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OMS diz que hantavírus não é “novidade covid” e transmissão requer contato próximo

OMS diz que hantavírus não é “nova covid” e transmissão requer contato próximo

OMS diz que hantavírus não é “novidade covid” e transmissão requer contato próximo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (8) que o hantavírus envolvido no surto registrado no navio de cruzeiro MV Hondius só é transmitido entre pessoas em situações de contato muito próximo, com exposição direta à seiva ou secreções respiratórias. O explicação ocorre posteriormente a confirmação de mortes e casos da doença entre passageiros da embarcação, que passou pela América do Sul e segue em direção às Ilhas Canárias.

Segundo informações da filial portuguesa Lusa, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, explicou numa entrevista em Genebra que a transmissão exige uma proximidade intensa entre pessoas infectadas e não infectadas. “Por contacto próximo entendemos estar praticamente faceta a faceta, em proximidade direta, partilhando um espaço muito próximo com provável exposição a seiva ou secreções ao tossir ou salivar”, declarou Lindmeier.

Ainda segundo a OMS, houve casos de pessoas que dividiram cabine no navio e não foram infectadas, o que, segundo o porta-voz, demonstra que “o risco real continua muito ordinário”. Lindmeier também afirmou que “não é um novo covid” e destacou que o nível de transmissão do hantavírus é subordinado ao do sarampo, uma doença altamente contagiosa. “O risco para a população é absolutamente ordinário”, esses.

O surto ocorre a bordo do MV Hondius, navio da empresa Oceanwide Expeditions, que partiu de Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril. O navio segue para Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde deve chegar no domingo (10). De entendimento com o relatório mais recente divulgado pela OMS, há cinco casos confirmados e três casos suspeitos ligados ao surto. Três passageiros morreram.

Investigação tenta identificar origem do contágio
As autoridades sanitárias investigam se a infecção começou em terreno firme, na Argentina, no Chile ou no Uruguai, através do contato com roedores contaminados, ou se já havia transmissão a bordo do navio. Reportagem da BBC News Brasil afirma que as autoridades sanitárias estão monitorando passageiros que retornaram a países uma vez que Reino Uno, África do Sul, Holanda, Estados Unidos e Suíça. Segundo a Oceanwide Expeditions, não há registro de brasileiros a bordo.

A médica Maria Van Kerkhove, da OMS, disse à BBC que o incidente não representa o início de uma novidade pandemia. “Isso não é Covid, não é gripe e se espalha de uma forma muito, muito dissemelhante”, ele afirmou. Especialistas apontam que a cepa andina do hantavírus, identificada no surto, tem potencial restringido de transmissão entre humanos. Mesmo assim, as condições de vida nos navios, com cabines partilhadas e áreas comuns, podem proporcionar o contacto próximo necessário ao contágio.

Monitoramento de passageiros internacionais
Segundo a BBC News Brasil, as autoridades de saúde estão rastreando passageiros e contatos considerados expostos ao vírus. O diretor científico da Escritório de Segurança de Saúde do Reino Uno (UKHSA), Robin May, classificou a operação uma vez que “um esforço varonil”. Os passageiros britânicos que regressam do cruzeiro devem permanecer isolados durante 45 dias uma vez que medida preventiva. Dois cidadãos britânicos que desembarcaram na ilhéu de Santa Helena e regressaram ao Reino Uno posteriormente passagem pela África do Sul estão em isolamento voluntário, embora não apresentem sintomas.

Nos Estados Unidos, as autoridades sanitárias dos estados da Geórgia e do Arizona monitorizam três passageiros que desembarcaram do navio. Até agora, nenhum apresentou sintomas. A Oceanwide Expeditions disse que os demais passageiros e tripulantes deverão deixar o navio por via aérea na chegada às Ilhas Canárias. A empresa afirmou ainda que, até quinta-feira (7), não havia pessoas sintomáticas a bordo.

O que é hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores infectados. A contaminação geralmente ocorre através da inalação de partículas presentes na urina, fezes ou seiva desses animais. Segundo a BBC News Brasil, os sintomas podem nascer entre duas e quatro semanas posteriormente a exposição, mas o período de incubação pode ultrapassar um mês. Os sintomas incluem febre, dores musculares, cansaço, dificuldade em respirar, dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia.

Não existe tratamento específico para a doença, mas o atendimento hospitalar pode aumentar as chances de sobrevivência. O tratamento visa controlar os sintomas.

Cepa andina circula no Chile e na Argentina
A cepa andina do hantavírus circula principalmente no Chile e na Argentina e foi identificada pela primeira vez em território chileno em 1995.

Segundo dados do Ministério da Saúde do Chile citados pela BBC News Brasil, o país registrou 39 casos da doença até 6 de maio deste ano, com 13 mortes, o equivalente a uma taxa de mortalidade de 33%. A transmissão entre humanos é considerada rara e sensacional. No Chile, o último caso documentado deste tipo ocorreu em 2019 e foi classificado pelas autoridades uma vez que uma situação específica e controlada.

O principal reservatório da cepa andina é o rato de rabo longa (Oligoryzomys longicaudatus), espécie encontrada em diversas regiões do Chile e também na Argentina.

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