João Fonseca encerra ano sem títulos, acumula lesões e vê rivais superá-lo
Em maio, foi a vez do punho direito atrapalhar a programação. Fonseca desistiu do ATP 500 de Hamburgo para evitar agravar o problema, mas conseguiu disputar Roland Garros no fim daquele mês e chegou às quartas de final. Em junho, um desconforto no ombro direito o tirou do ATP 250 de Eastbourne. Ele voltou em Wimbledon e alcançou a terceira rodada.
A última interrupção aconteceu em agosto, no Masters 1000 de Cincinnati. Depois de vencer o holandês Botic van de Zandschulp na estreia, o brasileiro sentiu um incômodo no abdômen durante um treino e abandonou o torneio. Na sequência, também ficou fora do US Open e anunciou que não disputaria os torneios da gira asiática.
A decisão de parar também deve custar posições a Fonseca no ranking. Na última semana de outubro, ele perderá os 500 pontos do título da Basileia, conquistado no ano passado. No início de novembro, serão mais 50 pontos a menos, referentes à campanha no Masters 1000 de Paris em 2025.
A projeção é de uma queda entre dez e 15 posições, dependendo dos resultados dos concorrentes. Com isso, Fonseca corre o risco de sair do top 40. O norte-americano Learner Tien, por exemplo, já aparece à frente do brasileiro e ocupa atualmente a 17ª posição do ranking mundial.
Outro nome em ascensão é o espanhol Rafael Jódar, que também ganhou destaque no Masters 1000 de Xangai. Enquanto os rivais seguem disputando torneios e somando pontos, Fonseca não terá mais oportunidades de melhorar sua classificação nesta temporada.
A posição no ranking terá importância para o início de 2027, quando o brasileiro voltará a competir. O próximo Grand Slam será o Aberto da Austrália, em janeiro. Até lá, o tenista afirma prioridade será recuperar a condição física e mental para voltar ao circuito sem precisar interromper novamente o calendário.
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