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Hipertensão: por que a pressão alta é chamada de inimiga silenciosa

Aparelho digital de medir pressão com braçadeira sobre fundo branco

Foto: Imagem: Mikhail Nilov / Pexels (Licença Pexels)

Hipertensão: por que a pressão alta é chamada de inimiga silenciosa

A pressão alta geralmente não dá sintomas, mas pode causar complicações sérias. Saiba como identificar e controlar a doença.

A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns. Ela ganhou o apelido de “inimiga silenciosa” porque, na maioria das vezes, não provoca sintomas, enquanto pode afetar órgãos como o coração, o cérebro, os rins e os vasos sanguíneos. Conhecer a doença e medir a pressão regularmente são passos essenciais para a prevenção.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

O que é pressão arterial

A pressão arterial é a força que o sangue exerce sobre as paredes das artérias ao ser bombeado pelo coração. Ela é expressa por dois números: a pressão sistólica, a maior, medida quando o coração se contrai, e a diastólica, a menor, medida quando o coração relaxa.

Quando a pressão é considerada alta

Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada quando a pressão arterial fica igual ou acima de 140/90 mmHg, o popular “14 por 9”. O diagnóstico não deve ser feito com uma única medição: ele deve ser confirmado em mais de uma ocasião, por um profissional de saúde.

A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, das sociedades médicas da área, passou a classificar como pré-hipertensão os valores de 120 a 139 mmHg na sistólica e/ou de 80 a 89 mmHg na diastólica. Não se trata de diagnóstico de hipertensão, mas de um sinal de alerta para adotar medidas de prevenção.

Por que é uma inimiga silenciosa

Na maioria das pessoas, a pressão alta não causa sintomas. Muitas descobrem a doença apenas em uma consulta de rotina ou depois de uma complicação. Quando sintomas como dor de cabeça, tontura ou mal-estar aparecem, a pressão pode já estar muito elevada.

Sem controle, a hipertensão pode contribuir para problemas como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal.

Fatores de risco

Segundo o Ministério da Saúde, entre os fatores que aumentam o risco de hipertensão estão:

  • histórico familiar;
  • envelhecimento;
  • excesso de peso e obesidade;
  • consumo excessivo de sal;
  • consumo de álcool;
  • tabagismo;
  • sedentarismo;
  • diabetes;
  • colesterol alto;
  • apneia do sono.

A importância de medir a pressão

Como a doença costuma ser silenciosa, medir a pressão regularmente é a melhor forma de descobri-la. A aferição pode ser feita gratuitamente nas unidades básicas de saúde do SUS.

Cuidados na medição

  • descanse alguns minutos antes de medir;
  • evite cafeína, cigarro e exercícios pouco antes da aferição;
  • fique sentado, com as costas apoiadas e os pés no chão;
  • mantenha o braço apoiado na altura do coração;
  • não converse durante a medição.

Quem usa aparelhos em casa deve escolher modelos validados e aprender a usá-los corretamente com um profissional. As medições domiciliares não substituem a avaliação médica.

Prevenção e controle

Hábitos saudáveis ajudam a prevenir e a controlar a pressão alta:

  • reduzir o sal: prefira temperos naturais e evite alimentos ultraprocessados, ricos em sódio;
  • alimentação equilibrada: priorize frutas, verduras, legumes e alimentos in natura;
  • atividade física regular: de acordo com as orientações de profissionais de saúde;
  • manter o peso adequado;
  • evitar o álcool e não fumar;
  • cuidar do sono e do estresse.

Tratamento

Quando a hipertensão é diagnosticada, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida e, quando indicado, medicamentos. O SUS oferece acompanhamento e medicamentos para hipertensão, inclusive por meio do programa Farmácia Popular.

É fundamental seguir o tratamento conforme a orientação médica e não interromper o uso dos remédios por conta própria, mesmo quando a pressão estiver controlada.

Cuide-se

A pressão alta pode ser silenciosa, mas não precisa ser perigosa. Medir a pressão com regularidade, adotar hábitos saudáveis e seguir o tratamento são atitudes que protegem o coração e a saúde como um todo.

Fontes: Ministério da Saúde, página “Hipertensão (pressão alta)” e Linha de Cuidado da Hipertensão Arterial Sistêmica no adulto; Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025 (Arquivos Brasileiros de Cardiologia).

Imagem de capa: Mikhail Nilov / Pexels (Licença Pexels)

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Daniel Robles é estrategista digital e responsável pelo Blog Padrão. Instagram: @danielroblesoficial. Site oficial: danielrobles.com.br.

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