Antonelli nem foi campeão ainda e já está focado no que melhorar em 2027
Antonelli diz que a calma vem das pessoas ao seu entorno. O pai, que sempre está ao seu lado, os amigos, que viajaram até Austin para, nas palavras dele, “jogar baralho e se divertir”, e uma equipe acostumada a decisões de título – foram oito nos últimos 12 anos. Mais do que isso: ao mesmo tempo em que caminha a passos largos para o título, agora nem precisando terminar o GP da Cidade do México, no domingo, para ser campeão, ele tem na ponta da língua o que não deu certo e precisa melhorar para o futuro.
Tem sido uma boa surpresa, esta temporada até agora. Claro, ainda não acabou. Ainda há algumas corridas em que quero me sair bem e continuar lutando por vitórias. Seria ótimo terminar em alta. Mas, sim, definitivamente, olhando para trás, para a temporada, ainda há coisas para trabalhar e melhorar, na mentalidade em certas situações ou na maneira como lido com alguns cenários. Então, com certeza, no final da temporada, terei mais tempo para analisar as coisas: o que correu bem, o que poderia ter sido melhor. Mas, definitivamente, tem sido uma temporada muito consistente até agora, e vamos tentar mantê-la assim até o final.
Em primeiro lugar, o terceiro treino livre na Austrália, o erro. No Japão, tive uma má execução na largada. Depois, Miami também, a corrida sprint, desperdiçando pontos por causa dos limites de pista. Sim, os limites de pista têm sido o maior problema para mim. E também em algumas sessões de classificação, eu simplesmente não entrei com a mentalidade certa. Então, sim, só preciso garantir que vou melhorar nesses aspectos.
Kimi Antonelli
Lembrar de um erro em um treino livre na primeira etapa do ano logo depois de terminar uma de suas melhores corridas na F1, tendo dominado o GP dos Estados Unidos do começo ao fim, é um dos motivos que explicam o fato de Antonelli estar tão perto do título logo em seu segundo ano na categoria. Todos os que trabalham com ele apontam que sua curva de aprendizado é muito acentuada.
Mas, mesmo assim, essa calma em um momento inédito para ele é algo que não tem como ser tirado de alguma experiência anterior. Talvez seja por isso que ele mesmo se surpreenda com a calma que demonstrou por todo o fim de semana em Austin.
A vitória foi mais um passo largo rumo ao título, e praticamente elimina qualquer necessidade de sentir pressão: com impressionantes 123 pontos de vantagem em cima do próprio companheiro de Mercedes, George Russell, ele só precisa de dois pontos para ser campeão sem depender de ninguém. Ele precisa fazer o que conseguiu em 16 das 18 corridas disputadas até aqui.
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