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Flamengo lidera ranking de folha salarial em 2026

Flamengo lidera ranking de folha salarial em 2026

Flamengo lidera ranking de folha salarial em 2026

Flamengo tem folha salarial estimada em R$ 50 milhões, 66,7% acima de três rivais

Flamengo lidera as estimativas de folha salarial da Série A. Foto: Celso Pupo/FotoArena/Alamy Live News

O Flamengo tem a maior folha salarial estimada do Brasileirão, sendo R$ 50 milhões por mês. O levantamento publicado pelo GE, nesta quarta-feira (14), coloca Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro na sequência, com R$ 30 milhões cada. A diferença é de R$ 20 milhões, aproximadamente 66,7%, em cálculo a partir dos valores apresentados.

Vale ressaltar que os números do balanço podem reunir salários, direitos de imagem, encargos e pagamentos a funcionários de diferentes equipes. Por isso, os gastos do departamento de futebol nem sempre correspondem ao valor pago aos jogadores do time principal.

Confira abaixo as estimativas mensais dos clubes:

Clube R$ milhões por mês
Flamengo 50
Palmeiras 30
Coríntios 30
Cruzeiro 30
Atlético-MG 27
Santos 25
Bahia 22
Internacional 20,5
Fluminense 20
Grêmio 20
São Paulo 18
Basco 16
Botafogo 15
Atlético-PR 14
Bragantino 10
Remo 10
Vitória 9
Coritiba 8
Mirassol 6
Chapecoense 3,8

O Internacional afirma que a folha do time profissional é de R$ 12,5 milhões mensais e que os R$ 20,5 milhões incluem futebol masculino, feminino, categorias de base e funcionários desses departamentos. Já o Remo informa que seus gastos apenas com futebol estão em R$ 5,5 milhões por mês.

Em relação aos jogadores, Neymar aparece com o maior salário, enquanto Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro reúnem outros contratos de remuneração elevada. Veja os valores:

Clube Jogador Valor mensal
Flamengo Arrascaeta e Jorginho Cerca de R$ 3 milhões cada
Flamengo Saul, Lucas Paquetá e Samuel Lino Cerca de R$ 2 milhões cada
Flamengo Pedro Menos de R$ 1 milhão
Palmeiras Andréas Pereira Cerca de R$ 2,6 milhões
Palmeiras Paulinho e Vitor Roque Cerca de R$ 2 milhões cada
Cruzeiro Matheus Pereira e Gerson Cerca de R$ 3,5 milhões cada
Cruzeiro, emprestado ao Santos Gabigol Cerca de R$ 3,5 milhões
Santos Neymar R$ 4,14 milhões
Corinthians Memphis Cerca de R$ 2 milhões

Lembrando que os jogadores também podem receber bônus por vitórias, títulos e outras metas, por isso, os ganhos podem mudar ao longo da temporada.

Flamengo investe em reforços e busca ampliar receitas

A maior folha do levantamento acompanha o investimento do Flamengo no elenco. As operações de Lucas Paquetá, Vitão e Andrew em 2026 somaram R$ 432,3 milhões, incluindo direitos, luvas e intermediação. Só essas três operações superaram R$ 430 milhões. Já o relatório oficial do primeiro semestre registra R$ 495 milhões investidos.

O clube também tem um plano para alcançar R$ 3 bilhões em receitas até 2030. A estratégia prevê novas fontes de arrecadação para ampliar o faturamento além das receitas ligadas aos resultados esportivos. Entre os contratos atuais, Pedro recebe menos de R$ 1 milhão por mês e pode ter um aumento na próxima renovação.

Palmeiras tem folha de R$ 30 milhões e balanço inclui outros custos

Já as contratações de Andreas Pereira, Vitor Roque e Paulinho elevaram o investimento do Palmeiras. Juntos, os três custaram quase R$ 400 milhões. Além disso, a estimativa de R$ 30 milhões é menor que a soma de despesas com pessoal, encargos e imagem.

Aliás, dirigentes e conselheiros explicam que a conta mais ampla inclui premiações e funcionários como massagistas, roupeiros, nutricionistas, preparadores e auxiliares. O balancete oficial, encerrado em 31 de agosto de 2026, permite detalhar essa diferença.

Isto é, entre janeiro e agosto, registrou R$ 268,9 milhões em pessoal e encargos sociais e R$ 96,9 milhões em direitos de imagem. As duas despesas somam R$ 365,8 milhões. Dividido pelos oito meses, o total resulta em média de aproximadamente R$ 45,7 milhões mensais.

Essa média reúne mais despesas do que os salários dos jogadores e se refere ao acumulado do ano. O balanço ainda apresenta outras contas, como despesas com partidas, administração e amortização dos direitos sobre atletas, que também fazem parte do custo.

Bragantino separa salários do custo do departamento

No Bragantino, o balanço de 2025 registra R$ 314,4 milhões no custo. Porém, a comissão técnica aparece em uma conta separada. Se o total for dividido por 13, incluindo o décimo terceiro, a média fica em R$ 24,2 milhões.

O documento ainda reúne despesas como direitos de imagem, encargos, viagens e amortizações de atletas. Para mostrar a diferença, o balanço registra 65,9 milhões em direitos de imagem no ano.

Cruzeiro aumenta despesas e paga parte do salário de Gabigol

O Cruzeiro ampliou em 72% os custos entre 2024 e 2025. O total passou de R$ 395 milhões para R$ 680 milhões. Dentro desse montante, salários, direitos de imagem e encargos sobre os pagamentos a jogadores e funcionários somaram R$ 362 milhões em 2025. No ano anterior, essas despesas haviam ficado em R$ 200 milhões.

Inclusive, Matheus Pereira, Gerson e Gabigol aparecem no levantamento atual com remunerações próximas de R$ 3,5 milhões cada. Gabigol, porém, joga no Santos por empréstimo até o fim do ano, e o clube paulista paga cerca de R$ 1 milhão mensal de seus vencimentos. Ou seja, o Cruzeiro segue responsável pelo restante do pagamento.

Neymar tem o maior salário citado; Memphis passou a receber menos

Neymar aparece no levantamento com salário de R$ 4,14 milhões mensais. Essa remuneração é separada dos ganhos previstos com marketing e exploração de imagem no contrato com o Santos. Do outro lado, Memphis Depay, que chegou a custar cerca de R$ 6 milhões mensais ao Corinthians, renovou com salário próximo de R$ 2 milhões.

O novo vínculo vai até julho de 2028. Mas, o acordo também prevê pagamentos parcelados e premiações. Por isso, a redução é analisada junto às demais obrigações assumidas pelo clube com o atacante.

Everton Cebolinha, Rodinei, Gabigol e Philippe Coutinho aumentaram os compromissos salariais do Santos. A diretoria sustenta que abriu espaço na folha com saídas como as de Mayke, Zé Rafael e Adonis Frías, uma economia aproximada de R$ 7 milhões em salários com vendas, empréstimos e rescisões.

Com isso, parte dessa redução passou a ser utilizada para pagar os reforços. O formato das contratações também ajudou, já que os jogadores livres ou emprestados evitaram grandes desembolsos. Ainda assim, os novos contratos acrescentaram despesas mensais à folha.

No entanto, o clube enfrenta, ao mesmo tempo, dificuldades para quitar dívidas. Na terça-feira (13), pagou pendências que derrubaram três transfer bans da FIFA, mas permaneceu com quatro punições relacionadas a Pedro Caixinha e seus auxiliares.

Os débitos com a antiga comissão superam R$ 15 milhões. Por fim, o Santos já contou com ajuda da empresa da família de Neymar para resolver dívidas de curto prazo.

O Athletico-PR, que jogou a Série B em 2025, aparece em 14º na ordem do levantamento salarial, com R$ 14 milhões mensais. Em campo, ocupa o terceiro lugar do Brasileirão. A vitória por 4 a 1 sobre a Chapecoense, na segunda-feira (12), levou o Furacão aos 53 pontos.

Viveros é um dos destaques dessa campanha. Contratado do futebol colombiano, o atacante lidera a artilharia com 21 gols em 28 partidas. O desempenho também rendeu uma marca histórica ao superar os 20 gols de Tevez pelo Corinthians em 2005 e passou a ter o maior número de gols de um estrangeiro.

Mirassol aumentou a folha após classificação à Libertadores

Contudo, o Mirassol chegou a uma folha estimada em R$ 6 milhões, com alta aproximada de 50% no levantamento. O aumento ocorreu após a campanha de 2025, que garantiu a primeira participação do clube na Libertadores. Em 2026, o Leão passou a disputar quatro competições.

Inclusive, precisou manter um departamento de futebol feminino para cumprir uma exigência da Conmebol, passando a disputar espaço no orçamento. O gasto maior, porém, não trouxe uma repetição da campanha anterior. O Mirassol agora luta contra o rebaixamento.

Despesas elevadas não muito distantes do Internacional e Grêmio

Flamengo e Chapecoense ocupam as pontas do ranking, uma vez que o Rubro-Negro lidera o Brasileirão e as estimativas salariais, enquanto a Chape fica em último lugar na tabela e acelera os menores gastos mensais da lista.

Entretanto, a história é diferente para Internacional e Grêmio, que aparecem em oitavo e décimo lugares no levantamento, com gastos estimados em R$ 20,5 milhões e R$ 20 milhões por mês, respectivamente.

O Internacional contesta o valor atribuído ao clube e afirma que a folha salarial do time profissional é de R$ 12,5 milhões mensais. Os dois brigam contra o rebaixamento. Após o empate no Gre-Nal, os cálculos da UFMG apontavam risco de queda de 49,2% para o Internacional e 63,6% para o Grêmio.

Receita, folha salarial e custo são contas diferentes

O relatório do primeiro semestre do Flamengo registra R$ 839 milhões em receita total. Esse é o valor arrecadado pelo clube entre janeiro e junho de 2026, um crescimento de 32% na receita, que reúne fontes mais estáveis de arrecadação. Na parte das despesas, aparecem R$ 213,5 milhões em salários, encargos e benefícios a funcionários e R$ 105,8 milhões em direitos de imagem.

Esses valores abrangem as atividades sociais e esportivas e não isolam a remuneração dos jogadores do time masculino profissional. No Inter, havia detalhado R$ 62,1 milhões em gastos com futebol entre janeiro e março de 2026, média de R$ 20,7 milhões por mês. A conta incluía salários de atletas e comissão técnica, direitos de imagem e encargos sociais e previdenciários.

Por fim, esse registro se refere ao primeiro trimestre, enquanto a contestação atual do clube trata da folha do time profissional. Para comparar os gastos, é necessário usar o mesmo período e as mesmas despesas. Sem esses cuidados, custos do departamento, remuneração dos atletas e arrecadação do clube acabam tratados como se fossem a mesma conta.

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