Swiatek defende trabalho com Roig e aponta aspectos a melhorar
Wuhan (China) – A polonesa Iga Swiatek demonstrou confiança no trabalho com o técnico espanhol Francis Roig, com quem iniciou uma parceria em abril. Em entrevista à imprensa chinesa, a ex-número 1 do mundo e atual oitava colocada no ranking da WTA ressaltou a importância de ter paciência para desenvolver novas armas em seu jogo.
Aos 25 anos, Swiatek encerra uma temporada abaixo das expectativas. Dona de seis títulos de Grand Slam, ela não conquistou nenhum torneio desse nível em 2026 e ficou fora do WTA Finals. Seu único troféu no ano veio no WTA 1000 de Toronto.
Em meio a questionamentos da imprensa polonesa sobre a parceria com Roig, a tenista elogiou a visão de jogo do espanhol e sua disposição para acompanhá-la em diferentes torneios do circuito.
“Quando você escolhe um treinador, precisa ter certa confiança, porque nunca pode saber com 100% de certeza se ele será a pessoa certa para você. Acho que, depois de alguns meses, você começa a enxergar com clareza qual é a ideia de jogo dele. Nós já havíamos conversado antes de nos conhecermos pessoalmente, e gostei da visão dele”, afirmou Swiatek.
Segundo a polonesa, o comprometimento do treinador também facilita a implementação de mudanças, mesmo quando as novas soluções não funcionam naturalmente no início. “Quando um treinador está tão comprometido, fica mais fácil para o jogador confiar nele e se atrever a fazer mudanças no próprio jogo. Estou muito feliz por estarmos trabalhando juntos. Acho que tudo está indo muito bem”, acrescentou.
Saque e jogo de rede estão entre as prioridades
Swiatek reconheceu que a passagem por diferentes treinadores nos últimos anos trouxe perspectivas variadas sobre o tênis, mas ressaltou que a evolução de seu jogo exige tempo e planejamento. “Tenho muita clareza sobre os aspectos que preciso melhorar. Sempre foram o saque e, talvez, a execução dos voleios, além de subir um pouco mais à rede. Mas tudo leva tempo”, explicou.
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A número 1 do mundo em quatro temporadas diferentes também destacou a dificuldade de implementar mudanças durante um calendário tão intenso como o do tênis profissional. Ao contrário de modalidades que contam com períodos extensos de preparação, as tenistas precisam conciliar os ajustes técnicos com a participação em torneios ao longo de praticamente todo o ano.
“Não é fácil introduzir muitas mudanças e evoluir constantemente, porque, durante grande parte da temporada, você precisa se concentrar em se adaptar às condições de cada lugar. Não temos dois ou três meses de pré-temporada. Para nós, é mais complicado.”
Iga considera que o trabalho envolve tanto corrigir pontos específicos quanto fazer pequenos ajustes contínuos. A ideia é encontrar um equilíbrio entre a evolução técnica e a necessidade de manter o rendimento nas competições. “Trata-se de continuar evoluindo como tenista e, ao mesmo tempo, estar preparada para competir no próximo torneio e render ao máximo no presente”, concluiu.
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Iga talks about her coach— Igamisu (@1gatekPH) October 23, 2026
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