Propostas para rematar com a graduação 6×1 e reduzir jornada de trabalho avançam na Câmara
A Percentagem de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade em votação simbólica nesta quarta-feira (22) a admissibilidade de duas Propostas de Modificação da Constituição (PEC) que prevêem o termo da graduação de seis dias de trabalho para um dia de sota, conhecida uma vez que 6×1. As medidas propõem a redução da jornada de trabalho semanal, atualmente estabelecida pela Constituição Federalista, em no sumo 44 horas. O valor dos textos será agora analisado por uma percentagem próprio antes de ir ao plenário.
A trajetória da PEC no Legislativo
Atualmente há duas propostas sobre o tema na Câmara, que foram combinadas para serem tramitadas em conjunto. A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução gradual da jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas, com limite de oito horas diárias, durante dez anos. A PEC 25/8, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), estabelece jornada reduzida aliada à adoção de horário de quatro dias úteis semanais, limitando a jornada de trabalho a 36 horas no período.
O relatório legalizado pela CCJ foi elaborado pelo deputado Paulo Azi (União-BA), que votou em prol na semana passada. A votação foi adiada a pedido do deputado Lucas Redecker (PSD-RS). Em seu texto, Azi defendeu a geração de uma tempo de transição para os setores econômicos e o debate sobre a remuneração do setor produtivo. Líderes da oposição recomendam que o parlamentar retome a função de relator na percentagem próprio.
A percentagem próprio poderá realizar até 40 sessões para calcular o valor e discutir o formato final da PEC. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou a intenção de concluir o processo na Câmara até o final de maio. Se aprovada pela percentagem, a PEC exigirá 308 votos favoráveis em dois turnos no plenário da Câmara. O texto seguirá portanto para o Senado, onde precisará de 49 votos, também em dois turnos.
Governo apresenta projeto de lei com urgência
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso seu próprio projeto de lei (PL) que estabelece o termo da graduação 6×1, reduzindo a fardo horária semanal para 40 horas e garantindo dois dias de sota remunerado, com proibição de redução salarial. O texto tramita com “urgência constitucional”, obrigando o Legislativo a deliberar sobre o objecto no prazo de 45 dias, sob pena de bloqueio da tarifa do plenário.
Segundo o ministro do Trabalho e Tarefa, Luiz Marítimo, a proposta do Executivo não concorre com a PEC. “O PL vai continuar e é verosímil que a redução da jornada de trabalho entre em vigor e depois seja consolidada pela PEC para evitar que futuros aventureiros queiram aumentar a jornada de trabalho”, dexplicou Marino. O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou que a tramitação da PEC seguirá paralelamente à do PL.
A questão tem gerado divergências quanto a possíveis compensações fiscais. O governo indica que recorrerá ao Supremo Tribunal Federalista (STF) caso o Congresso inclua isenções para setores econômicos na PEC, já que o texto não sofre sanção presidencial. O ministro da Rancho, Darío Durigan, descartou a indemnização da folha de pagamento, lembrando que, em 2024, o STF suspendeu legislação semelhante por falta de estudos de impacto financeiro.
Argumentos para redução da jornada de trabalho
As propostas ganharam força impulsionadas pelo movimento “Vida Além do Trabalho” (IVA), fundado pelo vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), que reuniu tapume de 3 milhões de assinaturas. Os defensores da medida destacam os avanços na saúde mental e na qualidade de vida. “A luta contra a graduação 6×1 é uma luta pela honra. Não é que sejamos contra o trabalho, somos contra a exploração”, disse a deputada Erika Hilton no Congresso.
O governo federalista sustenta que um horário de trabalho mais equilibrado reduz faltas e diminui a rotatividade. Em nota, o Planalto citou exemplos internacionais de redução da jornada de trabalho, uma vez que Chile (redução gradual de 45 para 40 horas até 2029), Colômbia (de 48 para 42 horas até 2026), além de França, Alemanha e Holanda, onde a fardo horária semanal já é igual ou subordinado a 40 horas.
Pesquisas do instituto Genial/Quaest publicadas em dezembro indicavam que 72% da população apoia o termo da graduação 6×1. O observador político Felipe Nunes avaliou que a agenda será fundamental nas eleições de 2026, oferecido o cansaço dos trabalhadores e a procura por flexibilidade.
Críticas e preocupações do setor produtivo
Apesar do apelo popular, as propostas enfrentam resistência no Congresso. A pesquisa Quaest mostrou que, entre os deputados, 42% são em prol e 45% contra a medida. Os críticos alertam para os custos econômicos, principalmente para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 80% dos empregos formais no país.
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, destacou que a manutenção da remuneração atrelada à redução da jornada de trabalho gera custos. “Meu aumento de 20% no dispêndio implica um repasse de preço de 7% a 8% para o consumidor final”, observado.
Os parlamentares também expressaram reservas. O deputado Kim Kataguiri (União Brasil) argumentou que a medida poderia aumentar o dispêndio da contratação e incentivar a informalidade, comparando-a aos efeitos da PEC das Domésticas. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu o pagamento por hora trabalhada uma vez que um padrão mais moderno e cobrou do governo fortes compensações para as empresas. O deputado Fausto Pinato (PP-SP) criticou a presteza do procedimento, chamando-o de “precipitado e eleitoral”.
Negociações e possíveis alterações no texto
Dadas as diferenças, há esforços para chegar a um meio-termo na percentagem próprio. Os partidos aliados de base e centristas costumam estribar a redução para uma graduação de 5×2 (cinco dias de trabalho e dois dias de sota), com 40 horas semanais. O relator da CCJ, Paulo Azi, indicou que recomendaria essa mudança.
O tempo de transição também será revisto. Enquanto a PEC de Erika Hilton prevê 360 dias e a de Reginaldo Lopes estipula dez anos, o governo federalista trabalha nos bastidores com a possibilidade de redução gradual em dois anos, chegando a 42 horas mensais em 2027 e 40 horas em janeiro de 2028.
Share this content:



Publicar comentário