Flanco do STF se prepara para atuar uma vez que revisor do TSE em meio a confrontos com Kassio Nunes Marques
O início do procuração do ministro Kassio Nunes Marques uma vez que presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), iniciado nesta terça-feira (12) em Brasília, é marcado por uma escalada de tensões com o Supremo Tribunal Federalista (STF). Segundo informações da Folha de S. Paulo, um setor de magistrados do Supremo está organizando um movimento para atuar uma vez que órgão de revisão das decisões do tribunal eleitoral, medida motivada por divergências nas últimas decisões e pelo temor de que a atual presidência adote uma postura menos rigorosa no combate à desinformação nas eleições de 2026.
O impasse nas eleições de Roraima
O conflito entre os tribunais ficou evidente nesta sexta-feira (12), quando a Primeira Câmara do STF e o plenário do TSE iniciaram julgamentos simultâneos em meios virtuais sobre as eleições suplementares em Roraima, marcadas para o próximo domingo (21). A questão médio era o prazo lítico para a inabilitação de titulares de cargos públicos. O ministro Flávio Dino, do STF, concedeu liminar determinando que a saída ocorresse entre três e seis meses antes das eleições, contrariando a solução do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sítio, que previa exclusivamente 24 horas.
Em resposta e com o objetivo de se manifestar, Kassio Nunes Marques também levantou a questão ao TSE para tutelar a jurisprudência do tribunal, que tem histórico de permitir prazos mais flexíveis em eleições suplementares. O presidente do tribunal argumentou que os precedentes citados por Dino no recurso não se aplicam ao caso Roraima. Na votação, Flávio Dino obteve maioria no Supremo, escoltado de Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, restando o voto de Cármen Lúcia. No TSE, Kassio obteve maioria junto com Dias Toffoli, André Mendonça e Antônio Carlos Ferreira, mas a peroração do julgamento foi adiada devido a um pedido de revisão de Estela Aranha.
Repreensão, investigação e cinema de Jair Bolsonaro
O atrito se estende a outras decisões de Kassio que envolvem diretamente o senador Flávio Bolsonaro. Na semana anterior, membros do STF disseram ao presidente do TSE que o tribunal anularia sua decisão de repreender a pesquisa Atlas/Bloomberg. O levantamento estatístico mostrou queda na intenção de voto de Flávio depois a revelação de diálogos entre o senador e Daniel Vorcaro, possessor do Banco Master. Kassio informou aos parlamentares o temor de que o STF anule suas competências constitucionais, enquanto o grupo do Supremo afirma ter a privilégio de agir caso identifique violações.
A relação financeira entre o senador e o empresário também motivou uma deliberação de Kassio na sexta-feira (12). O ministro rejeitou pedido de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentado por advogados do grupo Prerrogativas e pelo deputado federalista Rogério Correia, que buscavam proibir o uso do filme “Dark Horse” em artigos de campanha de Flávio Bolsonaro. A obra audiovisual narra a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o site The Intercept Brasil, Vorcaro transferiu 61 milhões de reais para financiar o longa-metragem depois solicitação de áudio enviada pelo senador.
Kassio negou provimento à ação, alegando questões processuais. O juiz concluiu que os autores não têm legitimidade ativa por não serem pré-candidatos à Presidência da República. “A legitimidade ativa pressupõe não só o registo de uma candidatura para participar no mesmo concurso eleitoral a que se refere o ato ilícito em razão, mas também é necessário que essa candidatura pertença ao mesmo círculo eleitoral dos candidatos representados”, declarou o ministro em seu despacho.
Regulamentação de campanha e o caso Cláudio Castro
A moderação de teor nas redes sociais surge uma vez que um dos maiores gargalos institucionais. Alexandre de Moraes, ex-presidente do TSE, adotou postura rígida nas eleições de 2022, caracterizadas por multas elevadas e prazos curtos para remoção de publicações irregulares. Os defensores da investigação das fake news, Moraes e Gilmar Mendes, manifestaram aos interlocutores sua preocupação com a sinalização de Kassio de que agirá com moderação. Em seu oração de posse, Kassio afirmou que o tribunal deve combater as ameaças, principalmente com o progresso da perceptibilidade sintético, mas alertou que a Justiça Eleitoral não pode “incorrer em excessos incompatíveis com o Estado democrático de recta”.
A falta de simetria entre os tribunais também permeia o caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que renunciou ao missão em março, às vésperas de ser pronunciado inelegível até 2030 por desfeita de poder. Os ministros do STF criticaram a incoerência entre os debates realizados pelos ministros da Justiça Eleitoral e a redação final da decisão. O Supremo Tribunal Federalista, em processo sob relatoria de Cristiano Zanin e suspenso por Flávio Dino, precisa desse explicação técnico para definir se a eleição do novo governador do Rio de Janeiro será realizada por meio de eleições diretas, com voto popular, ou indiretamente, por meio da Plenário Legislativa.
Histórico de divergências do presidente do TSE
A atual postura intervencionista do Supremo representa, segundo um integrante do próprio departamento jurídico do TSE, uma mudança de tradição. Historicamente, o STF adota postura de deferência às cassações definidas pela Justiça Eleitoral, uma vez que a manutenção da pena de Deltan Dallagnol em 2023 e a validação da ampliação de poderes de Moraes sobre conteúdos da Internet na reta final de 2022. Todavia, os ministros lembram com salvaguarda que, nesse mesmo ano, Kassio concedeu decisões monocráticas que revogaram as cassações impostas pelo TSE a Valdevan Noventa e Fernando Francischini. medidas cautelares que posteriormente foram revogadas pela Segunda Câmara do STF.
Indicado para o Supremo por Jair Bolsonaro em 2020, Kassio Nunes Marques tem um histórico de votos divergentes e derrotados em casos de grande repercussão. Votou contra a inelegibilidade de Bolsonaro no caso do encontro com os embaixadores, contra a pena de Cláudio Castro e em prol do indeferimento da denúncia contra 50 pessoas detidas nos campos golpistas no dia 8 de janeiro.
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