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Datafolha: 51% dos brasileiros querem mulheres e negros no STF, mas repudiação do tribunal bate recorde de 40%

Datafolha: 51% dos brasileiros querem mulheres e negros no STF, mas rejeição do tribunal bate recorde de 40%

Datafolha: 51% dos brasileiros querem mulheres e negros no STF, mas repudiação do tribunal bate recorde de 40%

Em meio à pior crise de imagem de sua história recente e com uma vaga vaga há sete meses, o Supremo Tribunal Federalista (STF) tornou-se meta de reivindicações demográficas e políticas da população brasileira. Uma pesquisa do Instituto Datafolha, realizada nos dias 12 e 13 de maio em 139 municípios do país, revelou que a maioria dos cidadãos considera prioritária a indicação de mulheres, negros e pessoas fiéis ao Presidente da República para fazerem segmento do tribunal.

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostrou que a guião inédita do governo Lula (PT) com a repudiação do procurador-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federalista, passou completamente despercebida por quase seis em cada dez brasileiros.

Os dados, registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00290/2026, têm margem de erro de dois pontos percentuais e expõem um retrato paradoxal das expectativas nacionais em relação à instância máxima do Judiciário brasílico.

O perfil desejado
O STF, que conta atualmente com dez juízes desde a aposentadoria precoce de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, tem em sua elaboração unicamente uma mulher (Cármen Lúcia) e dois ministros que se autodeclaram pardos (Kassio Nunes Marques e Flávio Dino). Diante deste cenário, a população demonstrou potente preferência por maior pluralidade:

  • Mulheres: 51% consideram a escolha da mulher “muito importante” e 18%, “um pouco importante”. Outros 27% dizem que não é zero importante.
  • Os negros: 46% classificam a nomeação de uma pessoa negra porquê “muito importante” e 16% porquê “pouco importante”. Para 34%, a requisito não é relevante.
  • Religiosidade: 46% dos brasileiros consideram “muito importante” que a pessoa escolhida seja religiosa (particularidade associada a Jorge Messias, que é evangélico).

A pesquisa também revelou contradições nas expectativas sobre o comportamento dos futuros ministros. Embora a Constituição exija “notáveis ​​conhecimentos jurídicos”, critério considerado muito importante por 85% dos entrevistados, a visão política do tribunal é ambígua. Enquanto 64% dizem esperar que os ministros sejam independentes de políticos e partidos, 51% consideram muito importante que o candidato tenha “lealdade totalidade” ao Presidente da República que o nomeou. Aliás, 47% consideram muito importante a afinidade política do juiz com os deputados e senadores.

A fidelidade ao Executivo divide opiniões de harmonia com a preferência eleitoral: o critério é considerado muito importante por 63% dos eleitores de Lula, perante 45% entre os que preferem o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Ignorância sobre a guião histórica no Senado
A vaga deixada por Barroso permanece ensejo depois um evento que não ocorria desde 1894, no governo de Floriano Peixoto: a repudiação de um candidato ao STF. No dia 29 de abril, Jorge Messias obteve unicamente 34 votos em prol, sendo bloqueado por 42 senadores (faltavam 41 para aprovação).

Apesar do peso institucional, o Datafolha aponta que 59% da população desconhecia o incidente. O ignorância chega a 61% entre os eleitores de Lula, 50% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e 72% entre aqueles que pretendem anular ou votar em branco.

Entre os 41% que tinham conhecimento do traje:

  • 53% afirmam que a repudiação enfraqueceu o governo.
  • 36% acreditam que não houve interferência na força da gestão.
  • 7% dizem que o governo ficou mais potente.

A guião foi patrocinada em grande segmento pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tinha porquê predilecto o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliada à influência de alas ligadas ao bolsonarismo e de segmento do próprio STF. Durante a audiência, o senador Sergio Moro (PL-PR) defendeu que a vaga seja preenchida unicamente pelo vencedor das eleições presidenciais deste ano, exposição refutado pelo senador Rogério Roble (PT-SE) porquê uma tentativa de esvaziamento dos poderes presidenciais.

Mesmo com a barreira regulatória do Senado, que impede uma novidade indicação de mesmo nome no mesmo ano, sob o risco de deixar o tribunal vazio até 2027, o presidente Lula sinalizou aos seus aliados a intenção de reenviar o nome de Messias.

Crise de aprovação e separação interna
A disputa pela décima primeira vaga ocorre enquanto o Supremo Tribunal Federalista atinge seu pior nível de aprovação, igualando os índices de dezembro de 2019 e dezembro de 2023. Segundo o Datafolha, 40% dos brasileiros avaliam o trabalho dos ministros porquê ruim ou péssimo, 34% porquê mediano e unicamente 22% o consideram supimpa ou bom.

A desaprovação se acentua entre os grupos demográficos com maior renda (63% de repudiação entre quem ganha mais de dez salários mínimos), maior escolaridade (48% entre quem tem ensino superior) e entre os homens (45%, contra 36% das mulheres).

A erosão atual é impulsionada pelo chamado “caso Master”, que expôs revelações envolvendo os ministros Dias Toffoli, que deixou de ser relator de uma investigação depois a Polícia Federalista identificar acordos entre fundos ligados ao Banco Master e uma empresa de sua família, e Alexandre de Moraes, depois o vazamento de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e contratos milionários envolvendo o escritório de sua esposa.

A situação agravou uma separação interna no tribunal. De um lado, escalam Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin; de outro, o presidente do STF, Edson Fachin, e Cármen Lúcia. O grupo liderado por Moraes exige de Fachin uma resguardo institucional mais potente e agendas de impacto, enquanto o presidente defende a geração de um código de conduta para mitigar a crise de imagem.

Politicamente, a avaliação do tribunal permanece polarizada. O tribunal, que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, tem 50% de votos positivos entre os que aprovam a gestão de Lula, contra 64% de votos negativos entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, cuja promessa de campanha é ampliar a bancada no Senado com vista à destituição dos ministros.

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