Gilmar Mendes diz que não há base lícito para a CPI processar ministros do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta terça-feira (14) que não há base lícito para que a Percentagem Parlamentar de Sindicância (CPI) do Delito Organizado processe membros do Tribunal. A certeza ocorre em seguida a apresentação do relatório final da percentagem, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pede a tipificação de três ministros e do procurador-geral da República por crimes de responsabilidade. O documento de 221 páginas está previsto para ser votado esta tarde, no Congresso Pátrio, em Brasília.
O teor do relatório e os procedimentos.
O parecer elaborado por Alessandro Vieira pede a denúncia de Gilmar Mendes e seus pares do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A justificativa medial do palestrante se baseia na tramitação do processo contra o Banco Master no Supremo. Segundo o texto, há indícios de que as autoridades cometeram crimes de responsabilidade, classificados no documento uma vez que práticas de “para proferir sentença, quando, por lei, ele é suspeito do caso” meu “agir de maneira incompatível com a honra, a pundonor e o decoro de seus deveres”.
A sessão de leitura da súmula e votação do relatório acontece na tarde desta terça-feira. Para que as acusações e recomendações sejam formalizadas, o texto deverá ser ratificado pela maioria dos parlamentares integrantes da CPI. Na prática, caso a percentagem aprove o documento, a decisão poderá subsidiar a apresentação de um pedido de impeachment contra as quatro autoridades. Esse tipo de pedido deve ser apresentado separadamente à Mesa do Senado Federalista, órgão responsável por processar e julgar os crimes de responsabilidade, que possuem natureza ritual e política dissemelhante dos crimes comuns.
Argumentação e sátira a Gilmar Mendes
Em seguida o teor se tornar público, Gilmar Mendes usou a rede social X para criticar a conduta da percentagem e do relator. Segundo o ministro, a iniciativa de tentar criminalizar as decisões judiciais, concretamente a licença de habeas corpus, instrumento jurídico talhado a proteger a liberdade de circulação, “Flerta com a arbitrariedade.” Mendes sustentou que é “rudimentar, mesmo para um estudante de Recta, que a denúncia constitua ato privativo de procurador de polícia e não se aplique a crimes de responsabilidade”.
O juiz destacou que infrações dessa natureza são regidas por legislação específica, a Lei do Ministério Público (Lei 1.079/1950). Essa lei, segundo ele, atribui a cultura para processar os processos exclusivamente à Mesa Diretora do Senado, à Percentagem Peculiar e ao Plenário da Câmara.“sem sequer prever o papel do IPC neste procedimento.” O ministro reforçou que as comissões parlamentares são importantes instrumentos de fiscalização, mas que os excessos e a utilização destas comissões para fins de panfletagem podem constituir injúria de poder.
Mendes também acusou o louvado de injúria de propósito por não promover violações de sigilo entre integrantes da partido. “O relatório revela uma verdadeira cortinado de fumaça, ao não abordar o grave problema que representava e ao se destinar a espessar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para determinados atores políticos”, declarou o ministro.
Resguardo interna e posicionamento das instituições.
O ministro do STF, Flávio Dino, que não consta do relatório, apoiou as críticas em resguardo da Incisão. Dino descreveu a posição da percentagem uma vez que um “grande erro” ao colocar o Supremo Tribunal uma vez que o maior problema do país, destacando que o tribunal toma sempre decisões para combater o violação.
O juiz destacou que o IPC descumpriu seu escopo original ao não reportar nomes diretamente ligados a organizações criminosas. “É irresponsável investigar o violação organizado e não mourejar com milicianos, traficantes de drogas, vendedores ilegais de armas, garimpeiros ilegais, facções que controlam territórios, assassinos e pistoleiros, etc.” Dino gravou nas redes sociais.
No projecto institucional, a Associação Pátrio dos Procuradores da República (ANPR) manifestou-se em resguardo de Paulo Gonet, afirmando que as conclusões do relatório sobre a atuação do procurador-geral são “precipitadas e infundadas”. A Procuradoria-Universal da República informou que não fará sintoma solene sobre o caso.
Até a publicação deste relatório, o STF e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não haviam retornado aos questionamentos da prelo. O impacto do documento tensiona ainda mais a relação entre os poderes em Brasília.
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