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O vereador recluso por agredir policiais e invadir a mansão da ex está em liberdade e pode retomar o procuração

O vereador preso por agredir policiais e invadir a casa da ex está em liberdade e pode retomar o mandato

O vereador recluso por agredir policiais e invadir a mansão da ex está em liberdade e pode retomar o procuração

A Justiça do Espírito Santo concedeu liberdade provisória ao vereador da Serra Marlon Fred (PDT) nesta terça-feira (12), depois quase cinco meses de prisão preventiva. O parlamentar, impedido desde 15 de dezembro denunciado de invadir a residência da namorada e agredir policiais militares, deixou a unidade penitenciária depois executar medidas cautelares e poderá retomar sua cadeira na Câmara Municipal. A decisão foi proferida pelo desembargador Gustavo Grillo, da 2ª Vara Criminal da Serra, que acatou o parecer favorável do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) para a revogação da prisão.

A autorização de soltura foi emitida logo que a temporada de audiência de testemunhas foi concluída. Na ata da audiência, o magistrado justificou a soltura com base no cumprimento da instrução processual e no tempo que o vereador permaneceu impedido. O juiz também levou em consideração um “processo de reconciliação” denunciado pela resguardo, indicando que a namorada do parlamentar o visitou durante seu período na prisão.

“Quanto à situação prisional do arguido, a partir deste momento, com o objectivo da investigação processual e do tempo decorrido durante a prisão preventiva, no caso concreto e a partir de agora, é adequada e suficiente a emprego de medidas cautelares diversas, em substituição da prisão preventiva”, O juiz Gustavo Grillo registrou a decisão.

Regras e restrições judiciais.
Com a substituição da prisão preventiva, Marlon Fred passa a ter liberdade para responder a processos penais, mas sujeito a uma série de restrições estabelecidas pela 2ª Vara Criminal da Serra. O descumprimento das regras poderá resultar em novo mandado de prisão.

As medidas cautelares impostas determinam que o vereador:

  • Não saia da Comarca da Serra sem autorização prévia do Tribunal. Qualquer solicitação de viagem deverá ser analisada mediante decisão do Ministério Público.
  • Observar o confinamento domiciliar noturno, permanecendo em mansão diariamente a partir das 20h. às 6h. A única exceção concedida pelo juiz é para os dias em que as sessões da Câmara se prolongam até à tarde. Nestes casos, o parlamentar tem o prazo sumo de 30 minutos, uma vez concluídos os trabalhos legislativos, para retornar ao seu morada.
  • Participar de todos os processos quando convocado, mantendo seu endereço atualizado no tribunal.
  • Mantenha intervalo mínima de 500 metros das testemunhas, principalmente da mana da sua namorada, a quem cabe acionar a Polícia Militar no dia do ocorrido.

História do caso e cenário político.
Marlon Fred foi recluso em flagrante no dia 15 de dezembro de 2023. As acusações contra o parlamentar incluem invasão de propriedade, desacato, resistência e lesão corporal a um policial militar que atendeu à ocorrência na mansão de sua logo ex-namorada.

Durante os quase cinco meses de prisão, o vereador não pôde participar das sessões legislativas. Embora tenha obtido, no transcurso do processo, decisão favorável para sua transferência para um presídio semiaberto, não houve autorização para que ele se ausentasse do presídio para exercitar seu procuração.

Dada a privação prolongada, ao completar 120 dias de reclusão do titular, a Câmara da Serra convocou o suplente Uanderson Moreira (PDT) para assumir a presidência. Moreira ficará no incumbência por um mês nos próximos dias, mas deverá deixar o incumbência com a volta de Marlon Fred.

Posicionamento de resguardo
A resguardo do vereador argumentou que a libertação ocorreu tardiamente, destacando que Marlon Fred possui residência permanente e serviço formal, elementos que, segundo os advogados, já justificavam a libertação provisória em etapas anteriores do processo.

A advogada Ana Luísa Broedel destacou que as condições para a libertação já estavam reunidas antes da última decisão judicial. “Ele já cumpria os requisitos para ser libertado antes da audiência anterior. É um processo em que há um cenário evidente de ser libertado, no sumo com medidas cautelares”, ele afirmou.

O legista Homero Mafra, que também atua na resguardo do parlamentar, explicou o rito da última audiência que culminou na libertação. “Hoje foi ouvida a última testemunha e logo o Ministério Público solicitou a sua libertação, entendendo que não era mais necessário colocá-lo na prisão. Ele poderá voltar a executar o seu procuração”, disse. declarou Mafra. O processo criminal ainda está pênsil no tribunal estadual.

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