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Repudiação de 50% entre mulheres para Flávio Bolsonaro e deixa Lula 10 pontos primeiro – Em Dia ES

Rejeição de 50% entre mulheres para Flávio Bolsonaro e deixa Lula 10 pontos à frente – Em Dia ES

Repudiação de 50% entre mulheres para Flávio Bolsonaro e deixa Lula 10 pontos primeiro – Em Dia ES

A persistente dificuldade em invadir eleitoras tornou-se o principal repto da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo a última pesquisa Datafolha, publicada na sexta-feira, 24 de julho, a candidata do PL enfrenta uma repudiação de 50% entre as eleitoras e aparece dez pontos percentuais detrás do atual presidente Lula nas intenções de voto das mulheres para um verosímil segundo vez.

O cenário, que repete o distanciamento histórico entre esse segmento e a família Bolsonaro, obriga a equipe do senador a priorizar agendas específicas, discursos focados e o destaque de figuras femininas para tentar mitigar a aversão ao seu projeto político.

A pesquisa mostra que Flávio é o candidato mais rejeitado pelas mulheres, já que metade desse grupo afirma que não votaria nele de jeito nenhum no primeiro vez, diante de 44% que dizem o mesmo de Lula. A repudiação universal ao fruto de Jair Bolsonaro é de 48%, contra 46% do PT. Em simulação de segundo vez, 50% dos eleitores declaram voto no atual presidente e 40% no senador do PL.

Entre os homens há empate técnico, com 45% preferindo o candidato do PT e 46% preferindo o candidato do PL. No cenário universal, Lula tem 48% e Flávio 43%. Mesmo assim, os números mostram uma ligeira recuperação do senador em relação a junho, quando a diferença com Lula entre as mulheres era de 15 pontos no segundo vez, e a diferença de repudiação caiu de 13 para seis pontos no mês atual. A margem de erro para a secretaria por género é de três pontos percentuais.

Estratégias para atrair mulheres ao voto
Para superar o défice numa eleição que deve ser decidida por margens estreitas, a campanha de Flávio traçou um projecto de contenção. A agenda das mulheres, centrada nas dificuldades económicas e na resguardo do empreendedorismo, tornou-se um dos três pilares da pré-candidatura, juntamente com a responsabilidade fiscal e o endurecimento contra a criminalidade. Há dez dias, o senador lançou o projecto Brasil pelas Elas, que promete bônus em creche, internet e celular gratuito para o segmento.

A pré-campanha também produziu conteúdos voltados às redes sociais e planos para dar maior exposição à esposa do senador, a dentista Fernanda. Ela criou um perfil público no final do ano pretérito e recebeu muitos elogios do marido durante a convenção vernáculo do PL, no sábado, 25 de julho. Outra prioridade é a eleição de uma mulher para o missão de vice-presidente. A ex-presidente da Caixa Econômica Federalista, Daniella Marques, é a favorita, embora a resistência do seu partido, o Republicanos, seja um tropeço.

Atrito e o padrão histórico de distanciamento
As tentativas de reaproximação, no entanto, esbarram em ruídos e crises recentes que testam a eficiência de novas estratégias. A campanha precisou haurir as declarações do influenciador coligado Paulo Figueiredo, que afirmou que as mulheres votam muito mal. Outrossim, Flávio enfrentou atritos públicos com a madrasta, Michelle Bolsonaro, principal aposta do partido para atrair eleitoras. Em junho, ela postou um vídeo no qual afirmava que o enteado a havia desrespeitado e abusado.

Apesar de uma reconciliação mediada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a participação de Michelle na convenção do partido limitou-se a um pequeno vídeo pedindo bênçãos para a candidatura, mas sem elogiar Flávio, levantando dúvidas sobre seu real comprometimento.

A observador política Lilian Sendretti, pesquisadora do Núcleo Brasílio de Estudo e Planejamento, explica que a resistência das eleitoras segue um padrão global estudado há décadas, sabido uma vez que disparidade de gênero, caracterizado pelo menor pedestal feminino a partidos e candidaturas de direita, mormente os radicais. Segundo a pesquisadora, as mulheres brasileiras têm maior aversão a discursos políticos agressivos e percepção de conflito permanente, características frequentemente associadas ao Bolsonaroismo. Lilian acredita que Flávio pode ampliar o diálogo com esse público, mas alerta que, se os eleitores perceberem as ações somente uma vez que marketing, sem mudanças reais na agenda, o impacto será restringido.

As ações dos adversários e a procura pelo diálogo
As dificuldades de Flávio Bolsonaro também norteiam a atuação de seus concorrentes, que buscam solidificar sua vantagem no segmento. O presidente Lula intensificou suas mensagens aos eleitores, prometendo penas mais duras e o uso de tornozeleiras eletrônicas para os agressores. Só no primeiro trimestre, o PT participou de mais de dez ações voltadas às mulheres, incluindo o lançamento do Pacto Vernáculo Brasílio contra o Feminicídio. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, também recebeu o grupo na sua convenção de domingo, 26 de julho, com a promessa de confiscar os bens dos agressores para os entregar às vítimas.

Tentando projetar uma imagem menos agressiva e mais oportunidade ao diálogo junto ao eleitorado universal, Flávio aceitou a sugestão de seus aliados de fabricar um juízo de campanha. O órgão deve reunir advogados, empresários e políticos de partidos neutros, uma vez que Podemos, Republicanos, PP e União Brasil. O objetivo é expelir a percepção de isolamento político decorrente da falta de partidos filiados e apresentar um contraste em relação a Lula, buscando transmitir um perfil conciliador que também possa reduzir a suspicácia entre as eleitoras.

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