Lucho Acosta encerra apuração no STJD sem denúncia
Lucho Acosta não será denunciado no STJD sobre apostas contra o Bragantino. Foto: SPP Sport Press Photo/Alamy Live News
A investigação sobre suspeita de manipulação envolvendo Lucho Acosta, do Fluminense, foi arquivada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (8), conforme informações do GE. A apuração tratava do volume anormal de apostas em um cartão amarelo recebido pelo argentino contra o Bragantino.
Contudo, o tribunal não encontrou indício de que o jogador tenha se beneficiado da operação e, por isso, não vai apresentar denúncia contra o argentino. Vale destacar que a apuração durou cerca de dois meses e meio, período em que o jogador participou de reuniões e prestou depoimentos com acompanhamento jurídico do clube.
Como começou a investigação sobre Lucho Acosta
O alerta surgiu depois do empate por 1 a 1 entre Fluminense e Bragantino, em 17 de julho, no Maracanã, pela 19ª rodada do Brasileirão. De acordo com o UOL, a Stake identificou uma concentração incomum de apostas no cartão do meia e comunicou a Sportradar, responsável pelo monitoramento da competição por contrato com a FIFA.
Isto é, Lucho Acosta foi advertido aos 47 minutos do segundo tempo, durante um tumulto entre os jogadores. O argentino empurrou Lucas Barbosa e, na sequência, também trocou empurrões com Gustavo Marques. O lance em campo e a movimentação nas apostas passaram a ser examinados para verificar se existia uma relação entre os dois fatos.
Desta forma, em julho, o Fluminense confirmou o recebimento de uma notificação sigilosa da CBF e declarou que estava disponível para colaborar com as autoridades. “O atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade”, afirmou o clube na nota.
CBF encaminhou o alerta à polícia e ao Ministério Público
Em comunicado divulgado em 28 de julho, a CBF explicou que recebeu o alerta da Sportradar por intermédio da FIFA. Além disso, a entidade informou ter repassado o material em menos de 72 horas à Polícia Federal, ao Ministério Público do Rio de Janeiro e aos órgãos disciplinares do futebol.
Portanto, além do STJD e de sua Procuradoria, a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro recebeu as informações. A confederação também pediu dados adicionais para aprofundar a análise do episódio. Na sequência, a CBF informou que “solicitou à FIFA relatório circunstanciado com mais informações sobre o caso”.
Argentino recebeu advertência em outro processo no STJD
Aliás, a investigação sobre apostas correu separadamente do julgamento dos empurrões contra o Bragantino. Nesse processo disciplinar, Acosta e Freytes foram absolvidos inicialmente, mas a Procuradoria recorreu da decisão.
Em 31 de julho, o Pleno do STJD aplicou aos dois jogadores a pena de um jogo de suspensão, convertida em advertência. Na mesma sessão, o tribunal manteve dois jogos de suspensão para John Kennedy e multa de R$ 10 mil ao Fluminense pelo tumulto.
Como funciona o monitoramento de apostas suspeitas
A Sportradar explica que monitora variações de odds em mais de 600 casas de apostas, dados de operações e informações fornecidas por operadores. Uma equipe de especialistas analisa os padrões encontrados antes de comunicar os parceiros. Sendo assim, os relatórios identificam mercados afetados e fornecem pistas para as investigações.
Mas, no caso de Acosta, a movimentação motivou a apuração, porém, segundo o GE, a análise terminou sem indício de benefício ao jogador. Inclusive, outro episódio já havia mobilizado a Conmebol em maio, quando um alerta de apostas suspeitas em jogo do Fluminense na Libertadores envolveu o cartão de Tomás Bottari, do Independiente Rivadavia.
O caso arquivado pode voltar ao STJD
Por fim, o procedimento pode ser reavaliado se surgirem novos elementos. Assim, o clube e o jogador continuam atentos aos possíveis desdobramentos, mesmo após o encerramento desta etapa.
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