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Procura por tratamento no SUS para parar de fumar cresce 95% e atinge 2,5 milhões de brasileiros

Busca por tratamento no SUS para parar de fumar cresce 95% e atinge 2,5 milhões de brasileiros

Procura por tratamento no SUS para parar de fumar cresce 95% e atinge 2,5 milhões de brasileiros

Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 2,5 milhões de pessoas que procuraram voluntariamente tratamento para parar de fumar em Unidades Básicas de Saúde (UBS). O volume representa um aumento de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o salto numérico é resultado da expansão das equipas de Cuidados de Saúde Primários em todo o território pátrio e do reforço das ações de prevenção, motivado também pelo aumento do consumo de dispositivos eletrónicos entre os jovens.

Expansão do atendimento e atividades coletivas
O propagação da procura por tratamento acompanhou o aumento da oferta de serviços na rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil contava com 82,5 milénio equipes e serviços com cofinanciamento federalista em dezembro de 2022. Atualmente, esse número subiu para 104,3 milénio. Foram integradas 21,8 milénio novas equipes de Saúde da Família, Equipes Multidisciplinares (eMulti) e Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb).

Com essa expansão, também aumentaram as atividades coletivas voltadas aos usuários de tabaco. Rodas de conversa, ações educativas e encontros de orientação saltaram de 61,9 milénio inscrições, em 2022, para 157,1 milénio em 2025. O número de participantes dessas atividades passou de 1 milhão para 2,1 milhões no mesmo período.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a relação entre o investimento na rede e a adesão dos pacientes: “Aumentar o aproximação ao tratamento do tabagismo está salvando vidas. Os dados mostram que mais brasileiros procuram ajuda e que o SUS está prestes para atender essa demanda, com equipes treinadas, séquito contínuo e medicamentos gratuitos.

Progressão dos cigarros eletrônicos e riscos à saúde
Um dos fatores que impulsionam as ações preventivas é o aumento do uso de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (EDF) e produtos com nicotina sintética. Dados da pesquisa Vigitel 2024 indicam que a frequência de adultos que fumam ou utilizam esses dispositivos passou de 11,3% em 2019 para 13,1% em 2024. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de uso atual atingiu 10,1%, a maior já registrada na série histórica para essa tira etária.

Muitas vezes promovidos porquê alternativas menos prejudiciais aos cigarros convencionais, os dispositivos eletrónicos criam uma falsa perceção de segurança através da sua semblante tecnológica, sabores variados e design interessante. No entanto, estudos mostram que os DEFs são viciantes e estão associados a doenças respiratórias, lesões pulmonares graves, convulsões e queimaduras. Ocorrem também efeitos cardiovasculares imediatos, porquê aumento da frequência cardíaca, aumento da pressão arterial e rigidez arterial, além de sintomas porquê náuseas, tonturas, tosse e dores de cabeça.

Protocolo de tratamento não SUS
Para os brasileiros que desejam parar de fumar, o SUS oferece tratamento gratuito. O aproximação ocorre diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) mais próximas da residência do paciente. O protótipo de atenção baseia-se na abordagem cognitivo-comportamental e pode ser realizado individualmente ou em grupos de suporte, liderados por profissionais de saúde capacitados.

A terapia pode ser combinada com o fornecimento gratuito de medicamentos porquê adesivos de nicotina, chicletes e pastilhas, além de cloridrato de bupropiona. Uma vez que complemento, o SUS também disponibiliza Práticas Integrativas e Complementares de Saúde. A associação entre séquito terapêutico e uso de medicamentos é indicada para aumentar as taxas de sucesso na cessação do tabagismo e facilitar na manutenção da jejum.

Campanha 2026
O alerta contra a atração da indústria do tabaco é o foco do Dia Mundial Sem Tabaco deste ano de 2026. Promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha adota o tema “Desmascarando o apelo – combatendo a nicotina e a sujeição do tabaco”. O objetivo médio é denunciar estratégias que visam atrair novos consumidores, principalmente crianças, adolescentes e jovens, por meio do uso de sabores artificiais e embalagens tecnológicas.

No Brasil, as ações são coordenadas pelo Instituto Pátrio do Cancro (Inca). A mobilização ocorre de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde e ensino dos 26 estados e do Região Federalista, em conjunto com setores do Ministério da Saúde e demais órgãos federais.

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