‘Situação desesperadora’: Colunistas debatem crise no Corinthians
Para Arnaldo Ribeiro, o problema não é pontual e se reflete nos números returno, com a queda acentuada de rendimento em Itaquera. Ele também apontou o peso do próximo jogo, fora de casa.
No segundo turno, são 6 pontos em 12 partidas. É o pior disparado do segundo turno. Esse retrospecto caseiro, de ser um mandante inofensivo, é um tapa na cara da torcida do Corinthians. E pela primeira vez na história, isso não tem feito diferença. É inacreditável. A próxima é contra o Vasco, confronto direto de São Januário.
Arnaldo Ribeiro
Rômulo Mendonça foi na mesma linha ao criticar a tentativa de Seedorf de “marcar território” logo na estreia, com mudanças que, para ele, não tinham sustentação no desempenho recente. Na leitura do narrador, o empate só não piorou porque não virou derrota.
O Corinthians ontem para mim foi uma noite trágica principalmente pelo Seedorf. Essas substituições dele foram uma tentativa bem tacanha de já colocar de imediato uma marca. Cheguei e já vou fazer mudança. Vou colocar o Vitinho como titular. Vou tirar o Bidu e vou colocar o Angileri. Vou colocar o Lingard. O gol que o Lingard fez na temporada foi contra o Barra, de Santa Catarina, na Copa do Brasil. Isso em abril. Não tem nenhum sentido. Em meio a todo o caos que é o desempenho do Corinthians, não havia nenhuma argumentação sólida para justificar o Lingard ser titular.
Rômulo Mendonça
Rodrigo Mattos concordou que o time precisava buscar mais agressividade em casa, mas viu erro na escolha de peças e na leitura do momento de alguns jogadores. Para ele, a comissão de Seedorf ainda “se situa” em uma reta final perigosa para o Timão.
O erro é, por exemplo, o Lingard. O Kaio César, na má fase do Corinthians, era um dos jogadores que vinha se salvando, criando chances. Aí vai pro banco. Não fez muito sentido pra mim. Minha impressão é que não assistiu aos jogos anteriores.
Rodrigo Mattos
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