Ferraço anuncia Jordano Leite porquê novo representante universal da Polícia Social do ES
O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, anunciou na tarde desta segunda-feira (06), por meio de suas redes sociais, o representante jordaniano Bruno Gasperazzo Leite porquê o novo representante universal da Polícia Social do Estado (PCES). A nomeação ocorre três dias depois a repúdio do portanto presidente da corporação, José Darcy Arruda, na última sexta-feira (03), e pouco depois de Ferraço assumir o comando do Executivo estadual. O novo gestor chega ao incumbência supremo da Polícia Social com o repto subitâneo de pacificar a instituição, que enfrenta esgotamento público e conflitos abertos entre delegados.
Ao fazer o pregão, o governador Ricardo Ferraço destacou a transição: “O representante jordaniano Bruno Gasperazzo Leite será o novo representante universal da Polícia Social do Estado do Espírito Santo. Atualmente é Subsecretário de Estado de Perceptibilidade da Secretaria de Segurança Pública. Procurador de Classe Privativo, substituirá o representante José Darcy Arruda, a quem agradeço por todos os serviços prestados.”
Jordano Leite disputava a indicação nos bastidores com Fabrício Araújo Dutra, atual patrão do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção Individual (DHPP).
O perfil do novo representante universal
Oriundo de Vitória, Jordano Bruno Gasperazzo Leite é formado em Recta pelo Meio Universitário do Espírito Santo (Unesc), com especialização em Recta Público, Recta e Políticas e Gestão de Segurança Pública.
Antes de atuar porquê subsecretário de Estado de Perceptibilidade do Ministério da Segurança Pública (Sesp), sua trajetória na corporação incluiu a chefia das delegacias de Fundão, João Neiva e Praia Grande. Comandou também unidades especializadas, porquê Segurança Patrimonial, Crimes Contra Transporte de Pessoas e Cargas, Assalto a Bancos e Departamento Especializado de Entorpecentes (Denarc). Leite também foi patrão do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Devassidão (NUROC) e gerente de Operações Técnicas da Subsecretaria de Estado de Perceptibilidade.
Sua atuação anterior é marcada pela integração tecnológica. O novo representante participou ativamente da implantação de projetos porquê Delegacia Online, Portal SISP, Consulta Do dedo, Teleflagrante, programa Restabelecer, Murado Inteligente e integração com o Poder Judiciário por meio do Conetjud.
Saída de Arruda e motivos de saúde
A transição na liderança da Polícia Social encerra o período mais longo de representante universal no Espírito Santo. José Darcy Arruda dirigiu a corporação por mais de sete anos. O pregão de sua saída foi feito inicialmente pelo próprio governador, que alegou a iminente aposentadoria do representante e problemas de saúde.
Em suas redes sociais, Arruda publicou a epístola de destituição enviada ao governo, relatando a urgência de priorizar o atendimento médico. “Depois de já ter enfrentado cinco diagnósticos de cancro ao longo da vida, fui novamente assaltado pela doença e serei operado no dia 10. Neste momento é preciso priorizar o tratamento e a recuperação, com a serenidade e a dedicação que o quadro exige”, explicou.
Ricardo Ferraço reconheceu publicamente Arruda: “Registro meu reconhecimento e gratidão pelo trabalho realizado ao longo deste período, marcado pelo compromisso com a segurança pública e importantes avanços institucionais.”
Denúncia à Polícia Federalista e Operação Türkiye
Apesar da justificativa médica para a repúdio, a reta final da gestão Arruda foi marcada por atritos internos. O ex-delegado foi denunciado à Polícia Federalista pelo representante Alberto Roque Peres, que o acusa de suposta filtração de testemunha, denúncia caluniosa, ataque de mando, prevaricação e obstrução de investigação de organização criminosa. A denúncia-crime também foi encaminhada ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
O caso é segmento da Operação Türkiye, que investiga policiais civis em um projecto para desviar drogas apreendidas de criminosos na Ilhéu do Príncipe, em Vitória. A situação se tornou pública no dia 29 de março, depois uma reportagem do programa Fantástico (TV Orbe) vulgarizar trechos de um testemunho secreto de Alberto Roque Peres que confirmou as acusações de que um policial social era o maior traficante de drogas do Estado.
Depois a triagem, Arruda revelou o nome do representante Peres em entrevistas e determinou que a Corregedoria da Polícia Social investigasse a conduta do subordinado diante das informações que ele tinha sobre o projecto. No documento enviado à PF, Peres classificou a medida porquê retaliação direta à sua colaboração com a investigação federalista.
Arruda rejeitou as acusações: “Tive e não tenho intenção de constranger um representante de polícia ou mesmo interferir em uma investigação. Os documentos e informações que você citou em seu testemunho, tapume de 3 ou 4 denúncias, ainda não localizamos. Ele relatou ter solicitado ao Departamento de Assuntos Internos que compilasse investigações antigas, observando que os registros físicos dificultam as buscas.
O conflito no topo e as consequências da Operação Baest
As divergências na gestão anterior se estendiam a outro integrante da diretoria de segurança: o representante Romualdo Gianordoli Neto, ex-subsecretário de Perceptibilidade do Sesp. Depois ser exonerado em outubro de 2025, Romualdo afirmou nas redes sociais que a Polícia Social estava “bastante corroída” e indicou que as investigações não avançaram porque envolviam pessoas de “eminente escalão” ligadas ao governo do estado.
A investigação em questão foi a Operação Baest, deflagrada em 2025 pelo Meio de Perceptibilidade e Estudo Telemática (Ciat). Focada no braço financeiro do Primeiro Comando de Vitória (PCV), a ação acusou 20 pessoas e apreendeu bens no valor de 100 milhões de reais, culminando na prisão do criminoso Fernando Moraes Pereira Pimenta, espargido porquê Marujo. A consulta foi enviada ao MPES em setembro daquele ano.
A destituição de Romualdo ocorreu depois ele assinar o relatório final da operação junto com delegados do Ciat, unidade que, por decreto, deveria se reportar ao representante universal. Na era, o secretário de Segurança alegou ataque de crédito com José Darcy Arruda.
O confronto entre Romualdo e Arruda gerou ações formais. A Polícia Social abriu sindicância contra Gianordoli para justificar suas afirmações sobre a “corrosão” da instituição, enquanto Arruda passou a responder a uma ação movida por Romualdo por calúnia, mordacidade e injúrias, depois o ex-chefe publicar na internet que o ex-subsecretário havia se favorável de dados confidenciais.
No último sábado (04), em meio ao desdobramento da crise, o representante Romualdo Gianordoli filiou-se ao Partido Social Democrata (PSD). O partido declarou pedestal à candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao governo do estado, alinhamento que contou com o pedestal das lideranças pátrio e estadual do partido.
Cenário de transição no Governo do Estado
A crise institucional e a consequente mudança de comando na Polícia Social ocorrem simultaneamente à reorganização do Poder Executivo estadual. Na última quinta-feira (02), Ricardo Ferraço tomou posse porquê governador em cerimônias na Tertúlia Legislativa e no Palácio Anchieta, substituindo a vaga deixada pela repúdio de Renato Casagrande, que participará das eleições deste ano.
Durante sua posse, Ferraço destacou a urgência de um trabalho contínuo e integrado: “As disputas locais perdem relevância diante de um objetivo maior: entregar mais à população capixaba.”
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