Depois despovoar plataforma de Pazolini, PSD estuda lançar candidato próprio ao Governo do ES – Em Dia ES
O PSD anunciou nesta segunda-feira (20) que reavaliou seu pedestal à pré-candidatura do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao Palácio Anchieta e estuda lançar candidatura própria ou penetrar diálogo com outros nomes na disputa eleitoral capixaba. A decisão foi tomada em seguida Pazolini selar confederação política com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), em evento realizado no último sábado (18), em Vitória. A associação incluiu a exigência do PL de pedestal à pré-candidatura de Maguinha Súcia ao Senado, o que gerou um impasse na indicação do deputado estadual Sérgio Meneguelli (PSD) para o mesmo função.
Reorganização no PSDB e opções para o Palácio Anchieta
Em nota divulgada nesta segunda-feira (20) pelo prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, o partido informou que iniciará uma agenda de conversas com todas as frentes políticas do Espírito Santo. O encontro que definiu o novo função reuniu lideranças porquê o ex-governador Paulo Hartung, a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, e o ex-secretário de Governo de Vitória Aridelmo Teixeira, contando também com o pedestal do presidente pátrio do partido, Gilberto Kassab.
Segundo Vitor Vogas, colunista da A Jornal, o PSD reavaliou a decisão inicial de formar uma coligação com os republicanos e estuda a possibilidade de formar uma candidatura a todo vapor às eleições. Nesse cenário, o ex-governador Paulo Hartung disputaria o comando do Executivo estadual, enquanto o deputado estadual Sérgio Meneguelli concorreria ao Senado. Lívia Vasconcelos é considerada candidata a vice-presidente ou para concorrer a vaga proporcional. Segundo o presidente do PSD estadual em entrevista ao colunista, Hartung “está disponível e tem vontade política”.
“O cenário político mudou e nós, do PSD, estamos atentos. A partir de agora iniciaremos uma agenda de diálogo, ouvindo todas as forças políticas, colocando sempre os interesses do Espírito Santo supra de qualquer projeto pessoal, mas alinhando o protagonismo do partido no porvir político que o Espírito Santo escolherá para os próximos anos”, declarou Renzo Vasconcelos na nota solene.
O dirigente acrescentou que a trajetória recente do partido o qualifica para disputar cargos majoritários, destacando que o partido pretende liderar as articulações até a convenção estadual, marcada para os dias 2 e 4 de agosto. O PSDB tem mais de 50 segundos de tempo por conjunto no horário eleitoral livre de rádio e televisão.
A medida ocorre em seguida a publicação de pesquisa realizada pelo instituto Quaest, citada por colunistas de A Jornal, na qual Paulo Hartung aparece empatado em primeiro lugar em intenção de voto para o governo do estado, ao lado de Lorenzo Pazolini e do atual governador Ricardo Ferraço (MDB). O deputado Sérgio Meneguelli, que não compareceu à reunião do partido por agenda externa, comemorou o reposicionamento do partido. “Ninguém vai ditar as regras ao PSD. Agora estamos livres”, disse Sérgio Meneguelli à colunista Letícia Gonçalves.
Além de estudar a própria candidatura, o PSD informou que abrirá conversações com os demais candidatos ao governo do estado: o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o deputado federalista Helder Salomão (PT).
A confederação entre Lorenzo Pazolini e o PL
A desistência do PSD acontece tendo porquê tecido de fundo a reunião estadual do Partido Liberal (PL), realizada no sábado (18) no Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória. Na ocasião, o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou pedestal público à pré-candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao governo do Espírito Santo, enquanto Pazolini indicou confederação de pedestal à candidatura do parlamentar à Presidência da República.
Porém, o pedestal do PL a Pazolini tornou-o quesito para a aprovação, pelos republicanos, da pré-candidatura de Maguinha Súcia (PL), filha do senador Magno Súcia, ao Senado. Esta exigência criou atritos com o PSD, que planeava nomear Sérgio Meneguelli para concorrer à vaga no Senado dentro do conjunto partidário.
Em seu oração no evento do PL, Flávio Bolsonaro elogiou a atuação de Pazolini na Câmara Municipal de Vitória e prometeu incorporar ações municipais de combate ao feminicídio em seu projecto de governo pátrio.
“Esse documento, a Lei Maria da Penha, não vai tutorar a mulher. O que vai tutorar a mulher é o que o Lorenzo fez cá porquê prefeito de Vitória e o que ele fará no governo do Estado porque tem o nosso pedestal porquê candidato a governador do Estado. disse Flávio Bolsonaro.
O evento político no Espaço Patrick Ribeiro teve apelo religioso e discursos com tom conservador. Maguinha Súcia usou a vocábulo “Deus” 43 vezes em seu oração de 18 minutos e defendeu temas porquê o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Alexandre de Moraes, a quem chamou de “imperador”, além de críticas ao presidente Lula (PT). O senador Magno Súcia também falou por mais de 20 minutos, criticando os ministros do Judiciário e da esquerda, e defendendo o objetivo de seleccionar bancadas fortes do PL.
O evento também contou com a presença do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, do deputado federalista Gilvan da Federalista e do vereador de Vitória Armandinho Fontoura (PL), que chegaram ao lugar portando tornozeleira eletrônica conforme ordem judicial. Durante seu oração, Flávio Bolsonaro criticou o governo federalista, prometeu propostas para a segurança pública porquê a ampliação das prisões federais e mudanças na legislação penal, além de tutorar a redução de impostos e o término da reeleição presidencial.
A atitude de Ricardo Ferraço em palco
Enquanto o PSD e o grupo de Pazolini reorganizam suas articulações, o governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição, adotou posição de neutralidade em relação à disputa pela Presidência da República.
Segundo informações levantadas pela colunista Letícia Gonçalves, de A Jornal, Ferraço indicou que não fará campanha por nenhum dos candidatos ao Palácio do Planalto. A decisão segue a orientação pátrio do MDB, que liberou os membros nos estados para definirem seus alinhamentos locais. Em março, quando era presidente do MDB estadual (função assumido em maio pelo prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio), Ferraço assinou um manifesto defendendo a independência do partido nas eleições presidenciais.
Em pronunciamento durante a convenção estadual do Podemos, na noite desta segunda-feira (20), em Vitória, o governador afirmou:
“Estou disposto a continuar liderando o Espírito Santo e a governar o estado com quem o povo capixaba e os brasileiros decidirem poder governar nascente país. Farei campanha para ser reeleito governador do Espírito Santo, para fortalecer o Espírito Santo.
Posicionado no campo da centro-direita, Ferraço não é próximo do PT, {sigla} que dava cargos de nomeação política no governo do estado antes do emedebista assumir o Executivo e que lançou a pré-candidatura do deputado federalista Helder Salomão ao Palácio Anchieta. Ao mesmo tempo, Ferraço tem piscado o olho para o eleitorado conservador em agendas públicas, porquê participação no evento “Moca com Pólvora” e reuniões com o empresário Luciano Hang, mantendo-se, porém, remoto do tribuna do PL de Flávio Bolsonaro no Estado.
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