Hipertensão: por que a pressão alta é chamada de inimiga silenciosa
A pressão alta geralmente não dá sintomas, mas pode causar complicações sérias. Saiba como identificar e controlar a doença.
A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns. Ela ganhou o apelido de “inimiga silenciosa” porque, na maioria das vezes, não provoca sintomas, enquanto pode afetar órgãos como o coração, o cérebro, os rins e os vasos sanguíneos. Conhecer a doença e medir a pressão regularmente são passos essenciais para a prevenção.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
O que é pressão arterial
A pressão arterial é a força que o sangue exerce sobre as paredes das artérias ao ser bombeado pelo coração. Ela é expressa por dois números: a pressão sistólica, a maior, medida quando o coração se contrai, e a diastólica, a menor, medida quando o coração relaxa.
Quando a pressão é considerada alta
Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada quando a pressão arterial fica igual ou acima de 140/90 mmHg, o popular “14 por 9”. O diagnóstico não deve ser feito com uma única medição: ele deve ser confirmado em mais de uma ocasião, por um profissional de saúde.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, das sociedades médicas da área, passou a classificar como pré-hipertensão os valores de 120 a 139 mmHg na sistólica e/ou de 80 a 89 mmHg na diastólica. Não se trata de diagnóstico de hipertensão, mas de um sinal de alerta para adotar medidas de prevenção.
Por que é uma inimiga silenciosa
Na maioria das pessoas, a pressão alta não causa sintomas. Muitas descobrem a doença apenas em uma consulta de rotina ou depois de uma complicação. Quando sintomas como dor de cabeça, tontura ou mal-estar aparecem, a pressão pode já estar muito elevada.
Sem controle, a hipertensão pode contribuir para problemas como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal.
Fatores de risco
Segundo o Ministério da Saúde, entre os fatores que aumentam o risco de hipertensão estão:
- histórico familiar;
- envelhecimento;
- excesso de peso e obesidade;
- consumo excessivo de sal;
- consumo de álcool;
- tabagismo;
- sedentarismo;
- diabetes;
- colesterol alto;
- apneia do sono.
A importância de medir a pressão
Como a doença costuma ser silenciosa, medir a pressão regularmente é a melhor forma de descobri-la. A aferição pode ser feita gratuitamente nas unidades básicas de saúde do SUS.
Cuidados na medição
- descanse alguns minutos antes de medir;
- evite cafeína, cigarro e exercícios pouco antes da aferição;
- fique sentado, com as costas apoiadas e os pés no chão;
- mantenha o braço apoiado na altura do coração;
- não converse durante a medição.
Quem usa aparelhos em casa deve escolher modelos validados e aprender a usá-los corretamente com um profissional. As medições domiciliares não substituem a avaliação médica.
Prevenção e controle
Hábitos saudáveis ajudam a prevenir e a controlar a pressão alta:
- reduzir o sal: prefira temperos naturais e evite alimentos ultraprocessados, ricos em sódio;
- alimentação equilibrada: priorize frutas, verduras, legumes e alimentos in natura;
- atividade física regular: de acordo com as orientações de profissionais de saúde;
- manter o peso adequado;
- evitar o álcool e não fumar;
- cuidar do sono e do estresse.
Tratamento
Quando a hipertensão é diagnosticada, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida e, quando indicado, medicamentos. O SUS oferece acompanhamento e medicamentos para hipertensão, inclusive por meio do programa Farmácia Popular.
É fundamental seguir o tratamento conforme a orientação médica e não interromper o uso dos remédios por conta própria, mesmo quando a pressão estiver controlada.
Cuide-se
A pressão alta pode ser silenciosa, mas não precisa ser perigosa. Medir a pressão com regularidade, adotar hábitos saudáveis e seguir o tratamento são atitudes que protegem o coração e a saúde como um todo.
Fontes: Ministério da Saúde, página “Hipertensão (pressão alta)” e Linha de Cuidado da Hipertensão Arterial Sistêmica no adulto; Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025 (Arquivos Brasileiros de Cardiologia).
Imagem de capa: Mikhail Nilov / Pexels (Licença Pexels)
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