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Projeto de lei quer excluir da candidatura candidatos condenados por agredir mulheres

Projeto de lei quer excluir da candidatura candidatos condenados por agredir mulheres

Projeto de lei quer excluir da candidatura candidatos condenados por agredir mulheres

As deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) apresentaram à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar (PLP) 255/2025 com o objetivo de impedir que pessoas condenadas por violência doméstica e familiar contra mulheres concorram a cargos eletivos no Brasil. A proposta altera a Lei Complementar nº 64, que define os critérios de inelegibilidade no país, acrescentando restrições a quem tem pena transitada em julgado pelos crimes previstos na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A medida procura alongar os agressores da competição por espaços de poder e substanciar o combate à violência de gênero.

O texto legislativo em vigor sustenta que a presença de agressores condenados em funções de representação popular mina a crédito da sociedade e compromete a integridade das instituições. O documento destaca o contexto histórico vernáculo: “É inadmissível que, num país onde as mulheres só podem votar e ser votadas desde 1932, há menos de um século, continue a viver a possibilidade de indivíduos que minaram a sua integridade física, moral, psicológica, sexual ou económica ocuparem cargos de representação popular.”

Para a coautora Fernanda Melchionna, a proibição é necessária para proteger os direitos fundamentais e a moral administrativa das mulheres. Sâmia Bomfim, por sua vez, define a proposta uma vez que uma resposta direta à verdade brasileira. Segundo a deputada, é inadmissível que feminicídios e agressores busquem mandatos públicos para limpar a própria imagem ou se protegerem de denúncias.

“Diante da vaga de violência de género que assola o nosso país, precisamos de mais mulheres na política, de mais políticas públicas e de financiamento para combater a violência de género, e não de agressores que divulguem ideias sexistas ou tentem chegar a cargos públicos”, declarou Bomfim.

Atualmente, o PLP 255/2025 aguarda envio. A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não submeteu o texto para estudo das comissões competentes ou para crítica no Plenário.

Casos recentes ilustram o cenário político
A apresentação do projeto ocorre em um momento de movimentações políticas envolvendo figuras públicas com histórico de condenações na Justiça. No Rio de Janeiro, o BMD teve que cancelar a filiação e pré-candidatura a deputado federalista do ator Oferecido Dolabella. O recuo foi oficializado pelo presidente vernáculo do partido, deputado federalista Baleia Rossi (SP), e pelo líder carioca, Washington Reis, depois possante pressão do grupo MDB Mulher.

A presidente vernáculo do segmento feminino, Kátia Lôbo, emitiu nota de repúdio descrevendo Dolabella uma vez que um varão espargido por ser “mulher abusiva”. O posicionamento recebeu escora de endereços de diversos estados, incluindo Espírito Santo e São Paulo. O partido justificou a expulsão citando seus valores e seu histórico de incentivo à participação feminina na política.

Oferecido Dolabella foi réprobo em 2023 a dois anos e quatro meses de prisão ocasião por ataques à ex-namorada e prima Marina Dolabella, em 2020. Em 2018, ele já havia cumprido pena de dois meses e 15 dias por insultar a ex-mulher Viviane Sarahyba, além de ter sido denunciado pela atriz Luana Piovani em 2008 (processo movido em 2013). Depois sua desfiliação, o ator reagiu nas redes sociais alegando ter opiniões divergentes do “grupo feminista”, afirmando tutelar o fortalecimento das famílias e declarando escora à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Em outro caso, Uma vez que já demonstrou o Em Dia ES, o ex-goleiro Bruno Fernandes, réprobo em 2010 por triplo homicídio, sequestro e ocultação do corpo de Eliza Samudio, anunciou a intenção de concorrer ao incumbência de vereador em Ribeirão das Neves (MG). Em liberdade condicional desde 2019 e atualmente vinculado ao clube Vasco da Gama do Acre, o ex-atleta cumpre pena de 22 anos, de quem término está previsto para 2031.

Bruno declarou que recebeu convites de partidos e que sua escolha será um partido de direita. Porém, a ingresso do ex-jogador na política esbarra na Lei da História Limpa, que determina a inelegibilidade por oito anos depois o cumprimento integral da pena para os condenados por crimes contra a vida. Portanto, ele só poderá concorrer às eleições municipais nas eleições de 2040.

manadeira da materia

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