Um corintiano é condenado por mortes da ‘Batalha da Inajar’ e outros nove se livram de penas
Corinthians e Palmeiras jogariam na tarde de 25 de março de 2012, no Estádio do Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Pela manhã, integrantes da Gaviões da Fiel, munidos com barras de ferro, pedaços de pau e foguetes, emboscaram um grupo menor de membros da Mancha Alviverde na Avenida Inajar de Sousa, na zona norte da capital. A confusão foi registrada por câmeras de segurança. Foi apontado que cerca de 500 pessoas teriam se envolvido na situação.
Na época, a investigação policial apontou que a briga era uma retaliação pela morte do corintiano Douglas Karin da Silva, que teve o corpo encontrado no Rio Tietê em 2011. Dois palmeirenses chegaram a ser detidos pelo caso.
Depois da “Batalha da Inajar”, a Federação Paulista de Futebol (FPF) chegou a proibir o ingresso de uniformes das organizadas em estádios. A medida não foi permanente. Novos conflitos sucederam-se.
Em 2016, um confronto, mais uma vez entre corintianos e palmeirenses, deixou um morto e dezenas de feridos. Foi o estopim para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) determinasse torcida única. A medida passou a valer para clássicos dos quatro grandes (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) e para o Dérbi Campineiro, entre Guarani e Ponte Preta.
No começo deste ano, a Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), que representa as agremiações desde 2014, elaborou um projeto sugerindo um fim gradual à medida, incluindo jogos-teste que voltariam a permitir visitantes nos estádios.
O movimento foi na contramão do que a Justiça de São Paulo discutiu no fim de 2024, após uma emboscada de palmeirenses a cruzeirenses, no quilômetro 65 da rodovia Fernão Dias, em Mairiporã (SP). Um torcedor do time mineiro foi morto.
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