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Flamengo e Atlético-MG tentam barrar acordo do Corinthians

Flamengo e Atlético-MG tentam barrar acordo do Corinthians

Flamengo e Atlético-MG tentam barrar acordo do Corinthians

Flamengo e Atlético-MG tentam barrar acordo de R$ 630 milhões entre Corinthians e Caixa

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o presidente do Flamengo (Crédito: Paulo Reis/Flamengo)

A negociação entre Corinthians e Caixa Econômica Federal para resolver a dívida de aproximadamente R$ 630 milhões da Neo Química Arena provocou insatisfação em outros clubes brasileiros. Dirigentes ligados ao Flamengo e ao Atlético-MG estariam articulando uma tentativa de impedir a concretização do acordo, por considerarem que as condições oferecidas ao Timão poderiam representar um tratamento privilegiado.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Venê Casagrande, representantes dos dois clubes já iniciaram conversas sobre possíveis medidas contra a negociação. A principal preocupação envolve a participação de um banco público em uma operação que pode resultar na quitação de uma dívida milionária do Corinthians.

A insatisfação de dirigentes de Flamengo e Atlético-MG está relacionada às condições financeiras discutidas entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal. Na avaliação desse grupo, a utilização de recursos de uma instituição pública poderia beneficiar o clube paulista em relação aos demais participantes do futebol brasileiro.

Por isso, representantes dos clubes estariam buscando alternativas para barrar o acordo antes de sua conclusão. Entretanto, ainda não há informações sobre a apresentação de uma medida judicial ou de uma contestação formal contra a negociação.

O questionamento surge justamente quando o Corinthians conseguiu avanços importantes nas conversas com a Caixa. Na sexta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram em Brasília e assinaram um termo de confidencialidade para dar continuidade às tratativas.

Apesar da insatisfação de outros dirigentes, não existe uma decisão definitiva sobre a quitação da dívida. Corinthians e Caixa continuam avaliando as condições comerciais e financeiras de um possível entendimento.

Corinthians consegue suspensão de pagamentos por um ano

Um dos principais avanços nas negociações foi o acordo para suspender, durante 12 meses, os pagamentos relacionados ao financiamento da Neo Química Arena. Nesse período, a Caixa também deixará de reter parte das receitas obtidas pelo Corinthians com bilheteria e premiações esportivas.

Pelo contrato de renegociação firmado em 2022, o banco poderia reter 55% da arrecadação dos jogos e 50% das premiações conquistadas pelo clube. Com a suspensão temporária, esses valores poderão ser utilizados pela diretoria para atender outras necessidades financeiras.

A medida representa um alívio importante para o Corinthians, que enfrenta dificuldades para cumprir compromissos e acumula atrasos em pagamentos ao elenco. Entretanto, a suspensão não significa que o banco tenha perdoado a dívida, já que o débito permanece enquanto não houver um acordo definitivo.

Naming rights da Neo Química Arena entram na negociação

A proposta apresentada pelo Corinthians envolve a possibilidade de a Caixa assumir os direitos comerciais sobre o nome do estádio. Atualmente, os naming rights pertencem à Hypera Pharma, responsável pela marca Neo Química.

A diretoria corintiana avalia que o direito de nomeação da arena poderia alcançar aproximadamente R$ 70 milhões por temporada. Esse valor serviria como referência para uma operação comercial que permitiria ao banco explorar o estádio por determinado período em troca da quitação do financiamento.

Além disso, as conversas incluem a instalação de uma agência da Caixa dentro da Neo Química Arena, voltada ao atendimento da população da Zona Leste de São Paulo. A iniciativa ampliaria a presença comercial da instituição na região.

Outra possibilidade discutida é a transferência das operações bancárias do Corinthians para a Caixa, incluindo contas, pagamentos de salários e movimentação de receitas. Serviços financeiros ligados ao programa Fiel Torcedor também poderiam integrar o pacote.

Dívida da Neo Química Arena ainda não foi quitada

Embora as negociações tenham avançado, Corinthians e Caixa ainda precisam definir as condições de uma eventual quitação dos aproximadamente R$ 630 milhões devidos pelo estádio.

A proposta depende de um entendimento sobre a avaliação dos ativos comerciais, a duração dos contratos e as obrigações assumidas por cada parte. Além disso, a participação de um banco público aumenta a atenção sobre os aspectos legais e financeiros da operação.

Enquanto o Corinthians considera o acordo uma oportunidade para aliviar sua crise financeira, dirigentes de outros clubes questionam os possíveis benefícios concedidos ao rival. A divergência promete ganhar novos capítulos à medida que as conversas avançarem, mas ainda não há confirmação de que Flamengo e Atlético-MG tenham apresentado alguma medida formal para impedir a negociação.

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