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Fórmula 1 anuncia contrato de 10 anos para fazer o GP da África em Ruanda

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Fórmula 1 anuncia contrato de 10 anos para fazer o GP da África em Ruanda

O continente africano também foi palco de duas decisões de título: em 1962, também na África do Sul, mas no circuito de East London, Graham Hill ganhou seu primeiro título mundial. E a única prova oficial disputada no Marrocos, em Casablanca, ficou marcada pelo título de Mike Hawthorn com a Ferrari, e também pelo acidente fatal do piloto britânico Stuart Lewis-Evans, que tinha a carreira gerenciada por Bernie Ecclestone.

Atualmente, o único continente em que a F1 não tem presença apresenta uma grande oportunidade de crescimento: segundo os números da categoria, a África tem 100 milhões de torcedores do esporte, sendo 60% em mercados-chave na África subsaariana e com menos de 35 anos.

E a escolha de Ruanda tem a ver com o amplo investimento do país no turismo nos últimos anos, o que inclui em sua estratégia receber eventos esportivos internacionais. Foi em Ruanda, por exemplo, que Gabriel Bortoleto recebeu seu troféu pelo título da F2 em 2024.

O dia de hoje pertence à África. Por mais de três décadas, o principal campeonato de automobilismo do mundo realizou corridas sem a presença deste continente, e isso muda com este acordo. Ruanda tem orgulho de sediar o Grande Prêmio da África de Fórmula 1 e de compartilhar este momento com mais de 100 milhões de fãs em toda a África — muitos deles jovens que merecem ver o esporte em sua própria terra e se enxergar nele: como engenheiros, técnicos, empreendedores e, um dia, pilotos.

Esta parceria de dez anos é também um investimento no futuro de Ruanda. O circuito em Bugesera, ao lado do novo aeroporto internacional, trará empregos, capacitação, turismo e novos negócios para o nosso país e a nossa região por muitas décadas, pois nosso objetivo nunca foi apenas um fim de semana de corrida, mas sim um benefício duradouro para o nosso povo.
Paul Kagame, presidente de Ruanda

Hoje é um momento histórico para a Fórmula 1. Com a entrada de Ruanda no calendário a partir da próxima década, nosso esporte correrá em todos os continentes habitados, aproximando o Campeonato Mundial, mais do que nunca, dos fãs ao redor do globo. A África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1 e, desde o início, estávamos determinados a retornar da maneira certa, com o parceiro ideal, um compromisso de longo prazo e uma visão clara para gerar um impacto significativo.
Stefano Domenicali, CEO da F1

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