Dia Mundial da Obesidade: 33% dos adultos atendidos pelo SUS no ES estão com sobrepeso
Neste 4 de março, data em que é comemorado o Dia Mundial da Obesidade, dados do Sistema de Vigilância Cevar e Nutricional (SISVAN) revelam que 32,8% dos adultos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo em 2025 estavam supra do peso.
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) alerta que o quadro não se restringe a uma filete etária específica e constitui uma doença crônica, não transmissível e de origem multifatorial. O enfrentamento exige desde mudanças no estilo de vida até políticas públicas intersetoriais, uma vez que a obesidade é fator de risco direto para o desenvolvimento de outras patologias graves.
Definição, diagnóstico e riscos associados
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define obesidade uma vez que excesso de gordura corporal em quantidade que pretexto danos à saúde. O diagnóstico padrão é feito por meio do Índice de Tamanho Corporal (IMC), que divide o peso do quidam (em quilogramas) pela profundidade (em metros) ao quadrângulo. O peso saudável é classificado uma vez que IMC entre 18,5 e 24,9; excesso de peso entre 25 e 29,9; e a obesidade é caracterizada por índices iguais ou superiores a 30.
“A obesidade durante muitos anos foi vista somente uma vez que excesso de peso na balança, mas hoje sabemos que é uma doença crônica, que envolve múltiplos fatores, uma vez que genéticos, hormonais, ambientais, e que é recorrente, ou seja, com chance de reganho de peso ao longo dos períodos da vida. explica Alice Bravim, endocrinologista do Núcleo de Referência de Especialidades Metropolitano (CRE).
O médico detalha que a obesidade agrava e desencadeia doenças em diversos sistemas do corpo. Entre os riscos estão o desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, complicações ortopédicas e pulmonares (uma vez que apneia do sono). Há também maior verosimilhança de ocorrência de cânceres, uma vez que cancro de peito, tripa e útero, além de potente interdependência com impactos na saúde mental, uma vez que a depressão.
Alerta reduplicado na puerícia e puberdade
Dados do SISVAN demonstram que a requisito atinge significativamente as crianças do Espírito Santo. Em 2025, entre as crianças de 5 a 10 anos atendidas pelo SUS, 16,44% apresentavam excesso de peso e quase 10% (9,52%) foram diagnosticadas com obesidade.
A endocrinologista Alice Bravim alerta que crianças obesas têm grandes chances de se tornarem adultos obesos, sofrendo precocemente de doenças antes restritas aos idosos, além de enfrentarem baixa autoestima.
Para combater esse cenário, o Estado atua de forma intersetorial. Raiany Boldrini, referência em Promoção da Saúde e nutricionista da Sesa, destaca a utilização do Programa Saúde na Escola (PSE), política do Ministério da Saúde e Instrução, para conscientizar os jovens. “Aproveitamos o envolvente escolar para incentivar o desenvolvimento, pelos municípios, de ações de prevenção sanitária e nutricional”, Salienta Boldrini, reforçando que a revelação da obesidade no início da vida aumenta a verosimilhança de sua manutenção ao longo dos anos.
Prevenção e porta de ingressão para o tratamento
A prevenção primária envolve mudanças no estilo de vida. A Sesa e a OMS recomendam melhorar as escolhas alimentares (priorizando víveres frescos uma vez que frutas, verduras e legumes), ingestão adequada de chuva, controle do estresse e do sono, além de evitar víveres ultraprocessados e bebidas alcoólicas ou açucaradas. O manobra regular também é precípuo, sendo recomendados 150 a 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana para adultos.
Quando há urgência de tratamento médico, a porta de ingressão do SUS é a Atenção Primária à Saúde (APS). Os cidadãos devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação, exames iniciais e encaminhamento. O tratamento começa com medidas não farmacológicas (orientação nutricional e prática de exercícios). O uso de medicamentos atua uma vez que coadjuvante na prevenção secundária, visando prevenir a progressão da doença.
Nos casos de obesidade grave com lacuna no tratamento galeno e presença de comorbidades associadas ao IMC, a cirurgia bariátrica está indicada. Em 2025, o SUS realizou 788 procedimentos desse tipo no Espírito Santo. Atualmente, a lista de espera conta com 89 pacientes, sendo a grande maioria mulheres (88%), contra 12% homens, com idade média de 45 anos.
Monitoramento e as causas sociais da doença
O monitoramento do estado nutricional da população (ordinário peso, peso saudável, sobrepeso e obesidade) é feito por meio de medidas de peso e profundidade durante o atendimento na APS, alimentando o SISVAN. Em vídeo de orientação divulgado pela Sesa, a nutricionista Raiany Boldrini orienta sobre os cuidados contínuos e destaca que o enfrentamento exige olhar além do consultório médico.
“A obesidade não é somente um problema de saúde. Precisamos pensar em esforços que extrapolem os muros da saúde pública, uma vez que trabalhar na qualidade de vida, nas condições de vida dignas, no combate à lazeira, no chegada à renda, pois a obesidade é muitas vezes fruto da instabilidade cevar”alerta a nutricionista. Com esse enfoque social e multifatorial, o Estado atua na Câmara Técnica de Alimento e Nutrição do Espírito Santo (CTANES), integrando as áreas de Saúde, Esporte e Instrução.
Radiografia do Estado Nutricional no ES (Dados SISVAN – 2025)
Adultos:
- Excesso de peso: 156.076 (32,8%)
- Obesidade Proporção I: 107.786 (22,65%)
- Obesidade Proporção II: 49.025 (10,3%)
- Obesidade Proporção III: 28.560 (6%)
Adolescentes:
- Excesso de peso: 29.598 (19,35%)
- Obesidade: 18.264 (11,94%)
- Obesidade grave: 5.819 (3,81%)
Crianças (de 5 a 10 anos):
- Excesso de peso: 19.664 (16,44%)
- Obesidade: 11.390 (9,52%)
- Obesidade Grave: 6.907 (5,77%)
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