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Brasil tem cerca de 15 milhões de corredores e modalidade amplia presença nas cidades

Brasil tem cerca de 15 milhões de corredores e modalidade amplia presença nas cidades

Brasil tem cerca de 15 milhões de corredores e modalidade amplia presença nas cidades

A corrida de rua reúne aproximadamente 15 milhões de praticantes no Brasil, segundo estimativa apresentada por Thadeus Kassabian, cofundador da Yescom, durante o SDE Bisutti Talks desta segunda-feira (19), em São Paulo (SP). O crescimento da modalidade se reflete na quantidade de eventos organizados nas cidades e na demanda por infraestrutura, fornecedores e profissionais especializados.

Na capital paulista, o calendário passou de uma média de quatro para sete corridas por fim de semana nos últimos anos, de acordo com os números apresentados pelo executivo. A Yescom, responsável por algumas das principais provas brasileiras, mantém aproximadamente 40 eventos anuais e impacto direto sobre cerca de 150 mil pessoas.

O encontro foi realizado no Bisutti Viale 441 pelo Instituto Sou do Esporte, em parceria com a Bisutti e com apresentação da Foco Radical. A discussão reuniu empresários e executivos para tratar do crescimento das provas e de seus efeitos sobre a economia.

“Corrida de rua é negócio. Um evento movimenta estrutura, som, camiseta, água, fornecedores e pessoas. Para colocar uma corrida na rua é preciso gestão, organização e responsabilidade. Não estamos falando apenas de uma atividade esportiva, mas de uma cadeia que movimenta diferentes áreas”, declarou Kassabian.

Mais provas, maior necessidade de informação

A realização das corridas exige planejamento para receber participantes, organizar estruturas temporárias, contratar serviços e garantir condições adequadas de segurança. A expansão também aumenta a necessidade de avaliar os resultados de cada evento.

Kassabian defendeu a produção de indicadores específicos para orientar organizadores, patrocinadores e fornecedores. Segundo ele, ainda existem dificuldades para medir com precisão o faturamento e os resultados comerciais da modalidade.

O assunto está entre os objetivos do PIB do Esporte, iniciativa do Instituto Sou do Esporte que busca demonstrar a participação das atividades esportivas na economia brasileira.

A primeira edição do levantamento, desenvolvida com metodologia da EY, mostrou que o setor movimentou R$ 183,4 bilhões em 2023 e esteve associado a 3,3 milhões de empregos diretos e indiretos.

“Precisamos parar de olhar o esporte apenas como ferramenta de inclusão e passar a enxergá-lo também como ferramenta de investimento. O esporte pode ser um negócio que gera impacto, emprego, retorno e movimenta diferentes setores da economia. É essa mudança de percepção que precisamos construir”, afirmou Fabiana Bentes, presidente do Instituto Sou do Esporte.

O próximo SDE Bisutti Talks acontecerá em 1º de dezembro, com o encontro “Negócios em Foco”, que reunirá cerca de 50 convidados. No dia anterior, 30 de novembro, o instituto realizará sua premiação anual na Sala São Paulo, com homenagem ao ex-jogador Cafu. Será o 11º Prêmio Sou do Esporte Foco Radical.

O Instituto Sou do Esporte foi fundado em 2015 pela jornalista Fabiana Bentes e promove iniciativas relacionadas à governança, à transparência, à economia esportiva e ao impacto social, incluindo o PIB do Esporte, o Prêmio Sou do Esporte Foco Radical e o SDE Bisutti Talks.







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