Lula critica guerras, exige reforma da ONU e defende acordos comerciais na Europa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completou agenda solene na Europa nesta segunda (20) e terça (21), com visitas à Alemanha e a Portugal, onde criticou a escalada das tensões no Oriente Médio e a ineficácia da Organização das Nações Unidas (ONU) para resolver diplomaticamente as crises. Juntamente com o chanceler federalista germânico, Friedrich Merz, e numa reunião com autoridades portuguesas, o presidente brasílio assinou alianças comerciais e tecnológicas, debateu o porvir do conciliação Mercosul-União Europeia e sugeriu a atribuição do Prémio Nobel da Silêncio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo termo das hostilidades globais.
“Guerra contra a loucura” e até paralisia da ONU
Durante a inauguração da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hannover, Lula descreveu a atual situação no Oriente Médio porquê uma “guerra de loucura”, em referência aos riscos de retomada do conflito no Irã e de escalada no Líbano. O presidente afirmou que os Estados Unidos, por ser um país potente, não precisa provar força no dia a dia e sustentou que a situação pode ser resolvida “sem mortes, sem bombas, sentados à mesa de negociações.”
Lula lembrou do conciliação assinado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã sobre a questão do urânio, que acabou rejeitado pelos Estados Unidos e pela União Europeia. “Eles não quiseram concordar o conciliação e agora estão, mais uma vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010”disse. Ele destacou que as consequências económicas do conflito afectam a vida quotidiana da população global, impactando o preço dos mantimentos e dos combustíveis.
Juntamente com o chanceler germânico Friedrich Merz, o presidente apelou a uma reformulação do Parecer de Segurança da ONU, afirmando que a instituição está paralisada. “entre a ação de quem provoca a guerra e a inação de quem prefere silenciar”. Merz repetiu a preocupação e relatou ter solicitado uma reunião extraordinária nas Nações Unidas.
Prêmio Nobel da Silêncio para Trump
Na terça-feira (21), em seguida reunião com o primeiro-ministro em Lisboa, Portugal, o tom em relação à solução do conflito voltou-se para a política americana. Lula afirmou que é preciso “dar” em breve o Prêmio Nobel da Silêncio a Donald Trump.
“Vemos todos os dias declarações – que não sei se são uma piada ou não – do Presidente Trump dizendo que já pôs termo a oito guerras e que ainda não ganhou o Prémio Nobel da Silêncio. É importante que atribuamos em breve ao Presidente Trump um Prémio Nobel para que não haja mais guerras. acrescentou o presidente, reiterando que o cenário atual concentra o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
Ameaças a Cuba e intervenções unilaterais
A possibilidade de os Estados Unidos lançarem uma mediação militar em Cuba, com base nas repetidas ameaças de Donald Trump, também esteve na agenda da reunião bilateral na Alemanha. Friedrich Merz declarou que o governo germânico não identifica uma base jurídica ou transe para terceiros países que justifique uma ação militar na ilhéu caribenha. “Ser capaz de nos proteger não significa poder interferir noutros países que têm sistemas políticos dos quais não gostamos.” observou o chanceler.
Lula reafirmou sua posição contra intervenções unilaterais e desrespeito à integridade territorial, citando nações porquê Venezuela, Ucrânia, Irã e Filete de Gaza. O brasílio também criticou o embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, em vigor há quase sete décadas.
Convénio Mercosul-UE e métricas ambientais
No campo econômico, Lula e Merz comemoraram a aprovação do conciliação mercantil entre o Mercosul e a União Europeia, que entrará em vigor provisoriamente a partir de maio. Merz destacou o compromisso do Brasil com a desenlace do tratado, que prevê a promoção em áreas porquê tecnologia, lavra e economia rodear.
Mas, Lula aproveitou para criticar as medidas europeias que impõem mecanismos unilaterais de conta de carbono. Segundo o presidente, essas métricas ignoram o insignificante nível de emissões da indústria brasileira, baseada em fontes renováveis. “É legítimo promover políticas de descarbonização (…), mas não é correcto escolher métricas que não sejam fiáveis com a veras ou compatíveis com as regras multilaterais”, argumento.
Minerais críticos, biocombustíveis e novos acordos
A visitante à Alemanha, que nascente ano homenageia o Brasil em sua feira industrial (Hannover Messe), resultou na assinatura de acordos nas áreas de resguardo, lucidez sintético, tecnologias quânticas, infraestrutura, eficiência energética e bioeconomia.
A Alemanha, quarto parceiro mercantil do Brasil, manifestou interesse direto no setor brasílio de minerais críticos, essenciais para a transição energética e a fabricação de painéis solares e baterias. Lula respondeu destacando que o Brasil não quer somente atuar porquê exportador de commodities, mas também procura atrair cadeias de processamento para desenvolver tecnologia em nível pátrio.
Finalmente, ambos concordaram sobre a relevância dos biocombustíveis. Lula pediu a superação da “resistência ideológica” da Europa ao etanol e ao biodiesel, classificando-os porquê opções baratas e confiáveis para descarbonizar o transporte sem comprometer a produção de mantimentos. Merz reconheceu os avanços brasileiros no setor e afirmou que a Alemanha pode “aprender com o Brasil” na adoção dessas tecnologias.
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