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Seis em cada dez adolescentes brasileiros não praticam atividade física suficiente, aponta IBGE

Seis em cada dez adolescentes brasileiros não praticam atividade física suficiente, aponta IBGE

Seis em cada dez adolescentes brasileiros não praticam atividade física suficiente, aponta IBGE

Mais da metade dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos não pratica atividade física em quantidade suficiente. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 58,4% dos adolescentes dessa faixa etária eram insuficientemente ativos fisicamente, enquanto apenas 30,6% atingiam os níveis adequados de atividade.

No mês em que o Brasil celebra o Dia das Crianças, em 12 de outubro, os números ajudam a dimensionar as dificuldades enfrentadas por famílias que não dispõem de espaços, equipamentos ou recursos para inserir os filhos em atividades esportivas e de lazer.

A desigualdade também aparece na infraestrutura das escolas. De acordo com a mesma pesquisa, 75,7% dos estudantes da rede pública frequentavam instituições com quadras esportivas em condições de uso, percentual que chegava a 92,3% entre os alunos da rede privada. A diferença era ainda maior na disponibilidade de materiais suficientes para as aulas de educação física: 62,7% na rede pública, diante de 96,8% na rede privada.

Fora do ambiente escolar, iniciativas gratuitas procuram ampliar o acesso às modalidades esportivas. Uma delas é a De Peito Aberto (DPA), organização social que realizou 17 projetos e 440 eventos em 2025, atendendo cerca de 7 mil crianças e adolescentes. As atividades incluem futebol, futsal, vôlei, basquete, handebol, skate, judô, karatê, capoeira e atletismo.

Ao longo de duas décadas, a entidade informa ter beneficiado mais de 70 mil pessoas por meio de 80 projetos desenvolvidos em 66 municípios brasileiros. O trabalho envolve a implantação de núcleos esportivos em diferentes regiões, incluindo bairros e comunidades com opções limitadas de atividades gratuitas.

Projetos chegam a comunidades do Pará, Minas Gerais e Bahia

Em Terra Santa (PA), aproximadamente 100 crianças e adolescentes participam atualmente do projeto Esporte na Cidade, com aulas de futsal, handebol, basquete e vôlei. A iniciativa também está presente em Faro e Oriximiná, incluindo comunidades quilombolas tradicionais.

Em Governador Valadares (MG), o skate é uma das modalidades utilizadas para ampliar as alternativas de esporte e convivência entre crianças e adolescentes. Já na Bahia, o projeto Oportunidade Através do Esporte chegou à nona temporada com atividades em Camaçari, Feira de Santana e Lauro de Freitas, reunindo modalidades como futebol, futsal, boxe e judô.

Além das aulas gratuitas, os participantes recebem materiais para a prática esportiva, de acordo com a modalidade, como uniformes, calçados, caneleiras e quimonos. A distribuição busca reduzir os custos que poderiam impedir a participação de crianças e adolescentes.

“Cada criança merece a oportunidade de brincar, aprender, se desenvolver e sonhar. O esporte e o lazer são ferramentas capazes de transformar realidades, fortalecer vínculos e abrir caminhos para o futuro. Os resultados que alcançamos ao longo dos anos mostram que, quando ampliamos o acesso a essas oportunidades, contribuímos para que crianças e adolescentes desenvolvam seu potencial e construam projetos de vida com mais perspectivas. Esse é o compromisso que move a De Peito Aberto a mais de 20 anos”, comenta Fábio Araújo, diretor-presidente da DPA.

O acesso ao esporte e ao lazer integra os direitos assegurados às crianças e aos adolescentes pela Constituição Federal de 1988. A legislação estabelece que família, sociedade e poder público compartilham a responsabilidade de garantir condições de desenvolvimento, incluindo educação, cultura e convivência comunitária.

Para expandir seus projetos, a De Peito Aberto estabeleceu uma meta de captação de R$ 17,6 milhões em 2026 por meio de leis de incentivo. Os recursos são destinados à continuidade e à ampliação de iniciativas gratuitas em diferentes regiões.

A organização também informou ter gerado 127 empregos em 2025, durante a execução de suas atividades.







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