Apostas ilegais atraem 25 milhões de brasileiros e geram prejuízo de R$ 38 bilhões por ano
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, afirmou na última sexta-feira (19) que 25,2 milhões de brasileiros apostam em casas de apostas ilegais. Segundo cálculos do governo, as perdas econômicas decorrentes do jogo chegam a 38,8 bilhões de reais por ano, sendo 80% delas decorrentes de danos à saúde.
A enunciação ocorreu em meio ao pregão do governo de bloquear apostas ilegais e transferir recursos dessas casas de apostas para ações de segurança pública.
“Temos números que ilustram esta dimensão. Estamos a falar de apostas ilegais que representam entre 41% e 50% das plataformas”destacou Wellington Lima.
O ministro afirmou ainda que a SPA (Secretaria de Prêmios de Apostas) já bloqueou mais de 40 milénio domínios de casas de apostas que não operam de tratado com a legislação brasileira.
Consumo de Apostas
Segundo estimativas do governo federalista, um em cada quatro brasileiros aposta diariamente e metade da população aposta pelo menos uma vez por semana.
Os dados mostram que os jogadores são jovens de baixa renda. Segundo levantamento do ministério, 69% dos que apostam em apostas têm entre 19 e 29 anos, e 63% do público desses sites tem renda familiar de até dois salários mínimos.
Bloquear apostas ilegais
O governo federalista anunciou nesta sexta-feira (19) que bloqueará recursos provenientes de apostas ilegais e os repassará para ações de segurança pública.
Em publicação nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou que os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Vernáculo de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do delito organizado no país.
Porquê secção da iniciativa, a SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) notificará as instituições financeiras e de pagamentos para bloquearem, em até 24 horas, os valores existentes e interromperem novas transações relacionadas a apostas irregulares.
Posteriormente a notificação, as instituições deverão reportar o cumprimento da medida em até 48 horas.
Simultaneamente, o Banco Médio também será contactado para supervisionar a realização. Os procedimentos operacionais para bloqueio de contas e valores serão posteriormente regulamentados por solução do CMN (Parecer Monetário Vernáculo).
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