Erick Pulgar é absolvido pelo STJD após Fla-Flu
Erick Pulgar foi absolvido pelo STJD após entrada em Rodrigo Castillo. Foto: SPP Sport Press Photo. /Alamy Live News
Erick Pulgar e Mattheus Montenegro foram absolvidos pela 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (15). O volante do Flamengo foi julgado pela entrada em Rodrigo Castillo, enquanto o presidente do Fluminense respondeu pelas críticas à arbitragem após o clássico.
A absolvição do chileno foi unânime. No caso do dirigente, a decisão ocorreu por maioria dos votos. Além disso, o comunicado oficial do tribunal informou que os dois resultados são de primeira instância. Isto é, ainda permitem recurso ao Pleno.
Vale lembrar que o jogador do Rubro-Negro corria risco de suspensão de uma a seis partidas. Já o presidente do Nense poderia receber afastamento de 15 a 180 dias.
Por que Erick Pulgar foi absolvido pelo STJD?
O lance aconteceu aos 30 minutos do primeiro tempo do clássico de domingo (11). Na ocasião, Erick Pulgar chegou atrasado na disputa e atingiu o joelho de Rodrigo Castillo com a sola da chuteira. Com isso, Rafael Rodrigo Klein aplicou cartão amarelo, decisão contestada pelos tricolores.
No entanto, a Procuradoria enquadrou o meio-campista do Flamengo no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), relativo à prática de jogada violenta. A defesa sustentou que o julgamento não deveria funcionar como revisão da avaliação feita pela arbitragem em campo.
O relator Gabriel da Fonseca considerou a súmula e defendeu uma atuação contida da Justiça Desportiva nesse caso. Os demais auditores acompanharam a absolvição do volante, que não recebeu suspensão pelo episódio.
Críticas de Mattheus Montenegro foram consideradas manifestação de opinião
Já o presidente do Fluminense respondeu ao artigo 258, parágrafo segundo, inciso II, que trata de desrespeito aos integrantes da arbitragem ou de reclamações desrespeitosas contra suas decisões. Após a derrota, Montenegro questionou a permanência de Pulgar em campo e reclamou de possíveis pênaltis não marcados.
“Para ficar claro: a arbitragem foi um lixo. Uma m****. Um lixo, uma m****”, disparou. A maioria da comissão entendeu que as palavras se dirigiam ao desempenho da arbitragem, sem atingir a honra pessoal dos profissionais.
Porém, o presidente em exercício da comissão, Caio Barros, divergiu. Isto é, ele propôs pena de 15 dias convertida em advertência, mas foi vencido.
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