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Hipertensão: o transe sombrio que atinge 1,1 milhão de pessoas no Espírito Santo

Hipertensão: o perigo silencioso que atinge 1,1 milhão de pessoas no Espírito Santo

Hipertensão: o transe sombrio que atinge 1,1 milhão de pessoas no Espírito Santo

O Dia Pátrio de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial é comemorado neste domingo (26). A data marca um apelo à sociedade brasileira para que se conscientize sobre a valor do diagnóstico preventivo e do tratamento da doença. Em referência à data, a Secretaria de Saúde (Sesa) reforça a valor do controle da hipertensão, pois é fundamental para prevenir o agravamento de outros quadros.

A hipertensão arterial, também conhecida porquê “pressão subida”, é uma requisito médica crônica caracterizada por um aumento persistente da pressão arterial nas artérias. É uma das doenças mais comuns em todo o mundo e pode levar a complicações graves se não for tratada adequadamente.

Conforme explica o cardiologista Werther Mônico Rosa, referência técnica cardiovascular da Sesa, a hipertensão é considerada uma doença das pequenas artérias. Estes sofrem alterações biológicas que os fazem impor uma sobrecarga de trabalho ao coração e a todo o sistema cardiovascular. “Uma vez que a hipertensão já causou danos a esses e outros órgãos, é difícil que eles recuperem sua função original, e o paciente passa a ser considerado de maior risco”ele disse.

Entre os problemas, o profissional listou: acidente vascular encefálico (AVC), infarto agudo do miocárdio, obstrução coronariana e angina, doenças da retina com comprometimento da visão e doenças renais que podem levar à urgência de diálise. Outrossim, a hipertensão pode exacerbar as doenças agudas da aorta, que, embora mais raras que as anteriores, apresentam uma taxa de mortalidade muito elevada e requerem cirurgia de emergência.

“A hipertensão arterial sistêmica tem subida reciprocidade, principalmente com o acidente vascular cerebral, que é uma das principais causas de morte cardiovascular no Brasil e no mundo, juntamente com o infarto agudo do miocárdio. Também contribui para o agravamento de outras condições crônicas, e atua em conjunto com outros fatores de risco importantes, porquê o diabetes mellitus”destacou Werther Mônico Rosa.

Estima-se, segundo o Ministério da Saúde, que 29,7% da população brasileira seja hipertensa. No Espírito Santo, murado de 1,1 milhão de capixabas podem estar convivendo com essa requisito. Embora não seja uma doença de notificação compulsória, dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) registraram 713 internações por hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado em 2025. Isso representa um aumento de 17,2% em relação ao ano de 2024, quando foram registradas 608 internações.

Para a profissional, um ponto importante de atenção é o cenário crescente de casos de obesidade, por ser uma requisito que aumenta a incidência tanto de hipertensão quanto de diabetes tipo II, além dos cuidados com o consumo de sal.

“O impacto no propagação da hipertensão se deve tanto ao aumento da obesidade quanto ao excesso de sal nos víveres processados. Também é muito importante lembrar o sedentarismo, incentivado pelo estilo de vida moderno. Pessoas sedentárias apresentam maior risco de hipertensão, tanto obesos quanto não obesos, e o sedentarismo está aumentando entre os jovens”ele explicou.

Causas
A hipertensão é uma doença herdada dos pais em 90% dos casos, mas existem outros fatores que influenciam os níveis de pressão arterial, incluindo:

  • Fumaça;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Obesidade;
  • Estresse;
  • Cima consumo de sal;
  • Falta de atividade física.

Sobre o consumo de sal, o cardiologista Werther Mônico Rosa, referência técnica cardiovascular da Sesa, explicou que está documentado que o excesso de sal “é um elemento importante nas modificações biológicas das artérias no processo que leva à hipertensão”.

“A redução do consumo de sal tem um papel na prevenção da hipertensão tanto em pessoas saudáveis ​​porquê naquelas com hipertensão estabelecida. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a ingestão diária de sal não deve ultrapassar 2 gramas por dia, incluindo o sal presente nos víveres e também o que adicionamos ao cozinhar ou à mesa”destacou o profissional.

Prevenção
A prevenção da hipertensão pode ser dividida em duas etapas: quando a pessoa ainda não tem hipertensão e quer prevenir o seu surgimento (prevenção primária) e quando a pessoa já tem hipertensão e quer prevenir as suas complicações (prevenção secundária).

Na prevenção primária, o importante é reduzir os fatores de risco que a pessoa pode modificar, porquê evitar e/ou parar de fumar (cigarros normais ou eletrônicos); realizar atividades físicas regulares; manter uma alimento adequada, rica em potássio e pobre em sódio, incluindo folhas, vegetais e grãos diversos, moderada em carnes vermelhas, evitando ao supremo produtos industrializados e refeições rápidas (“fast-food”) e pobre em gordura saturada; manter peso adequado; consumo moderado de bebidas alcoólicas; gerenciar e reduzir o estresse; e ter um sono de qualidade.

A prevenção secundária ocorre para quem já foi diagnosticado com hipertensão. Nestes casos, o objetivo é controlar a pressão para evitar danos a outros órgãos. Além da mudança para um estilo de vida saudável, ao parar de fumar, é importante que o paciente adira corretamente ao tratamento e controle as doenças associadas.

Tratamento
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de ingresso preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo atendimento longitudinal das pessoas com hipertensão, realizando ações preventivas e de promoção da saúde. Consultas regulares, de negócio com protocolos de estratificação de risco e seriedade, são recomendações para monitoramento dos pacientes.

A dispensação de medicamentos também está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Assim, o cidadão pode ir até a UBS mais próxima de sua residência e iniciar o atendimento de saúde e o controle da hipertensão.

Por se tratar de uma doença herdada dos pais em 90% dos casos, os adultos jovens com histórico familiar de hipertensão devem permanecer atentos aos cuidados e séquito para o rastreamento.

“O tratamento precoce, quando não existem lesões nos órgãos que referimos, é fundamental para a saúde futura do jovem. Antes de atingir a idade adulta, durante as consultas pediátricas regulares, é muito importante escoltar o histórico de saúde dos pais, muito porquê incentivar desde cedo um estilo de vida mais saudável, com atividade física regular, alimento adequada, gestão do stress e até redução do uso de redes sociais”concluiu o cardiologista Werther Mônico Rosa.

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