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Moraes concede residência para Fátima de Tubarão e outros 18 idosos a partir de 08/01

Moraes concede residência para Fátima de Tubarão e outros 18 idosos a partir de 08/01

Moraes concede residência para Fátima de Tubarão e outros 18 idosos a partir de 08/01

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), concedeu prisão domiciliar humanitária à aposentada Maria de Fátima Mendonça Jacinto, conhecida uma vez que Fátima de Tubarão, de 70 anos, uma das condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi assinada na sexta-feira (24).

Moraes aplicou a Lei de Execuções Penais, norma que permite a licença de prisão domiciliar a maiores de 70 anos. A decisão também beneficia outros 18 presos idosos que sofrem de doenças graves.

Fátima foi condenada a 17 anos de prisão e já cumpriu três anos, dez meses e 24 dias de prisão.

Segundo o processo que a condenou, Fátima invadiu o prédio da sede do STF, quebrou janelas, cadeiras, mesas e obras de arte e publicou os atos nas redes sociais. Com base nos vídeos, ela foi identificada e detida pela Polícia Federalista (PF) duas semanas posteriormente os atos golpistas.

Fátima e os demais idosos deverão executar medidas de prevenção, uma vez que uso de tornozeleira eletrônica, suspensão do passaporte, proibição de trespassar do país, uso de redes sociais e manutenção de contato com outras pessoas sob investigação.

Os beneficiários só poderão receber visitas mediante autorização prévia do ministro.

Em caso de descumprimento, Moraes poderá ordenar o retorno dos condenados ao regime prisional fechado.

Apesar da licença de habitação, os condenados ainda são obrigados a remunerar solidariamente R$ 30 milhões pelos danos causados ​​pela depredação das sedes do Supremo Tribunal Federalista, do Congresso Vernáculo e do Palácio do Planalto.

Lembrar
Segundo os últimos dados, divulgados em janeiro pelo STF, a Primeira Câmara do Tribunal condenou 1.399 pessoas acusadas de participação em atos que tentaram prejudicar a democracia brasileira e o funcionamento das instituições. Segundo o relatório, 179 pessoas estão na prisão, das quais 114 estão na prisão, depois de as suas sentenças se tornarem definitivas.

Depois os atos golpistas, a Procuradoria-Universal da República (PGR) ajuizou 1.734 ações penais perante o STF. As acusações foram divididas entre instigadores, executores e quatro grupos principais, que apoiaram a tentativa do ex-presidente Jair Bolsonaro de permanecer no poder posteriormente perder as eleições, subvertendo assim, segundo o STF, a ordem democrática.

O balanço mostra que a maioria, 979 pessoas (68,9%), foi considerada responsável por crimes menores e recebeu penas de até um ano de prisão (415) ou beneficiou de Acordos de Arguição Não Penal (ANPP).

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