Indicado ao Oscar, Wagner Moura é eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time
Nesta quarta-feira (15), a revista norte-americana Time anunciou o ator e diretor brasiliano Wagner Moura, de 49 anos, porquê uma das 100 pessoas mais influentes do mundo na edição de 2026. A escolha ocorre em seguida a projeção internacional do ator com o filme “O Agente Secreto”, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes e a primeira indicação de um brasiliano ao Oscar na mesma categoria, consolidando o artista por sua atuação profissional e por sua presença nos debates sociopolíticos atuais.
A categoria de Ícones e o tributo na publicação
Wagner Moura integra a lista na categoria “Ícones”, dividindo o espaço com personalidades porquê a atriz Kate Hudson, a cantora Hillary Duff, a empresária Victoria Beckham, os atores Alan Cumming, Sterling K. Brown e Ethan Hawke, a advogada Shirin Ebadi, entre outros. O brasiliano também foi escolhido para gravar uma das quatro capas globais da publicação, ao lado da atriz Zoe Saldaña, do cantor Luke Combs e da comediante Nikki Glaser.
O tributo a Moura na revista foi redigido pelo ator norte-americano Jeremy Strong. No texto, Strong descreve o brasiliano porquê uma “força política e humanitária” e recorda um exposição do ator Robert De Niro sobre fascistas temerem a arte. “Quando De Niro disse que fascistas deveriam temer a arte, ele estava falando de artistas porquê Moura. O tipo de artista de que precisamos mais do que nunca agora”, escreveu. Strong também citou o período em que Moura viveu sob o governo de direita de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023, destacando a compreensão do baiano de que a democracia e a liberdade exigem resguardo diária.
A repercussão de “O Agente Secreto” e a estudo política
Dirigido por Kleber Mendonça Fruto e ambientado durante a ditadura militar brasileira em 1977, “O Agente Secreto” traz Moura no papel de um observador fugitivo. Sobre a recepção da obra, o ator afirmou à revista que a identificação do público nos Estados Unidos ocorreu pela percepção de uma ameaço crescente de autoritarismo naquele país.
Apesar da constatação, Moura ponderou sobre a verdade norte-americana: “Donald Trump representa muito do que os EUA são. Mas os EUA não são exclusivamente isso, nem de longe. Oriente é o país de Martin Luther King, de Rosa Parks, de tantos outros lutadores pela liberdade que exportaram suas ideias para o resto do mundo”.
O brasiliano também utilizou o espaço para alertar sobre o atual cenário de polarização global e a desvalorização factual. “Os fatos não importam mais. Quando falamos de polarização, falamos da geração de universos paralelos, narrativas paralelas. Não vivemos mais no mesmo espaço mental que as outras pessoas. Nós brigávamos pelo mesmo veste […] Agora são versões diferentes. Não são fatos. São versões da verdade”, argumentou. O artista classifica as tentativas estatais de restringir a ciência e as artes porquê um “enorme sinal de alerta”.
O “contraveneno analógico” e a influência do jornalismo
A publicação da Time dedica espaço ao estilo de vida de Moura, classificando-o porquê uma exceção entre os atores contemporâneos, ou um “contraveneno analógico” na era do dedo. A revista relata que o ator não possui redes sociais, ouve músicas em discos de vinil e dirige um Fusca azul de 1959.
Essa densidade observada pela revista é conectada à sua formação acadêmica original. Moura é graduado em jornalismo e afirma que as leituras de autores da Escola de Frankfurt, porquê Adorno e Benjamin, foram determinantes em sua base. Embora declare não ter a objetividade necessária para o jornalismo por ser “muito emotivo” com o que observa, ele ressalta a valia do período para sua atuação. “Isso me moldou muito porquê artista, porquê pessoa, porquê cidadão. E existe a teoria de fabricar empatia: quanto mais você sabe sobre as outras coisas, mais empatia você tem. É só isso. E é disso que se trata a atuação”, explicou.
Novos projetos e ingresso no universo Star Wars
A curso do ator segue em expansão com múltiplos projetos relatados pela publicação. Moura integra o elenco de dubladores da animação “Star Wars: Maul – Lorde das Sombras” (Disney+), emprestando sua voz ao capitão Brander Lawson. “É inegavelmente interessante e louco para um brasiliano fazer segmento do universo de Star Wars”, comentou o ator.
Moura também acumulará as funções de diretor e ator no longa “Last Night at the Lobster”, definido por ele porquê um “filme de Natal político”, atuando ao lado de Elizabeth Moss e Brian Tyree Henry. A lista de projetos concluídos inclui o terror de ficção científica “11817” (Netflix), dirigido por Louis Leterrier, e o drama “The Last Day”, com Alicia Vikander. Nos palcos, o ator planeja levar a peça “Um julgamento – Depois do inimigo do povo”, inspirada na obra de Henrik Ibsen, para a Europa no próximo verão do hemisfério setentrião.
Outro brasiliano na lista da Time
Além de Wagner Moura, o Brasil é representado na lista Time100 de 2026 pelo pesquisador Luciano Moreira, na categoria “Inovadores”. Moreira é reconhecido pelo seu trabalho no desenvolvimento e na expansão do método Wolbachia no Brasil a partir de 2012, uma estratégia biológica de eficiência comprovada no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, Zika e Chikungunya.
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