TSE regulamenta aplicativo de denúncia e se junta às redes sociais contra Fake News – Em Dia ES
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o uso do aplicativo Pardal Traste para receber denúncias de propaganda eleitoral irregular durante as Eleições Gerais de 2026. A medida consta da Portaria TSE número 451/2026, assinada pelo presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada nesta segunda-feira, 27 de julho, no Boletim Eletrônico de Justiça. No mesmo dia, o Tribunal formalizou acordos de cooperação com Google Brasil, Facebook Brasil e Kwai para fortalecer o combate à desinformação no processo eleitoral.
A instrumento Pardal estará à disposição dos eleitores de todo o país a partir de 16 de agosto, data em que começa o período solene de propaganda eleitoral. O objetivo da medida é permitir que os cidadãos enviem denúncias de irregularidades diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais, órgãos responsáveis pelo poder de polícia sobre a propaganda nos distritos estaduais, agilizando o séquito das eleições.
Operação e triagem no app Pardal
Segundo a portaria, o sistema está estruturado em três módulos: Pardal Traste, aplicativo gratuito para dispositivos móveis nas plataformas Google Play e App Store; Pardal ADM, envolvente restrito da Justiça Eleitoral para gestão de dados; e Pardal Web, talhado ao rastreamento de estatísticas. Para utilizar o aplicativo, o cidadão deverá se identificar através do e-Título ou Gov.br, resguardando o sigilo da identidade do denunciante.
Ao registrar o evento, um agente automatizado realiza a classificação preparatório em publicidade na Internet ou outras formas de publicidade irregular. Antes de enviar arquivos porquê fotos, áudios, vídeos ou links, o usuário recebe orientações sobre condutas permitidas e proibidas.
A classificação preparatório pode ser adaptada pelo reclamante, que recebe um número de protocolo de rastreamento no aplicativo ou por e-mail. Caso a denúncia não corresponda ao contextura do Pardal, o cidadão é redirecionado para o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (SIADE) ou para os canais eletrónicos do Ministério Público Eleitoral para investigação de crimes eleitorais.
Gestão interna nos tribunais regionais
No módulo ADM do Pardal, os Tribunais Regionais Eleitorais e tribunais eleitorais operam o fluxo de dados com perfis de entrada divididos entre gestor, triagem, cadastro e consulta. O sistema permite configurar regras para envio automático de demandas às áreas eleitorais competentes por município, categoria ou equipe técnica. Aliás, a instrumento permite que sejam feitas notificações eletrônicas a candidatos, partidos, coligações e federações para esclarecimentos, permitindo também a opinião direta do caso no Processo Judicial Eletrônico na classe Notícias de Irregularidade de Propaganda Eleitoral.
Parceria com Google para combater a desinformação
Paralelamente, o TSE e o Google Brasil assinaram um memorando de entendimento incluído no Programa Permanente de Combate à Desinformação na Justiça Eleitoral, regido pela Portaria TSE número 510/2021. O conformidade é válido até 31 de dezembro de 2026, sem repasse de recursos financeiros. A iniciativa inclui realçar aplicativos cívicos e oficiais na Google Play Store, direcionar buscas para informações oficiais sobre títulos e votação e utilizar a instrumento Project Shield para proteger agentes envolvidos nas eleições contra ataques cibernéticos.
O conformidade estabelece ainda a formação ministrada pela Escola da Magistratura Eleitoral para equipes da Justiça Eleitoral, magistrados e partidos políticos, além da geração em agosto de 2026 do Election Trends Hub, plataforma em língua portuguesa com dados sobre tendências de procura. O Google também disponibilizará um meio restrito conectado ao SIADE para receber e estudar denúncias de conteúdos específicos por meio de links disponibilizados pelo Tribunal.
Ações conjuntas com Facebook Brasil e Meta
A portaria que formaliza o memorando com o Facebook Brasil, que abrange Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, surge posteriormente reunião realizada no dia 16 de julho em Brasília. Na ocasião, o Ministro Kassio Nunes Marques destacou: “A relação entre o TSE e as plataformas digitais é muitas vezes apresentada porquê uma oposição inevitável entre regulação e inovação. Todavia, a experiência dos últimos anos mostra que esta leitura simplista é errônea e incompleta”.
A associação abrange o envio de mensagens informativas pela instrumento Megafone no Facebook e Instagram, a utilização da API WhatsApp Business para informação direta entre o TSE e os eleitores e a realização de seminários de capacitação. O Tribunal terá entrada à Meta Advertising Library, que disponibiliza dados dos últimos sete anos sobre publicidade política, incluindo gastos, alcance, público-alvo e financiadores. Um meio do SIADE receberá denúncias sobre publicações e contas suspeitas de tiroteios em tamanho no WhatsApp.
Compromissos adquiridos com a plataforma Kwai
O TSE também assinou memorando de entendimento com a Joyo Tecnología, responsável pelo Kwai. A plataforma implementará uma página interna no formato H5 que reunirá conteúdos educativos e confiáveis sobre as eleições de 2026, que será ativada quando os usuários pesquisarem termos relacionados ao sistema eleitoral.
O Kwai apoiará transmissões ao vivo de eventos do Tribunal, participará de ações de alfabetização midiática e promoverá treinamentos sobre a Instrumento de Denúncia Permitido e Escalação para equipes da Justiça Eleitoral. O termo prevê a divulgação das regras eleitorais em linguagem simples através de site público, reuniões periódicas de séquito e nomeação de representante para trabalhar junto ao meio de denúncias do SIADE.
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