Jardim nega que Fla jogou ‘por empate’ e diz: ‘Não podemos ser românticos’
“Por isso eu aceito que nós, que somos a equipe que faz mais gols na temporada e que produz mais situações de ataque, não conseguimos isso por mérito do adversário. E pelo impacto físico, que foi tão grande, com umas 40 faltas para cima. Foram muitos duelos, o que gerou dificuldade principalmente aos nossos jogadores mais técnicos. Perdemos a competitividade, mas o equilíbrio não. Isso era importante, não podíamos ir para um segundo jogo e entregar o primeiro. A luta continua no Maracanã e queremos ser mais competentes”, disse Jardim.
O português também criticou o árbitro Juan Benítez. Para Jardim, o paraguaio permitiu essas muitas faltas do Estudiantes, o que dificultou o jogo do Flamengo. “Foi um jogo dentro do que a gente esperava. Extremamente agressivo. Mais do que competitivo, agressivo. Muito difícil de jogar, vocês viram, muitos contatos. O árbitro permitia agarrar, dar porrada, deixou andar. Para nós, que gostamos de ter a bola, houve dificuldades. O contato não permitia a gente ter a bola mais vezes, mas já sabíamos disso, como o árbitro apitava, o que o adversário pretendia fazer”, disse o treinador, antes de também citar, em outra resposta, as faltas do argentinos para justificar a falta de finalizações do Flamengo na direção do gol.
Com certeza não chutamos ou atacamos como prendíamos, também por mérito do Estudiantes. Como falei, muitas vezes fomos anulados com duelos e faltas, e isso matou o jogo. O árbitro foi dar um amarelo só no segundo tempo. Foi difícil jogar. Mas já sabíamos porque já jogamos aqui na fase de grupos. Foi uma luta muito grande, poucas situações de gol dos dois lados, porque é difícil jogar. Leonardo Jardim
Apesar da atuação pouco inspirada, o Flamengo depende de uma vitória simples na próxima quinta-feira (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, para chegar na final da Copa Libertadores. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
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