Lula prepara novidade indicação ao STF sob prenúncio de boicote no Senado até as eleições
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já traça os próximos passos institucionais e políticos em seguida o Senado Federalista rejeitar a indicação do procurador-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federalista (STF). O revés histórico, consolidado na noite de quarta-feira (29) com 42 votos contrários e 34 em prol, expôs graves falhas na pronunciação do governo e revelou uma complexa federação de bastidores que uniu o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP), a oposição de Bolsonaro e ministros da própria Incisão. Agora, o Planalto está dividido entre a pressa para estabelecer um novo nome e o risco de uma segunda rota em pleno ano eleitoral.
Os bastidores da rota e do front contra o Messias
A pronunciação que culminou na primeira repudiação de um candidato ao STF desde 1894 foi construída em múltiplas frentes. Segundo investigação da jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, os aliados de Lula atribuem o resultado às traições de última hora e ao controle político exercido diretamente por Davi Alcolumbre. Nos bastidores, os senadores relataram que gostariam de votar em prol do Messias, mas não foram informados pelo presidente do Senado.
A ofensiva de Alcolumbre tem as suas raízes na eleição do Presidente da República. Reportagem da Folha de S. Paulo destaca que a relação entre os dois se deteriorou desde novembro, quando Lula omitiu o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), predilecto de Alcolumbre para o missão, em obséquio de Messias. Apesar de prometer neutralidade, Alcolumbre pediu votos contra o candidato do governo.
Somando-se a esse insatisfação estava a pronunciação da oposição. O grupo liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência, transformou o voto em símbolo de confronto com o governo e o próprio STF, estratégia que se mostrou bem-sucedida poucos meses antes das eleições presidenciais.
O peso do caso STF e Banco Master
A repudiação no Legislativo também incluiu interferência direta do Judiciário. Segundo os jornalistas Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, de O Mundo, o ministro Alexandre de Moraes trabalhou nos bastidores para derrotar Messias. Moraes convocou emissários para enviar mensagens aos senadores com casos no STF, formando uma federação inusitada com a tropa de choque de Bolsonaro.
A motivação de Moraes, segundo a investigação, tem a ver com a interdependência interna de forças dentro do Supremo. Messias contou com o esteio ostensivo do ministro André Mendonça, com quem mantém estreita relação por afinidade religiosa (ambos são evangélicos). Moraes viu a nomeação de Messias uma vez que um fortalecimento de Mendonça, que é relator do caso Banco Master, investigação que envolve um combinação de delação premiada com possíveis implicações para a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes. Em seguida o resultado, Mendonça lamentou publicamente: “O Brasil está perdendo a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”.
A reação do Planalto e o mapeamento das traições
Em seguida a sessão, Lula reuniu os ministros no Palácio da Alvorada para julgar os danos. Segundo as jornalistas Catia Seabra e Mariana Brasil, da Folha de S. Paulo, o governo identificou graves dissidências no MDB e no PSD. As suspeitas recaem sobre o senador Renan Calheiros e o ministro Renan Fruto, que teriam votado contra Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU que também cobiçava o missão.
A jornalista Ana Flor, da GloboNews, relatou que os aliados admitiram falhas na coordenação política liderada por ministros uma vez que Jaques Wagner e José Guimarães, que não conseguiram antecipar o resultado desfavorável.
O clima atual é de retaliação. A colunista da Folha, Mônica Bergamo, relata que o governo considera o relacionamento com Davi Alcolumbre definitivamente rompido. Integrantes do Planalto pressionam Lula a exonerar todos os candidatos de Alcolumbre na Esplanada, uma vez que os ministros Waldez Góes e Frederico Siqueira, e a agir contra os aliados do senador nas eleições do Amapá.
O impasse da novidade nomeação
A privilégio de atribuir um novo nome ao STF tornou-se o meio de um novo cabo de guerra. Segundo o jornalista Valdo Cruz, do g1, senadores da oposição afirmam que Alcolumbre prometeu não realizar novas audiências antes das eleições de outubro. A tática, apoiada por Flávio Bolsonaro, visa transferir a eleição para o vencedor da próxima eleição presidencial.
Lula, porém, disse a aliados que não abrirá mão de sua privilégio e pretende enviar novidade nomeação nas próximas semanas, por mandamento de Ana Flor. O cenário, porém, divide a base. A pilar do Tela Folha revela que um setor do governo teme novas humilhações e sugere deixar temporariamente o missão vago. Outro grupo defende a apresentação de um nome “irrefutável”, discutindo a possibilidade de indicar uma mulher negra, teoria que enfrenta resistência interna porque soa uma vez que uma recepção tardia de erro.
Novo revés à vista no Congresso
A crise política do governo no Legislativo poderá ter um novo capítulo súbito. A jornalista Sara Curcino destaca que o Congresso Vernáculo analisa nesta quinta-feira (30) o veto de Lula ao “PL Dosimetria”. O projeto, sancionado no ano pretérito, reduz as penas dos condenados por crimes contra o Estado democrático de recta, beneficiando diretamente os envolvidos nos atentados de 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro. A tendência é que a oposição, fortalecida pela vitória no caso do STF, obtenha os votos necessários (257 deputados e 41 senadores) para derrubar o veto presidencial, impondo novidade rota ao Palácio do Planalto.
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