Roig explica queda de Swiatek: “Antes bastavam 30% para vencer”
Pequim (China) – Treinador de Iga Swiatek desde o primeiro semestre, o espanhol Francis Roig acredita que a polonesa se afastou do estilo que a levou ao topo do ranking. O antigo integrante da equipe de Rafael Nadal apontou o excesso de agressividade e a perda de confiança como fatores para a temporada irregular da atual número 9 do mundo.
“Antes, ela precisava de 30% de esforço para ganhar e, de repente, passou a precisar dar 100%. É aí que entra o problema da confiança. Quando você está ganhando, não pensa nessas coisas. Mas, quando começa a perder, cada ponto parece diferente e você começa a procurar soluções”, afirmou Roig em entrevista ao Eurosport.
“Houve um momento em que ela quis mudar a forma de jogar e se tornar agressiva demais, justamente quando havia sido uma rocha. Quando começou a perder, as adversárias passaram a acreditar que poderiam vencê-la”, prosseguiu o espanhol.
O experiente técnico destaca o potencial da pupila, mas vê a necessidade de dosar certas atitudes dentro de quadra. “No caso Há muito mais de mental do que de técnico, mas também existem muitas coisas técnicas. Ela tem uma movimentação que provavelmente está entre as três melhores do mundo, então não queremos que o ponto termine rapidamente. Não queremos jogar pingue-pongue”, avaliou.
Roig começou a promover mudanças mais profundas depois de Wimbledon, na preparação para os eventos do verão norte-americano jogados no piso sintético. A polonesa reagiu com o título do WTA 1000 de Toronto, mas caiu nas oitavas no US Open. “Se queremos que isso avance, precisamos mudar algumas coisas e fazer outras de maneira diferente”, pontuou o treinador.
Swiatek atravessa sua temporada menos produtiva em Grand Slam desde 2019. A polonesa chegou às quartas de final do Australian Open, caiu nas oitavas em Roland Garros e em Nova York e parou na terceira rodada de Wimbledon, onde defendia o título.
Atual décima colocada na corrida para o WTA Finals, a ex-líder da WTA ainda busca a classificação para o torneio que reúne as oito melhores da temporada. “Se ela mantiver um nível alto durante três torneios, pode se classificar para o Finals. Uma boa sequência reforçaria sua confiança para 2027”, assegurou Roig.
O espanhol está otimista com a recuperação da atleta de 25 anos. “Ela pode voltar a ser a melhor? Sem dúvida. Iga voltará a ganhar Grand Slam. Estou convencido de que pode voltar a dominar, vencer novamente e ser número 1”, garantiu.
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Campeã em Pequim em 2023, Swiatek é a cabeça de chave 8 do WTA 1000 e saiu avançada na primeira rodada. A polonesa está no mesmo quadrante da norte-americana Coco Gauff, terceira favorita e possível adversária nas quartas de final. A polonesa abre campanha contra quem passar entre a húngara Panna Udvardy e a chinesa Gao Xinyu.
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