Fatores de risco para o câncer de mama: o que pode e o que não pode ser mudado
Alguns fatores estão ligados à genética e à história reprodutiva; outros dependem de hábitos. Conhecer a diferença ajuda a cuidar da saúde com informação.
O câncer de mama não tem uma causa única. Ele resulta da combinação de diversos fatores, alguns ligados a características que não podemos controlar e outros relacionados ao estilo de vida. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), conhecer esses fatores é importante para entender o próprio risco e adotar hábitos que contribuam para a prevenção.
O que é um fator de risco
Fator de risco é qualquer característica ou situação que aumenta a probabilidade de uma pessoa desenvolver determinada doença. Ter um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa terá câncer. Da mesma forma, pessoas sem fatores de risco conhecidos também podem desenvolver a doença. Por isso, a atenção aos sinais e o acompanhamento de saúde valem para todos.
Fatores que não podem ser mudados
Idade
O envelhecimento é um dos fatores mais relevantes. O risco de câncer de mama aumenta com a idade, o que explica por que o rastreamento com mamografia é direcionado a faixas etárias específicas.
Fatores hereditários e genéticos
De acordo com o INCA, o histórico familiar merece atenção, especialmente nos seguintes casos:
- câncer de ovário na família;
- câncer de mama em homens da família;
- câncer de mama em mãe, irmã ou filha, principalmente antes dos 50 anos.
Mulheres com alterações genéticas herdadas, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, têm risco elevado de câncer de mama e de ovário. Ainda assim, segundo o INCA, apenas uma parcela pequena dos casos, entre 5% e 10%, está relacionada a fatores hereditários.
História reprodutiva e hormonal
O INCA também lista fatores ligados à exposição aos hormônios ao longo da vida, como:
- primeira menstruação antes dos 12 anos;
- não ter tido filhos;
- primeira gravidez após os 30 anos;
- menopausa após os 55 anos.
Alguns fatores hormonais dependem de escolhas que devem ser feitas com orientação médica, como o uso prolongado de contraceptivos hormonais e a reposição hormonal combinada na menopausa, especialmente por mais de cinco anos. Essas decisões devem considerar riscos e benefícios individuais.
Fatores que podem ser modificados
Segundo o INCA, alguns fatores de risco estão relacionados a comportamentos e ao ambiente:
- obesidade e sobrepeso, principalmente após a menopausa;
- sedentarismo, ou seja, a falta de atividade física;
- consumo de bebidas alcoólicas;
- exposição frequente a radiações ionizantes, como as de exames de imagem repetidos sem indicação.
São justamente esses fatores que abrem espaço para a prevenção.
Hábitos que ajudam a reduzir o risco
As orientações das instituições de saúde para reduzir o risco de câncer de mama incluem:
- manter o peso corporal adequado, com alimentação equilibrada;
- praticar atividade física regularmente;
- evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
- amamentar, sempre que possível, já que a amamentação é considerada um fator de proteção.
Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e feijões, contribui para o controle do peso e para a saúde de forma geral.
Mitos comuns
Algumas crenças circulam com frequência, mas não têm respaldo das instituições de saúde. Desodorantes, sutiãs com aro e pancadas nas mamas, por exemplo, não são reconhecidos como fatores de risco para câncer de mama. Antes de acreditar em informações que circulam pelas redes sociais, consulte fontes oficiais.
Quando o risco é mais alto
Pessoas com histórico familiar importante ou com alterações genéticas conhecidas podem precisar de acompanhamento diferente. O INCA recomenda, nesses casos, acompanhamento clínico individualizado. Se você tem casos de câncer de mama ou ovário na família, converse com um profissional de saúde sobre o seu histórico.
Informação e acompanhamento
Conhecer os fatores de risco não é motivo para medo, mas uma forma de tomar decisões mais conscientes. Adotar hábitos saudáveis, manter as consultas em dia, conhecer o próprio corpo e realizar os exames indicados para cada faixa etária são atitudes que, juntas, fazem diferença.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
Fontes: INCA, cartilha sobre câncer de mama (edição 2025); INCA, “Fatores de risco” (Controle do câncer de mama); INCA, “Detecção precoce”.
Imagem de capa: Jewel Jordan / Pexels (Licença Pexels)
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