Amamentação e saúde da mulher: benefícios para mãe e bebê
O leite materno é o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses e também traz benefícios importantes para a saúde da mulher.
A amamentação é muito mais do que uma forma de alimentar o bebê. Ela fortalece o vínculo entre mãe e filho, protege contra doenças e traz benefícios para a saúde da mulher, inclusive na prevenção do câncer de mama. No Outubro Rosa, vale lembrar que o aleitamento materno é considerado um fator de proteção pelas autoridades de saúde.
O que recomenda o Ministério da Saúde
Segundo o Ministério da Saúde, o bebê deve receber aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida. Isso significa oferecer apenas o leite materno, sem água, chás, sucos ou outros alimentos.
A partir dos 6 meses, a orientação é introduzir a alimentação complementar saudável e manter a amamentação até os 2 anos ou mais.
Benefícios para o bebê
O leite materno contém os nutrientes, a água e os anticorpos de que o bebê precisa nos primeiros meses. Entre os benefícios descritos pelo Ministério da Saúde estão:
- proteção contra infecções, como diarreias e infecções respiratórias;
- menor risco de alergias;
- contribuição para o desenvolvimento adequado da face e da fala, pelo exercício da sucção;
- fortalecimento do vínculo afetivo com a mãe.
O leite materno também está sempre pronto, na temperatura adequada, e não tem custo.
Benefícios para a mãe
A amamentação também protege a saúde da mulher. De acordo com o Ministério da Saúde, amamentar:
- ajuda a reduzir o risco de hemorragia após o parto;
- diminui o risco de câncer de mama, de ovário e de endométrio;
- pode reduzir as chances de desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto e hipertensão.
Amamentação e câncer de mama
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) inclui a amamentação entre as medidas de proteção contra o câncer de mama. Segundo o INCA, a proteção aumenta quanto mais prolongado for o período de amamentação. Por isso, o tema faz parte das orientações de prevenção divulgadas durante o Outubro Rosa.
Dificuldades são comuns
Embora seja natural, amamentar nem sempre é fácil, especialmente nos primeiros dias. Dor, fissuras nos mamilos, dificuldade de pega e dúvidas sobre a produção de leite são situações frequentes. O importante é saber que existe apoio. Algumas orientações gerais:
- busque ajuda logo nos primeiros sinais de dificuldade;
- a posição do bebê e a pega correta fazem diferença no conforto;
- a amamentação em livre demanda, quando o bebê quiser, costuma ser recomendada;
- descanso, hidratação e alimentação equilibrada ajudam a mãe nesse período.
Onde buscar apoio
As Unidades Básicas de Saúde, as maternidades e os Bancos de Leite Humano oferecem orientação sobre amamentação. Profissionais como enfermeiros, médicos e consultores em aleitamento podem ajudar a resolver dificuldades. Em caso de dor intensa, febre ou vermelhidão nas mamas, procure atendimento.
O papel da família e da sociedade
A amamentação não é responsabilidade apenas da mãe. O apoio do parceiro, da família, dos empregadores e da comunidade é fundamental. Dividir as tarefas da casa, garantir momentos de descanso e respeitar o direito de amamentar em locais públicos são formas de contribuir.
Quando não é possível amamentar
Há situações em que a amamentação não é possível ou não é indicada, por razões de saúde da mãe ou do bebê, ou por outras circunstâncias. Nesses casos, a orientação profissional é essencial para garantir a alimentação adequada da criança. Nenhuma mãe deve se sentir culpada: o acolhimento é parte do cuidado.
Doação de leite
Mulheres que estão amamentando e têm leite em excesso podem doar para os Bancos de Leite Humano, ajudando bebês prematuros e internados. Informações sobre como doar podem ser obtidas nas unidades de saúde e maternidades.
Um gesto de cuidado
Amamentar é um ato de cuidado que traz benefícios para toda a vida, tanto para o bebê quanto para a mãe. Com informação e apoio, mais mulheres podem viver essa experiência com segurança e tranquilidade.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
Fontes: Ministério da Saúde, páginas “Amamentação” e “Conheça os benefícios da amamentação”; INCA, página “Amamentação” (Causas e prevenção do câncer).
Imagem de capa: Kaboompics.com / Pexels (Licença Pexels)
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