A equipe sub-20 do Botafogo tinha 33 ou 34 jogadores. O calendário competitivo é muito denso também. O sub-20 pode fazer 45 ou 50 jogos numa temporada, só no sub-20. O “gap” para a equipe principal é muito grande.”
“O Botafogo há cinco anos não tinha formação quase nenhuma, agora que entrou a SAF ficou muito melhor, até de 2024 para agora. Nota-se uma diferença grande, e eu vivenciei esses dois momentos (2024 e 2026).” – concluiu o português.

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