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Leila Pereira e marido criaram empresa durante negociações para comprar o Vasco, diz jornal

Leila Pereira e marido criaram empresa durante negociações para comprar o Vasco, diz jornal

Leila Pereira e marido criaram empresa durante negociações para comprar o Vasco, diz jornal

Documentos de processos judiciais indicam que a empresa responsável pela compra da SAF do Vasco foi criada por José Roberto Lamacchia e Leila Pereira em março de 2024, período em que a Crefisa iniciou conversas para adquirir o clube carioca. As informações foram divulgadas pelo colunista Pedro Lopes, do UOL, nesta sexta-feira (9).

Inicialmente chamada de Top Gol, a companhia foi constituída com o objetivo de investir em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Os registros societários apontam que Leila, presidente do Palmeiras, e seu marido participaram da estrutura da empresa até abril daquele ano. Posteriormente, a companhia permaneceu sob controle de José Roberto Lamacchia.

O caso voltou a ganhar repercussão após a Almirante Participações arrematar a SAF do Vasco em leilão judicial, no dia 25 de setembro de 2026. A operação foi conduzida quando a empresa já estava sob o comando de Marcos Lamacchia, filho de José Roberto e enteado de Leila Pereira.

Documentos indicam negociações entre Crefisa e Vasco em 2024

Segundo a reportagem do UOL, e-mails internos da 777 Partners, antiga controladora da SAF vascaína, registraram discussões sobre uma possível proposta da Crefisa entre os dias 2 e 16 de abril de 2024. As comunicações mencionavam um documento com os termos gerais de interesse da empresa na aquisição do clube.

A cronologia também aponta que a Almirante, ainda registrada como Top Gol, teve sua ata de constituição datada de 19 de março daquele ano. O registro na Junta Comercial ocorreu em 9 de abril, enquanto as conversas sobre a possível negociação já estavam em andamento.

Os documentos obtidos pela coluna incluem mensagens internas, comunicações entre advogados e faturas de serviços jurídicos relacionados à 777 Partners. Segundo o material, o fundador da empresa, Josh Wander, enviou mensagens a integrantes de sua equipe cobrando posicionamentos sobre a oferta da Crefisa.

As faturas de um escritório de advocacia que atendia à 777 também registraram reuniões com José Roberto Lamacchia nos dias 16, 17 e 20 de maio de 2024. A última delas teria abordado alternativas para a negociação diante da posição ocupada por Leila Pereira na presidência do Palmeiras.

Dois dias depois, o jornalista Rodrigo Capelo publicou informações sobre o esfriamento das conversas para evitar possíveis impactos na reeleição de Leila no clube paulista.

José Roberto Lamacchia nega participação nas negociações

Procurado pelo UOL, José Roberto Lamacchia contestou a autenticidade dos documentos e negou ter enviado mensagens para negociar a compra do Vasco.

Por meio de sua assessoria, o empresário afirmou que não autorizou ninguém a falar em seu nome e declarou que pretende processar os responsáveis pela fabricação e divulgação do material.

A família Lamacchia sustenta que a aquisição da SAF foi um negócio idealizado e conduzido por Marcos Lamacchia. Segundo essa versão, a documentação da operação foi assinada quando ele já era o único representante da empresa.

Compra da SAF é alvo de questionamentos

A Almirante Participações foi a única empresa a apresentar um lance no leilão judicial da SAF do Vasco, realizado em 25 de setembro de 2026. A operação recebeu aprovação do Conselho Deliberativo do clube, mas ainda é alvo de questionamentos relacionados a um possível conflito de interesses.

O procedimento conduzido pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), ligada à CBF, envolve a relação de Leila Pereira com o Palmeiras e a participação de José Roberto Lamacchia na estrutura do clube paulista.

Integrantes da oposição no Palmeiras e no Vasco questionam a transferência da empresa para Marcos Lamacchia, realizada em agosto de 2025, e levantam a hipótese de que a mudança tenha sido uma estratégia para afastar questionamentos sobre conflitos de interesses.

A família, por sua vez, nega irregularidades e afirma que Marcos foi o responsável pela escolha e pela condução do negócio.

A divulgação dos documentos acrescenta novos elementos à cronologia da aquisição da SAF vascaína. As informações, contudo, são contestadas por José Roberto Lamacchia, e os questionamentos sobre a operação seguem em discussão.







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